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Um Fantástico Conto de Fadas da Física (4)

Leia o artigo anterior.



Órbitas geocêntricas de Tycho Brahe

E se Albert Einstein jamais tivesse existido?

Porque Einstein plagiou a teoria da Relatividade, se ele não tivesse aparecido no cenário científico, a teoria teria, de qualquer forma, um curso de vida. Por isso, a subversão da física por Einstein não se deu pelo mero surgimento de uma teoria ruim. Ele, ao contrário de Newton, não tinha capacidade para propor uma teoria, então a sua mera presença seria irrelevante para a ciência. A subversão de Einstein se deu por um outro meio, alheio aos seus méritos: um culto à personalidade que uma elite messiânica, arrogante e ávida por dominar as nações, estabeleceu. Esse foi o papel deletério que Einstein exerceu nas ciências.

A matematização da física iniciada por Newton, a alienação dos cientistas em relação aos seus compatriotas leigos, e outros processos degradantes, teriam continuado com ou sem Einstein. O que essa elite fez à ciência, porém, foi exacerbar e universalizar terrivelmente uma situação que já era delicada. Se Einstein não tivesse existido, a teoria da Relatividade de Poincaré-Lorentz teria convivido calmamente com outras teorias pró-éter. Provavelmente, por ser apenas uma teoria improvisada entre outras mais plausíveis, porquanto feita no rescaldo do aparente geocentrismo do experimento Michelson-Morley, ela teria sido rapidamente descartada, desde que outros experimentalistas seguissem o exemplo de Tesla e a refutassem.

A Teoria da Relatividade era (e continua sendo) uma teoria virtualmente natimorta, um zumbi, uma vez que as refutações experimentais contra ela começaram tão cedo quanto em 1914 — apenas dez anos depois de seu advento — pela descoberta do Efeito Sagnac. Ela sobrevive apenas pelo nome de Einstein. Outrossim, a filha bastarda da teoria e do culto a Einstein, a Mecânica Quântica, não teria existido. Não na sua atual forma, certamente. E se ambas as Teorias, a relativista e a quântica, não tivessem alcançado tanto sucesso imerecido e aberrante, hoje, provavelmente, a física moderna estaria formada à imagem de Nikola Tesla e não de Albert Einstein.

Contudo, interessava e interessa a essa elite, por uma questão de amor próprio e de solidariedade tribal, alçar o plágio de Einstein ao status de dogma. Ao usar toda a sua influência política e midiática para promover um culto, ela pegou o que havia de pior na Academia, ampliou-a, e fragilizou a ciência como um todo.

Sempre houveram heróis na ciência, homens respeitosamente lembrados com o passar dos anos. Mas Einstein é pioneiro em ser idolatrado em áreas completamente alheias à física, ao ponto de ser associado às Artes. Ninguém costuma estampar camisas com a imagem de Tesla, Ampère, Ohm, Faraday ou Maxwell. Eles são completos desconhecidos do povo, embora tivessem um papel de sobremaneira crítico no avanço científico. Porém, a imagem linguaruda de Einstein é tão popular e universalmente conhecida quanto a de Che Guevara. Isso não aconteceria se essa elite não tivesse um domínio completo da mídia e um objetivo confesso de que as nações cultuem os seus membros.

Sempre houveram sabotagem, marginalização e perseguição à dissidência no ambiente acadêmico. Na realidade, nem toda perseguição é ruim, embora hajam as ilícitas e injustas, sem dúvida. Existem experimentos, como os que pesquisam quimeras, cujos cientistas realmente merecem um mínimo de censura acadêmica. Para não dizer um processo criminal de pena capital. Mas a rede de proteção a Einstein é inédita no seu universalismo e poder. Não há precedentes na história da ciência de cientistas sendo privados da liberdade por objeções científicas a uma simples teoria de um colega. Antes de Einstein, haviam retaliações estatais por blasfêmias políticas ou religiosas contra um poder dominante. Mas nunca contra os aspectos específicos da tese de um acadêmico em particular.

Nunca a Academia precisou constantemente celebrar e lembrar, a cada experimento, que Newton ou Coulomb estavam certos. Mas a cada pesquisa científica que envolva algum aspecto da Relatividade, a cada resultado, Einstein é publicamente lembrado como “O Homem Que Estava Certo”[i][ii][iii][iv], de uma forma constante, obsessiva, quase ritual. Isso seria impossível se, como o Pe. Charles E. Coughlin apontou uma vez, essa elite não tivesse incrustado os seus asseclas nas universidades e institutos de pesquisa do mundo todo. O assalto dela às instituições acadêmicas e o conluio da mídia explicam essas bizarrias uniformes. Ademais, esse comportamento repetitivo e compulsivo denota um medo paralisante por parte dessa elite, de se ver como um grupo de pessoas muito menos inteligente do que se arroga.

Sempre houve na ciência uma teoria dominante e uma maioria adesista de cientistas. Mas foi com Einstein que sobreveio uma era em que a ciência se transformou numa gigantesca guilda global. A matematização da ciência conduziu à segregação em larga escala entre o leigo e o cientista geômetra. Mas ela nunca chegou a um ponto de fechar-se completamente ao mundo derredor. Hoje, graças aos efeitos colaterais da rede mundial de proteção a Einstein, é impensável que leigos voluntariosos como Faraday, Benjamin Franklin ou Diderot venham a exercer quaisquer influências no meio científico. Na verdade, é possível que o leigo, caso tente, seja processado por exercer ilegalmente a profissão. Einstein acelerou e concluiu um processo que transformou a ciência numa sociedade dentro da sociedade. Ademais, a rede foi estendida a outros cientistas como Charles Darwin, cuja visão de evolução é compatível com a ideologia racista dessa elite messiânica. Ela considera ser de raça distinta, superior e iluminada em relação às nações que quer governar. E Darwin também contribui poderosamente, como o mais emblemático idiota-útil, para a desmoralização de uma Cristandade que é hostil a ela.

A matematização da ciência estava completa antes de Einstein aparecer. Mas havia um ceticismo geral por parte dos cientistas em adotar novas ferramentas matemáticas. A preferência pelos resultados empíricos ainda prevalecia. Aliás, um dos motivos da resistência científica a Einstein, era que a Teoria da Relatividade, sem experimentos sólidos que a confirmassem e a justificassem, levava a matematização da física a um outro nível. Ela trazia consigo uma geometria recentemente forjada e completamente não natural: a não euclidiana. O culto a Einstein fez a resistência à matematização da física desabar completamente. O efeito disso foi a morte da ciência empírica no seu sentido clássico. Com a morte dela, a duvidosa metodologia científica de Einstein, as suas experiências de pensamento, podia facilmente ser acomodada no novo paradigma científico. É por isso que temos hoje cientistas que gastam energia e dinheiro, a maior parte sendo dinheiro público, tentando explicar como a gravidade poderia ser um vazamento de força de um universo paralelo ou como a informação pode ser mandada de volta ao passado.

Se Einstein não tivesse existido, todos esses fenômenos terríveis estariam presentes e a ciência ainda estaria renegando ao Senhor. Mas por não haver uma elite internacional que os espalhasse como uma praga, provavelmente a ciência não seria a guilda fechada que é hoje. Ela estaria dividida em partidos competindo entre si pelos recursos de pesquisa acadêmica. A dissidência científica seria maior, mais forte e poderosa e seria maior a variedade de teorias científicas levadas ao conhecimento do público. Os atuais e presentes defeitos da Academia estariam pulverizados entre esses partidos, por isso a alienação científica seria um pouco menor e menos generalizada. É possível até mesmo que alguns leigos ainda pudessem participar dela, nessa hipótese. Não existiria também a aberração escandalosa de um Alto-Sacerdócio científico de tipos como a Comissão de Copenhague.

A matemática moderna, que tanto ilude e fustiga a física, teria seguido o seu curso obscuro ao lado da física e não misturada a ela como é hoje. Porquanto haveriam mais experimentalistas que desconheceriam o método de Einstein de fazer experimentos apenas em sua cabeça, não haveria tanta demanda por desenvolvimento matemático, de modo que a matemática teria se estratificado com Bernhard Riemann. Embora a matemática não dependa da física para se desenvolver e crescer, os séculos mostram que a física é o seu motor criativo. Se a física não produz novas demandas, é esperado que a matemática se fixe no estágio em que se encontra.

A esperança frustrada

A relação entre a matemática e a física foi completamente invertida pelo culto a Einstein e pela sua filha bastarda, a Mecânica Quântica. De tal modo que não é mais o resultado experimental que determina a teoria. Hoje, um experimento pode ser rejeitado ou ignorado simplesmente por não haver uma teoria matemática de consenso que o suporte, mesmo que os resultados sejam reais e honestos e a interpretação deles coerente. Em outras palavras, o espírito científico foi reduzido a uma postura fortemente autista. Essa é a razão da ciência desperdiçar tanto tempo, dinheiro e energia na manutenção a todo custo de um modelo-padrão, não importa o quanto ele seja contraditado e remendado. A consequência dessa cegueira deliberada e do desperdício de produção científica é terrível. Basta, para entendermos o porquê, que nos lembremos da grande expectativa que as gerações passadas tinham em nossa época. Desenhos animados antigos como “Os Jetsons” ou filmes de ficção como “2001: A Odisséia no Espaço” são ilustrativos dessa esperança passada e generalizada em nossa geração. Contudo, o mundo não mudou substancialmente dos anos 1970 para cá, com a exceção da disponibilidade mundial de informações (útil e inútil) e da disponibilidade de comunicação. A cegueira consciente e ostensiva da ciência faz com que os recursos humanos e monetários sejam investidos nos lugares errados, fazendo com que o progresso tecnológico como um todo, se arraste. Com poucas exceções, nós ainda seguimos dependendo da ciência consolidada no século XIX, sem grandes novidades.

A loucura, ainda que travestida de ciência, não pode ser construtiva e nem a alienação pode ser inventiva. Se a física majoritária tomou a decisão deliberada e consciente de abraçar as contradições lógicas e de ignorar a realidade e o bom senso, ela jamais será frutífera enquanto manter-se dura. Se os antigos foram iludidos pelos seus falsos deuses, hoje os nossos “sábios” são iludidos pela matemática e pelo ateísmo. Os antigos sofismavam com estórias mitológicas e encantamentos. E os nossos “sábios” sofismam com modelos matemáticos irreais e impossíveis. Contudo, os antigos não tinham muitas informações para iluminá-los. Mas os nossos “sábios” tem, de modo que seria de se questionar, se essa postura deles de admirar o contraditório não seria um tipo de afetação ou mesmo uma patologia. Em todo o caso, Deus claramente tampou-lhes os olhos com aquilo que os cientistas mais apreciam: a matemática. Ele fez o mesmo aos antigos idólatras, cegando-os com as suas religiões de mentira. O Senhor fez isso porque se por um lado os antigos negavam a Revelação Especial pela idolatria, os nossos “sábios” negam a Revelação Especial e a Revelação Natural pelos seus modelos arbitrários e enganosos. Ambos negam a Deus com eficácia e por isso recebem Dele o mesmo castigo.

Nós vivemos a Era da Mentira agora, por mão e liderança daqueles a quem o nosso divino e santo Senhor Jesus chamou de Sinagoga de Satã, o pai da mentira. Se as gerações passadas pudessem antever a decepção que somos hoje, decerto eles não teriam se empenhado em lutar várias guerras, especialmente a Segunda Guerra Mundial, a maior de todas as guerras fúteis. O morticínio em vão de tantos jovens preciosos que jamais se tornaram pais, é a causa desse declínio geral. Assim padeceremos, até que o Senhor nos queira libertar.

Por isso, é um erro culpar exclusivamente essa elite pelos fatos funestos que padecemos hoje. O principal motivo pelo qual eles existem é que os europeus e os seus filhos amam guerrear entre si e contra os demais povos. Não existe uma força mais destrutiva e desmoralizadora a uma civilização do que a guerra. As guerras européias, fúteis e desnecessárias, deixaram um vácuo de poder que essa elite de pronto ocupou. Em todo caso, a renovação da ciência — e não só da ciência, porquanto foram corrompidas igualmente as artes, a política, o direito, a religião, etc. — começará apenas quando essa elite for neutralizada e substituída por uma outra mais digna. Mas tendo demorado séculos para a ciência renegar a Deus, muito provavelmente, outros séculos serão necessários para que ela caia em si.

Os Seis Dias de criação e o geocentrismo

Com o geocentrismo em mente, é simples entender como o Pai, por meio do Filho, criou o Seu Universo. Ele o fez exatamente como um engenheiro civil faz quando constrói a sua edificação: levantar a obra a partir de um marco zero. Curioso que os engenheiros imitem a Deus sem se aperceber disso na maioria das vezes. Mas somos a imagem e a semelhança Dele, por isso as coincidências. Evidentemente, Deus não suou para construir o Universo, Ele apenas ordenou com a Sua boca, um dia após o outro, e todas as coisas apareceram repentinamente do nada, com todas as complexidades que possuem. Deus fez da Terra o marco zero do Universo. Ele levantou-o a partir da Terra.

A princípio, Deus chamou a Terra à existência, e a Terra surgiu com uma espessa camada de água de volume e massa desconhecidos. Ela cobria a sua superfície. A camada aquática decerto era incrivelmente imensa, porque Deus usou uma parte dela para cobrir a esfera etérea do Universo e o restante para preencher os oceanos e as cisternas naturais da Terra. De imediato, duas coisas se podem imaginar dessa verdade teológica: o Universo é minúsculo em termos astronômicos e a água da abóboda celeste reflete a luz como um espelho[1]. Talvez, as estrelas do céu sejam muito menos numerosas do que a luz supostamente refletida delas faz parecer.

A abóboda celeste foi esticada a partir da Terra, tendo como fronteira uma camada de água. Por isso que as Escrituras fazem parecer que o pseudo-fenômeno da expansão do Universo que a seita dos acadêmicos clama existir, encontra apoio teológico. Não encontra. O Universo não está se expandindo. Mas ele foi ampliado no momento de sua criação a partir da Terra. E Deus preencheu o espaço vazio entre a atmosfera terrestre e a camada aquática da abóboda com algo que Moisés chamou de “firmamento”. Um firmamento para sustentar a abóboda. Esse firmamento é o que nós e os pagãos chamamos de éter[2]. Curioso como isso mostra que a despeito do paganismo antigo ser falso, ele é baseado numa tradição oral universal, parte da qual Moisés escreveu no seu Pentateuco.

Somente depois do reino vegetal ser chamado à existência por Deus, que os corpos celestes foram criados. É óbvio que só isso já coloca a pseudo-ciência em choque com a Teologia. Os inimigos tem razão quando dizem que a fé e a ciência (deles) são irreconciliáveis. Não devemos procurar a reconciliação da fé pura e santa com o lixo intelectual. No final, todo o resto foi criado apenas com a palavra que saiu da boca do Deus Trino. O homem, porém, mereceu o Seu carinho especial e, ao contrário do restante da Criação, foi criado com as Suas próprias mãos. Não só isso, mas Deus deu-lhe o Seu próprio sopro. Ele não fez nada semelhante às Suas demais criaturas. Ele mostrou, para além de qualquer dúvida, que o homem tem uma grande importância para Ele.

Aprendendo com os erros

Um cientista e um matemático cristão devem sempre ter bastante claro em sua mentes que a matemática, a despeito do que ela inspira de admiração e da sua utilidade em mensurações, é apenas uma linguagem. A matemática nada mais é do que uma maneira conveniente de descrever as coisas. Se descrevermos um fenômeno usando qualquer linguagem coloquial de maneira que levemos as pessoas ao erro, a beleza da descrição não fará dela algo mais realista e verdadeira. O mesmo se aplica à matemática. O fato de uma equação representar uma boa aproximação em relação a um conjunto de resultados, não faz da equação uma representação fiel da realidade. Uma coisa é imaginar o que seja um fenômeno pela indução que se faz a partir de uns poucos resultados. Outra, completamente diferente, é saber efetivamente o que é um fenômeno. A ciência quase nunca sabe o que é um fenômeno, embora a vaidade e a arrogância enormes dos cientistas façam parecer o contrário. Ela apenas supõe a partir de um conjunto de técnicas complexa de induções.

Esse é o ponto frágil e muito perigoso da matemática. Ela provê uma série de técnicas de indução de generalização de resultados. Nenhuma entre elas garante a fidelidade ao fenômeno, e não é esse o objetivo delas. Por isso, a matemática não dispensa o bom senso, a boa filosofia e a experimentação contínua e meticulosa. Um cientista e um matemático cristão não podem deixar-se levar, tampouco deixar-se intimidar, pela beleza da matemática. Se uma teoria possui paradoxos e contradições lógicas como a Relatividade, ela está errada. Se uma teoria contradiz a realidade como a Mecânica Quântica, ela está (horrivelmente) errada. Se uma teoria é consistente e um pouco realista, mas contradiz o bom senso, ela está, no mínimo, mal descrita. Se uma teoria científica é consistente, mas fantasiosa como os buracos negros de Kerr, então o homem que a propôs está provavelmente cego num tipo de devaneio patológico, muito comum e recorrente ao perfil da pessoa que faz ciência. Deus, Quem criou todas as coisas, não é Deus de confusão.

Mesmo que uma teoria seja inofensiva à fé, mas fantasiosa, ela é uma teoria parasitária que pode sugar os recursos humanos e materiais preciosos da ciência. E por isso deve ser desencorajada se nada mais há de concreto que justifique o dispêndio de tempo. Um cientista não é um matemático. Ao contrário do matemático, o seu objetivo é o resultado concreto e aplicável como uma solução de problemas específicos. Por sua vez, o compromisso do cientista, é produzir um resultado tal que seja conquistado por meio de uma metodologia honesta, transparente, concreta e razoável.

O cientista cristão não pode ter medo de chamar o paradoxo pelo real nome que ele tem, sem eufemismos, ou a fantasia pelo seu nome apropriado. Ele não pode ter medo de dizer que, se a Teologia ou a Revelação Natural são muito claras e constantes num ensinamento e a ciência os contradiz, então é a ciência que está errada — ou, pior, ela está prevaricando com dolo (tal como ocorre na maioria dos casos, aliás). Quem criou o Universo foi Deus e não o cientista. Nós somos chamados para vivermos na Terra e dominarmos limitadamente a Natureza com fins civilizacionais muito específicos. E não para nos deixar levar por uma obsessão patológica em produzir uma engenharia reversa da Natureza.

Se o cientista cristão renunciar ao seu bom senso e deixar-se iludir pelo novo paganismo matemático, ele estará a um passo do manicômbio. No entanto, ao rejeitar o esoterismo científico dos nosssos dias, o cientista cristão deverá ter em mente que isso pode ter consequências profissionais e financeiras. Até que essa elite hostil e psicopata seja substituída e a ciência venha a recuperar a sua sanidade, ele não pode ter uma mentalidade que não seja modesta, confiante, paciente e com poucas ambições. Aliás, todo cristão deveria cultivar essa mentalidade, independente das circunstâncias. O cientista, acima de tudo, é um ser humano. E o mais importante na vida de um ser humano é cuidar e participar de sua família. A ciência, por mais gratificante e desafiadora que seja, não pode ser a coisa mais importante ou exclusiva na vida de um cientista. E ela também não pode ser a única coisa a ocupar a sua mente, especialmente nas horas de lazer ou de dedicação familiar e devocional.

Notas

  1. A noção de uma abóboda de água como fronteira do Universo tem uma consequência interessante: a luz das estrelas está num vai e volta de bater na abóboda. Quanto mais a luz é refletida, mais energia ela perde e maior vai ficando o seu comprimento de onda. O calor do Sol, por exemplo, nada mais é do que a luz solar em parte refletida e em parte difratada na atmosfera e nos objetos terrestres, resultando numa perda de energia e numa correspondente onda infravermelha de calor. O infravermelho não é visível naturalmente para nós humanos, porque o seu comprimento de onda é muito grande para a sensibilidade dos nossos olhos.

    A luz refletida várias vezes deve apresentar duas coisas: um reflexo em redshift, entre outros reflexos na parede da abóboda e uma radiação geral abaixo da faixa infravermelha, inclusive microondas.

    Isso explica porque o Universo é coberto por microondas e porque há o fenômeno de redshift. Não é devido à mentira do big bang, à mentira dos zilhões de anos do Universo ou à mentira da expansão cósmica. É devido, simplesmente, à pequenez geocêntrica do Universo e às múltiplas reflexões de luz estelar que isso acarreta.

  2. As Escrituras dizem que Deus criou o éter depois da luz. E a Terra foi criada antes do éter. Isso tem implicações: a luz e a matéria comum talvez sejam coisas distintas e independentes do éter, ao contrário do que pensavam os grandes cientistas como Nikola Tesla. Infelizmente demorará muito tempo para a ciência responder a essa questão interessante. Primeiro, ela precisa recuperar a sanidade, renunciar a uma grande parte de sua moderna construção, e voltar ao estudo do éter.

    Contudo, há interpretação possível, consistente e alternativa dos fatos teológicos acima, que é compatível com a ciência etérea da luz. Imaginemos que a Terra foi a primeira coisa chamada à existência por Deus — e os anjos também, no mesmo momento, mas não isso não é pertinente ao assunto. Moisés deixa transparecer isso quando cita o estado vazio e disforme da Terra antes de discorrer sobre o resto da Criação. Disforme porque, provavelmente, a Terra se apresentava como uma imensa pedra de gelo enegrecida pela escuridão e irregular em sua superfície.

    Não havendo um Universo com uma abóboda estendida na ocasião, podemos imaginar que a luz, no momento em que foi criada por Deus, estava se propagando na imensa camada de água sobre a Terra. Isso foi o que aqueceu a água e a manteve em estado líquido. Podemos também supor que o éter universal estava contido na água, de modo que a luz podia se propagar, ainda que com muito arrasto. O éter é muito sutil, muito dele cabe num pequeno volume, o que faz dele um fluido imensamente denso. Porém, devido à sua grande densidade, embora sutil, ele é suficiente para impedir que a matéria comum colapse sobre si mesma. Isso explicaria o fato da matéria comum possuir um grande vazio pela experiência radioativa de Rutherford e mesmo assim não colapsar. Porque ela, na verdade, não possui vazios significativos. Ela está, em sua maior parte, preenchida por uma grande quantidade éter. Porém, o éter não foi detectado por Rutherford, porque ele é o próprio meio pelo qual a radiação se propagava.

    Quando Deus esteve para esticar o Universo, ou todo o éter já estava lá, contido na camada de água, ou Ele o multiplicou no momento da expansão. Provavelmente Ele o multiplicou e assim chamou-o de “firmamento”.

Um Fantástico Conto de Fadas da Física (3)

Leia o artigo anterior.



Uma discussão sobre resultado do experimento
falhado de Airy, clique aqui.

O sequestro da física pela matemática

A saída da física do cativeiro matemático, onde ela se encontra, ou pelo menos a justa recuperação de sua precedência, começa por rememorarmos como ela foi encastelada. Olhar para o passado da física pode dar algo por meio do qual os cientistas possam recuperar a razão e a sanidade que a matemática roubou-lhes.

Ao contrário do que se pensa, a linguagem da física não é a matemática. A matemática é apenas uma linguagem. E a física tem outras das quais também é fluente. Falar isso é inusitado para os nossos dias de física de papel e de roteiros para filmes de cinema. Mas o fato é que a matematização dela foi um processo longo, secular, que só foi concluído no começo do século XX. Exatamente com o advento da Relatividade. Lorentz, Einstein, Poincaré, Hilbert, Heisenberg, Bohr, etc., apenas representam o apogeu de um processo iniciado por Isaac Newton.



Isaac Newton

Newton é considerado um dos maiores físicos de todos os tempos. Ele possui muito mais méritos do que Einstein. Ele construiu o Cálculo por meio do qual os físicos de hoje podem fantasiar com os seus rabiscos. Ele fundou a Mecânica e a Ótica e mostrou a toda uma nova geração de físicos um meio inédito de se fazer ciência. O ineditismo matemático de Newton foi uma revolução. E uma terrível maldição.

Ele é respeitado hoje. Mas em sua época, Newton foi profundamente criticado pela forma como apresentou a sua Mecânica. Até então, os tratados científicos, sendo uma área da filosofia, eram apresentados em linguagem filosófica, ou seja, como uma literatura. Fazer física em linguagem literária tinha a vantagem de levar a ciência ao leigo, o qual sentia-se encorajado a participar ativamente da produção cientifica.

Com Newton, a física sofreu um tipo grave de processo segregativo, similar em alguns aspectos àquele que o Senhor Deus impôs em Babel. Porque, expressa em linguagem literária, a física estava aberta a todos os leigos visionários e curiosos que quisessem contribuir para a ciência intelectualmente ou financeiramente. Depois que ela foi confundida pela linguagem matemática, ela foi cindida entre os físicos mecanicistas (ou literários), de linguagem filosófica, e os geômetras. Tal como a cisão, pela confusão de linguagens, das raças em Babel.



Michael Faraday

Tão tarde quanto em meados do século XIX, quando Michael Faraday, o último dos grandes físicos literários, ainda podia publicar os resultados de suas experiências e opinar sobre o trabalho de seus colegas — não sem sofrer recriminações — as sociedades científicas do mundo todo já haviam caído sob o tirânico jugo da matemática. A segregação estava completa nessa época. A Academia, com um código próprio de linguagem e de ética e com uma elite fechada que a dominava, estava em condições de fazer o que qualquer religião esotérica faz: escolher os seus iniciados, garantir que eles sigam no prumo ideológico, e excomungar os demais. A linguagem matemática divorciou a física do povo comum. A fé do físico geômetra já podia desprezar a fé de seus compatriotas leigos e virtualmente atuar como uma engrenagem de uma sociedade secreta.

Ocultando fatos sob o véu matemático

Os físicos literários caíram. Eles perderam a guerra pela ciência depois da subversão newtoniana. Mas eles não caíram sem oferecer uma amarga resistência. Eles perceberam desde o início o que estava em jogo: a objetividade da física. Comte de Lancépède resumiu sarcasticamente que a geometria do tipo newtoniana servia para pôr as hipóteses de uma teoria científica dentro de um envelope e escondê-las das críticas dos não-iniciados. Se alguém apontasse a obscuridade, o físico geômetra tinha a opção de recorrer à solidariedade e à bajulação de seus colegas de Academia para fugir do assunto. O filósofo francês Massière, numa longa crítica, apontou ainda que por baixo da camada matemática da mecânica de Newton, pouca coisa havia de elucidação dos fenômenos analisados. Falha essa que havia sido apontada por Christiaan Huygens, anos antes: a falta de uma explicação mecânica como causa da gravitação por parte de Newton.

Eles tem razão. As equações matemáticas de Newton são impressionantes. Mas são apenas relações de fatores de um fenômeno. Elas não dizem nada sobre o fenômeno em si. Newton estatuiu que a força da gravidade é proporcional à massa de dois corpos que se atraem mutualmente, e é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles. Ou seja, quanto mais massivos os corpos, mais atração recíproca entre eles. E quanto mais distância há entre eles, menos atração recíproca.

O problema é que essa lei não se manifesta sobre a causa da gravidade. A Física é uma ciência das causas físicas e não apenas de seus efeitos. Além do mais, não havendo uma variável para o tempo na equação de Newton, o que se pode deduzir dela é que a força da gravidade liga todos os corpos do universo de uma forma instantânea. Sem dúvida alguma, essa pressuposição é um tremendo salto de fé da parte de Newton. Foi um gesto no mínimo temerário para quem não sabia o que é a gravidade ou qual é o tamanho Universo. Ele não tinha meios sequer para testar a sua teoria em lugares próximos a si, como as altas altitudes terrestres. Tampouco podia ele testá-la em qualquer outro lugar do Cosmos.

A matemática de Newton não só não acrescenta nada de novo em relação à natureza do fenômeno, como realmente põe mais dúvidas à questão.

O papel da matemática nas ciências

A matemática é excelente para tudo o que requer precisão. A tudo o que está relacionado ao “quanto”, a “onde” e ao “quando” de um fenômeno, ela serve como um excelente meio de pesquisa. No entanto, ela é horrível e contraproducente quando se trata de questões relacionadas ao “quê”, ao “como” e ao “porquê”. Ela não apenas deixa de responder a essas questões, mas pode acobertá-las ainda mais, como a exemplo de Newton e Einstein. A razão disso é simples: não podemos tomar medidas de um objeto, dizer onde e quando ele está, se não sabemos o que ele é em primeiro lugar. A matemática apenas lida com representações ideais da realidade e não com a realidade em si. Representar um objeto real em um plano geométrico requer que o geômetra saiba o que está sendo representado. Todos os que vêem uma casa desenhada numa planta devem saber ou presumir que o desenho refere-se a uma casa. Dizer, sem presumir ou saber nada mais, que a gravidade é uma força proporcional a tanto e o inverso de quanto é tão cientificamente útil quanto dizer que o céu é azul por refletir uma radiação numa faixa azul de vibração com tal e qual medida de frequência. Não se diz o que é a gravidade, o que é a radiação e o porquê de ambos variarem em suas medidas. Usar a matemática antes de se saber o que se está medindo ou representando, não é nada senão lançar pó aos olhos.

Esse é o problema da mal improvisada e ilógica Teoria da Relatividade. Além dela nascer de um ato de rebeldia contra um fato abonador à fé — e por isso ela é uma idéia bastarda — ela segue uma tradição científica de desconversar por meio de um esoterismo matemático. Quando Einstein afirma que o espaço cartesiano se materializa magicamente para ser distorcido pela força gravitacional de um corpo celeste, ele está apenas descrevendo um encanto. Quando ele acrescenta que um conceito não-vetorial como o tempo está unido a este espaço, ele está apenas usando palavras empoladas para descrever o nada. Quando Poincaré diz que as transformações de Lorentz são uma rotação de um objeto quadrimensional sobre um Universo real e obviamente tridimensional, ele está tergiversando em linguagem acadêmica. Ambos não estão dizendo algo diferente de alguém que clama poder pegar o número dois em mãos, esticá-lo, dobrá-lo nas pontas e no meio, e fazer dele o número três. Uma bobagem dita em linguagem estranha e matemática aos não-iniciados da seita acadêmica ainda é bobagem, não importa se traduzida em termos leigos ou não. Foi Isaac Newton quem iniciou essa horrível tradição na ciência, embora ele jamais pudesse ter previsto ou querido os resultados finais. A linhagem de físicos geômetras fez os cientistas se viciarem, se ensoberbecerem e se alienarem da realidade e do resto da humanidade a um ponto que eles formam hoje um clero dogmático[1] próprio. Que, aliás, já mostrou-se perigoso e lesivo[2] quando dispõe do poder do Estado. Como ocorre com qualquer religião falsa e arrogante.

A matemática não é indispensável para se fazer ciência e nem mesmo é necessária para a maioria[3] dos experimentos científicos dos quais não se requer precisão. E diante da óbvia e comprovada confusão que ela provoca, ela sequer merece ser considerada uma medida da inteligência humana. Ela é apenas uma linguagem simbólica auto-construtiva, não muito diferente em essência de um jogo dedutivo de palavras-cruzadas. Ainda que, obviamente, ela seja muitíssimo mais complexa. A ciência deve ser feita com intuição, filosofia, lógica, senso comum e experimentos. A matemática é apenas um acessório eventual.

Uma nova ciência é necessária

Isaac Newton e outros cientistas de linhagem matemática, costumam analisar os padrões fenomenológicos e extrair uma relação mensurável entre deles. Isso é lícito e útil, exceto por dois erros imperdoáveis que eles frequentemente cometem: (a) chamar as suas observações locais de leis universais; (b) deduzir conclusões gerais a partir dessas observações.

Devemos ter em mente que a realidade geocêntrica impede que a Terra seja considerada um planeta. Ela não orbita em torno do Sol como os outros corpos celestes da vizinhança. O Universo inteiro orbita ao redor dela[1] uma vez por dia. Conseqüentemente, o diâmetro do Universo é percorrido em apenas 2 dias-luz[4]. Se isso parece absurdo e chocante para os incompreensíveis bilhões e bilhões de anos-luz estimados para o diâmetro do Universo, o disparate deve ser imputado ao heliocentrismo e à matemática hippie de seus seguidores. Por isso, novamente, a matemática jamais deveria ser considerada uma medida da inteligência humana. A matemática apenas faz medições num dado modelo (heliocêntrico, geocêntrico, relativista, newtoniano, quântico, etc). Ela não diz se o modelo é realista ou se ele faz sentido.

Obviamente, se o Universo gira em torno da Terra, a “lei” da gravitação “universal” de Newton — a atração mágica dos corpos entre si — não é, de forma alguma, uma lei. Uma lei não é válida se não se define os seus termos. Newton sequer tinha certeza se a gravidade trata-se de um puxão da Terra para a Terra, ou de um empurrão do éter sideral para a Terra. E a “lei” também não é “universal”. Newton não mandou uma sonda espacial fazer os mesmos experimentos gravitacionais em Marte, Saturno ou Polaris para tomar as conclusões. A “lei” da Natureza descoberta por Newton é, na verdade, um decreto bem humano, vulgar e provisório. Tão vaidoso, unilateral e cheio de sentido quanto o decreto do confisco da poupança por Collor.

A verdade é que o decreto de Newton pode até descrever corretamente a gravidade terrestre na Terra. Mas como uma pretensa lei universal, ela é simplesmente imprestável para explicar as órbitas planetárias. Ela é incapaz até mesmo de explicar o porquê, apesar de existir uma zona livre e variável de gravidade entre a Lua e a Terra, a Lua não vai embora para o espaço profundo. E se a gravidade é fraquíssima entre a Terra e a Lula, quanto mais entre os corpos celestes mais distantes. É por isso que um cientista não pode usar uma relação matemática de um fenômeno local e mal-compreendido, para extrapolar arrogantemente uma suposta realidade geral. Newton não apenas inaugurou a matematização da física, como também, inconscientemente ou não, deu à ciência um arrivismo muito próprio dos matemáticos.

Ninguém sabe o que é a gravidade. Muito menos Albert Einstein, o plagiador incorrigível. O que se sabe, e isso foi bem estabelecido pela ciência através dos séculos, é que a gravidade possui alguma relação com a massa de um corpo e o com éter sideral. A gravidade é percebida como sendo uma propriedade dos corpos com matéria comum, ou seja, não-etérea. E ela está relacionada ao éter porque a matéria comum, por alguma razão, também desacelera a velocidade da luz.

A luz é a “vibração” das partículas etéreas. Se a luz muda de velocidade — como vários experimentos mostram, refutando Einstein ad nauseam — a resposta provavelmente está no éter e numa alteração de suas propriedades etéreas.

O fato é que a gravidade era crida ser o resultado hidrodinâmico do impacto de partículas etéreas na matéria comum. A gravidade não seria um puxão, mas um empurrão. E ela não seria inerente à matéria como o decreto de Newton sugere, mas dependeria de um fluxo contínuo de éter. Os detalhes adicionais dessa teoria interessante nunca foram estudados sistematicamente, porque os cientistas ficaram embasbacados com a bruxaria matemática de Newton, como cachorros a olhar o frango assando no forno. Nos séculos seguintes, quiseram e tornaram a ciência à imagem de Newton, ao invés de se concentrarem exclusivamente no que os experimentos lhes diziam. Einstein, dando o ato final à comédia, aboliu o éter com a “sua” explicação de rabiscos matemáticos mágicos que se materializam para o mundo real. A explicação não é menos incrível do que o conto do telespectador a ser sequestrado pela sua própria televisão. A matemática é assustadoramente capaz de cegar a ciência por séculos. Quiçá permanentemente, até o dia do Juízo Final.

“Tal condição [da homogeneidade do Universo em todas as direções para as quais se olhe] implicaria numa concepção análoga [ao geocentrismo]. [Essa concepção] não pode ser refutada… mas ela é intolerável, é claro… portanto, com o fim de escapar do HORROR [do geocentrismo]… devemos explicar [as observações geocêntricas] em termos de curvatura espacial. Não há escapatória.” — Edwin Hubble, e a sua visão muito edificante do que é honestidade científica

Independente do que a gravidade seja, ela é decerto um fenômeno local. Ela não une o Universo e não causa a órbita da maioria dos corpos celestes.

Uma força conhecida, fortíssima e provável a unir todo o Universo é a eletricidade. É muito mais plausível, familiar e lógico dizer que o Universo é esférico, pequeno, jovem e montado em componentes como num gigantesco circuito elétrico. O circuito está imerso num oceano rotatório de éter, com o seu centro em vórtice[1]. O éter está ao redor de uma Terra calma e parada. A alternativa a essa explicação simples é o fantástico conto da seita acadêmica dos adoradores de Einstein. Eles criaram a maior estorinha de fadas jamais contada: o Universo, dizem eles, seria uma explosão acidental no interior de uma aberração matemática — e obviamente invisível — de onze dimensões. Ele teria crescido sozinho há zilhões de anos, sabe-se lá como. O Universo seria apenas um entre infinitos outros. Em algum momento, este Universo, porquanto ele não foi furado para que os outros fossem enxergados, teria produzido um outro feliz acidente, chamado de “Terra”. Na Terra, a rocha teria virado peixe e os peixes mutantes teriam aprendendido a andar, a voar e a falar besteiras. O simpático “planeta” estaria se movimentando loucamente a outros zilhões de quilômetros horários pelo Universo. Se porventura cometermos o ato blasfemo e imperdoável de perguntar aos sectários o porquê de não sentirmos um único sopro de aceleração ou mudança de direção, tal como os astronautas sentem quando estão no espaço, dirão eles (terrivelmente ofendidos com a nossa falta de adesão automática) que o nosso “planeta” é como uma Matrix gigantesca no qual tudo o que vemos e sentimos é uma ilusão.

Haja fé (ou cinismo) para ser cientista nesses tempos pós-Einstein!

“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e ás oposições da falsamente chamada ciência.” (1Tm 6:20)

Notas

  1. Se o Universo, preenchido por um fluído sutil como o éter, orbita em torno da Terra tal como prevê o geocentrismo, é de se esperar que nas cercanias da Terra exista um vórtice. Façamos um experimento: se mexermos uma xícara cheia de chá com uma colher, veremos um vórtice se formar no centro do líquido. Adicionando um torrão de açúcar veremos que ele orbitará o vórtice. Oras, a NASA enviou um satélite com giroscópios à órbita da Terra. E o que ele encontrou? Um vórtice.

    Agora, percebamos como a comunidade científica é uma comunidade fechada em si mesma e auto-solidária, tal como uma seita Amish. A idéia de um vórtice é compatível tanto com o geocentrismo, quanto com o heliocentrismo de uma Terra em rotação, uma vez que ambos os modelos historicamente presumem a presença de um éter universal a preencher o Universo. Tanto que Descartes e Huygens previram e descreveram a existência de um vórtice nas cercanias da Terra muito séculos antes de Einstein. No entanto, a quem a NASA presta os seus louvores rituais? Será que a Descartes ou a Huygens? Será que ao geoncetrista Tycho Brahe? Não, de maneira alguma! Ela se curva a Einstein.

    Mas, ao contrário de Descartes, de Huygens e dos geocentristas, os discípulos de Einstein aboliram o éter. Para eles, o espaço é um vácuo. O vácuo não tem vento. Como um vórtice, um vento sideral, poderia confirmar a Teoria da Relatividade? Alegarão eles: a NASA confirmou a curvatura do espaço-tempo em rotação pelo arrasto do movimento da Terra. Eles só omitem o fato de que um medidor num espaço-tempo curvado não pode medir a sua curvatura, porque o próprio medidor encontra-se curvado. Pelos paradoxos (i.e. contradições absurdas) da Relatividade um observador sem referências num espaço curvado, não está ciente da distorção ao qual está submetido.

    Em outras palavras, não importa o quanto Einstein esteja errado ou o quanto os fatos contradigam as suas idéias. A ciência moderna foi concebida por ele e está amarrada a ele até o amargo fim. E por isso ele é louvado e protegido como um papa infalível. Se o “papa” cair, a ciência moderna cai com ele. E se a ciência moderna cair, caem junto com ela um monte de parasitas incrustados nas universidades e nos institutos de pesquisa no mundo todo, dos quais devem os seus diplomas, empregos, anos de juventude, e reputações a uma série de contradições lógicas de uma teoria mantida a ferro e fogo.



    Michio Kaku, “What If Einstein Is Wrong”,
    defendendo o conto da carochinha relativista
    (e o próprio emprego), com menções mitológicas à
    tecnologia de GPS

  2. O culto a Albert Einstein chegou a um ponto tão surreal, que a União Soviética internava em hospícios os físicos que levantassem objeções públicas à teoria. Essa atitude soviética não é de todo incompreensível, se lembrarmos que aquele regime foi um empreendimento concebido por uma fação comunista do povo judeu. Tendo em vista que tal decreto persecutório à dissidência foi instigado por um cientista judeu e soviético, Abram Ioffe, é de se questionar se essa medida não foi motivada por uma espécie de solidariedade tribal a Einstein.
  3. Os nossos dias são dias de desprezo ao passado. Mas o fato é que sem matemática, civilizações inteiras construíram os seus palácios e as suas tecnologias, muitas das quais foram usadas por séculos após o seu desaparecimento. Curioso que quando a ciência estava dando sinais de abuso matemático, o arquiteto francês Charles-Francois Viel “profetizou” que a engenharia civil iria construir edificações especializadas que não seriam sombra em duração aos feitos dos antigos. É triste, mas ele tem razão. Um prédio matematicamente construído só pode sobreviver dentro dos seus estritos parâmetros matemáticos.
  4. Porque a velocidade da luz é inquestionavelmente variável conforme as mudanças nas propriedades do éter, anos-luz, meses-luz ou dias-luz não são medidas de distância no modelo geocêntrico. Elas são medidas de tempo. Um dia-luz é o tempo (e não a distância do modelo-padrão) necessário para a luz atingir a estrela Polaris a partir da Terra. No seu caminho a Polaris, a luz pode ser impulsionada a velocidades superluminais. Neste caso, a distância seria calculada pela velocidade média da luz no Universo, caso se soubesse o quanto.

    O raio do Universo só pode ser determinado com o envio de uma sonda espacial. Talvez essa tarefa seja inviável, porque pode-se supor pela Bíblia, pelas interessantes visões cosmológicas de Santa Hildegarda e pelas observações telescópicas, que para além do Sistema “Solar” (melhor seria dizer Sistema Terrestre Local) só existam estrelas. Provavelmente.

    Num lado dos confins do equador do Universo, o qual muito provavelmente é a própria região de Sargitário-A e não o centro de uma suposta Via-Láctea, encontra-se uma região estelar profundamente conturbada. Ali constatou-se que as estrelas movem-se a velocidades enlouquecidas, provavelmente superluminais, onde elas são aceleradas por um éter rapidamente rotante. Não se pode confiar nos cálculos de velocidade da ridícula Relatividade. Essas estrelas orbitam caoticamente uma ao redor das outras, distribuindo plasma quente e se atritando nele.

    Nenhuma sonda poderia sobreviver num ambiente tão quente, caótico e radioativo. É possível que para qualquer extremo entre os pontos cardeais do Universo para onde a sonda vá, o mesmo se padrão de Sargitário-A se repita. Mesmo assim, talvez valha o risco de se enviar uma sonda a um extremo do Universo.

    Os supostos exoplanetas alegados pela NASA, nada provam em contrário. Eles ainda não passam de estimativas matemáticas e computacionais de axiomas duvidosos e de falácias de falsas-causas. Tal como vários outros objetos celestes supostamente vistos e fotografados, eles ainda são meras concepções artísticas de cientistas tentando justificar os seus salários e os gastos com dinheiro público.

Um Fantástico Conto de Fadas da Física (2)

Leia o artigo anterior

A era matemática do novo “normal” científico

Em profunda inimizade contra a Verdade, os cientistas decidiram que, de alguma forma, para a velocidade orbital v = 30 km/s, “c – v” deveria ser igual a “c + v” e a “c”. Esse é o único jeito de se salvar ambas as teorias. Mas ao escolherem essa opção impressionante, os cientistas inauguraram uma nova era na Física: o reinado da Rainha de Copas do País das Maravilhas.

Lorentz e Poincaré inventaram uma “solução” para o experimento falhado. Segundo eles, o experimento não falhou. Por alguma trapaça da Natureza, os instrumentos do interferômetro se encurtaram e o tempo dilatou-se de maneira que, magicamente, embora houvesse um atraso teórico de fase para as franjas, cada uma delas foi levada pela distorção a se sobrepor uma sobre a outra. Esse disparate foi escrito em termos matemáticos e a crise terminou.

No vigente reinado da Rainha de Copas sobre a física relativista, o pedestre apressado corre o risco de não chegar ao prédio. Não porque ele pode se acidentar ou colapsar por fatores biológicos, mas porque ele pode simplesmente desaparecer como um Houdini. Quanto mais ele correr, mais rapidamente se tornará fino como uma carta de baralho até sumir. E ainda que essa mágica fantástica não ocorresse, quanto mais apressado é o pedestre, mais vagarosa é a sua chegada. Essas coisas não parecem fazer sentido, porque realmente são narrativas de uma fábula mascarada de ciência. Literalmente. Esse disparate só existe porque os cientistas não querem pedir desculpas aos geocentristas. Eles preferem fantasiar sobre a realidade e usar a matemática para justificar o sofisma, ao invés de estudar a realidade para descrever as conclusões empíricas com o uso eventual da matemática.

O motivo dos instrumentos do interferômetro em repouso se deformarem mais do que qualquer outro instrumento terrestre fixo num local — a ponto de comprometer todo um experimento — é um outro um mistério do novo “normal” matemático. De qualquer forma, os relativistas inauguraram uma prática em larga escala muito peculiar de nossos tempos: se os dados do experimento não endossam a teoria, não jogue fora a teoria, reconstrua-a! Não importa o quão ilógica ela resulte. A experiência contradiz o heliocentrismo? Não importa. Invente a relatividade e mantenha o heliocentrismo operante! A expansão espaço-temporal do big bang, sem um espaço como meio de expansão e um tempo que lhe dê início, não faz sentido? Não importa. Invente a teoria das cordas e mantenha o big bang! A dualidade quântica onda-partícula não faz sentido? Não importa. Use a dialética e mantenha a dualidade! A teoria da gravidade não pode manter a imensa maioria das órbitas celestes? Não importa. Invente uma matéria escura, não deixe que os outros digam que tal idéia parece com a noção clássica de éter, e mantenha intacta a teoria da gravidade! Um buraco negro não pode existir porque viola o Princípio da Conservação de Energia? Não importa. Improvise um holograma e mantenha o buraco negro! Jamais diga “eu não tenho a menor idéia do que é isso” ou — oh, horror! — “os meus pares podem estar muito equivocados”. A matemática resolve tudo.

Existem os cientistas mais pragmáticos. Quando os dados não concordam com a teoria, eles procedem como o astrônomo Arthur Eddington. Eddington queria provar (literalmente a todo custo) a relatividade. Para tanto, em seu famoso experimento de análise da curvatura da luz estelar no eclipse de 1919, ele brandiu os dados que interessavam. Os que não interessavam, a esmagadora maioria deles, ele simplesmente descartou. Os pragmáticos são assim. Como fantasiar matematicamente dá algum trabalho, eles mantêm os dados que interessam. Os que não interessam, eles jogam fora, escondem, dissimulam, adulteram, etc. E se algum teimoso continuar brandindo esses dados incômodos, então eles tentam calá-lo com obstruções diversas, assédio e até ameaças diretas e claras. Prevaricação e acobertamento. Simples e fácil.

O passo além de Einstein

Einstein foi original ao menos num ponto. Enquanto os relativistas que o precederam não se arriscaram a considerar o disparate necessariamente como uma realidade física, Einstein contrariou-os, deu o passo à frente, e proclamou-o como uma coisa real. Queria Einstein apresentar as “suas” idéias, os seus rabiscos matemáticos, como uma expressão viva do Universo. E não como uma fantasia possivelmente disparata de um burocrata frustrado e subalterno que, ao invés de manejar aparelhos num laboratório, se via constrangido a manejar papéis e a contemplar a glória inventiva de outros acadêmicos e de visionários leigos muito mais competentes do que ele.

Lorentz não tinha ilusões acerca das suas “soluções” do experimento Michelson-Morley. Ele sabia que a sua idéia matemática era um improviso. Ele sabia que tratava de algo ad hoc. E ele não substimou as contradições de sua idéia, não as ocultou, e dizia que não sabia dar a elas uma interpretação que o satisfizesse. Poincaré tentou interpretá-las e ajudar o colega. Mas porque Einstein plagiou Poincaré, os mesmos erros de Poincaré são compartilhados por Einstein. Poincaré, muito mais capaz do que Einstein, deixou claro que a sua teoria não pretendia esgotar o assunto, porque eram apenas hipóteses. Em contrate, Einstein veio com uma postura dogmática muito característica de sua herança étnica e proclamou a “sua” teoria como uma realidade.

A idéia de que o espaço não é tridimensional, mas quadrimensional, é de Poincaré. Ela, como tantas outras, não é Einstein. Mas porque ambos abraçam esse erro, o erro é de ambos. O espaço quadrimensional, três dimensões espaciais e um temporal, não pode ser quadrimensional porque o tempo não é um vetor no sentido matemático do termo. O tempo não pode possuir uma coordenada negativa, tal como se pode dar às três coordenadas espaciais. Não podemos retroceder no tempo, como um motorista que retrocede o seu veículo ao engatar a ré. O movimento de ré pode ser representado com coordenadas negativas, mas o tempo jamais. Quando o motorista engata a ré, o tempo segue passando. No entanto, alguns físicos, querendo sonhar com a viagem no tempo, estão dispostos a incluir mais esse um exotismo para adornar o País das Maravilhas da Física. Porém, uma fábula jamais se tornará real, por mais que teimemos.

Ainda que o tempo pudesse ser representado como um vetor, a vida real não é um espaço cartesiano. O espaço é um conceito, não uma coisa. O espaço cartesiano não tem atributos físicos de massa, carga elétrica, forma, permeabilidade, etc. O espaço é um conceito de vazio, como o conjunto vazio ou o número zero. Por isso, a atitude de Einstein[1] e de Poincaré — a mania de transportar conceitos matemáticos abstratos para a realidade concreta — é profundamente desconcertante. Ela não é diferente da atitude de um menino que por desenhar um amiguinho, passa a acreditar que ele é real e fica a falar e a brincar sozinho.

Quando desafiado por Deus a dizer como Ele, onisciente, poderia melhorar a Sua própria Criação, São Jó humildemente pediu perdão pela arrogância e se calou. Mas os físicos teóricos, como Einstein e Poincaré, provavelmente não cairiam em si. Eles não se calariam. Eles iriam sugerir os absurdos contraditórios de relógios relativistas, de espaço quadrimensional ou de onze dimensões, de eventos de causa e efeito invertidos, de buracos negros e brancos, de singularidade infinita, etc. As pessoas costumam dizer que os fanfarrões são tigres de papel. Os fantasiosos da física teórica possuem universos de papel. A atitude de Einstein e Poincaré dizem muito sobre a arrogância desmedida e desabrida da moderna física teórica, e até da incompetência dessa ciência.

Einstein seguiu a deixa de Poincaré e renegou abertamente o éter. Mas, menos capaz que Poincaré, ele fez algo mais. Lorentz dizia que as deformações do tempo e do espaço ocorrem na direção e no sentido do movimento, observado a partir do éter estacionário, ou seja, bem longe da Terra. O que é uma fábula, como mencionado acima. Contudo, Einstein removeu o éter e afirmou que todos os locais de observação (para falar em termos coloquiais) são equivalentes.

No País das Maravilhas da Física, na visão plagiada e piorada de Einstein, o pedestre muito apressado não chega ao prédio. O prédio, e todo o espaço-tempo junto, foge do pedestre. Além do mais, se ele corre muito, vai afinar como uma carta de baralho e ao mesmo tempo virar um buraco negro de tão pesado. Em suma, quanto mais o pedestre corre, com mais vagar ele vai, mais o prédio foge (!) dele, e mais pesado para correr ele fica. Mas Einstein, porque o seu plágio não foi bem feito, acrescentou uma contradição. Como todos os pontos de observação são equivalentes, o que dizer dos outros pedestres parados na rua? Devemos dizer que o pedestre apressado está correndo? Ou que os pedestres parados estão depressa se afastando do afobado? Quem ficará fino, lento e pesado? O pedestre que se apressa a chegar? Ou aquele, entre os parados, que depressa se afasta do afobado? Einstein, tal como um aluno flagrado por colar no exame e constrangido a balbuciar, foi obrigado a rever as “suas” idéias e a atribuir essa deformação a outros fatores completamente alheios aos seus axiomas, como a aceleração.

Mantenhamos em mente que não precisamos nos afligir em entender a relatividade. Ela não usa o bom senso e a intuição normal e racional. Ela foi concebida como um disparate por mera obstinação e incredulidade voluntária de alguns. É por isso que se diz que a teoria da relatividade é crivada de paradoxos[2]. “Paradoxo” é apenas um eufemismo para “disparate”, “contradição”, “devaneio”, “bobagem”, etc. A estória do pedestre é uma versão do paradoxo dos gêmeos. O paradoxo dos gêmeos foi proposto como um chamado à razão para as contradições da relatividade. No entanto, com o tempo, os bajulares de Einstein transformaram esse paradoxo e outros num mistério sobre a complexidade do universo, em algo a se admirar com devoção religiosa.

A Santa Palavra de Deus diz: um abismo chama outro abismo. E os cultistas de Einstein, como ovelhas a bajular o pretenso mestre, apenas acrescentam outros disparates, como buracos negros, buracos de minhoca, viagem no tempo, big bang, teoria das cordas, etc.

Notas

  1. Einstein diz, em sua teoria gravitacional, que um corpo celeste massivo deforma o espaço-tempo. A deformação é a causa da aceleração gravitacional ao centro do corpo massivo. Essa teoria nada mais é além de uma bobagem matemática, como se pode concluir abaixo:

    Reparemos que a força gravitacional deve se fazer sentir em todos os pontos do corpo massivo. Qualquer corpo celeste, tal como a Terra, tem quatro hemisférios: sul, norte, ocidental e oriental. Esse detalhe é importantíssimo, porque os cientistas costumam apresentar a curvatura do espaço-tempo em termos de um objeto tridimensional afundando num plano bidimensional e arrastando consigo o plano para a terceira dimensão. A representação está incorreta porque a gravidade só se faria sentir em apenas dois hemisférios do corpo massivo — onde plano foi afundado — ao invés de todos os quatro hemisférios, ou seja, em todas as direções ao centro. Ademais, se a curvatura espaço-temporal se limitasse a dois hemisférios, todos os corpos celestiais precisariam estar alinhados num mesmo equador universal, para estarem ligados uns aos outros pela gravidade. Obviamente, tal idéia é uma enormidade. Mas essa era a concepção de universo plano que Einstein tinha quando apresentou a “sua” teoria.

    Na teoria, pelas suas implicações, o universo tem que ser deformado para a quarta dimensão espacial, se a gravidade se faz sentir em todos os hemisférios — ou seja, em todas as direções — para o centro do corpo massivo. Considerando ainda a dimensão temporal e os seus efeitos relativistas, o espaço-tempo teria que ser deformado para a quinta dimensão.

    Agora, imaginemos um pano velho de comprimento e largura quaisquer. Esse pano possui apenas alguns milímetros de espessura. No lado mais fino do pano, a espessura, existe um rasgo que pode ser ampliado com os dedos da mão. Se o rasgo é ampliado, resultará uma “boca” no pano.

    Observemos que o pano pôde ser deformado, porque embora fino, a espessura é consequência de sua matéria e volume. Entretanto, um pano não é um plano geométrico e, mesmo deformado, continua tridimensional. Um plano possui espessura de comprimento zero. Se plano não tem comprimento de espessura, como ele pode ser deformado à semelhança de uma boca? Como uma coisa que equivale ao vazio perfeito e ao zero absoluto, pode, por si só, virar algo tangível ex-nihilo? Como uma coisa sem massa e sem volume pode ser puxada e arrastada para a forma de uma boca? Isso mostra que um “objeto” de duas dimensões não pode ser deformado num objeto de três dimensões, tanto quanto um de três dimensões não pode ser deformado num de quatro ou cinco (!) dimensões. Nenhum objeto pode ser deformado para uma dimensão maior quando não tem espessura ou volume para tal. Tentemos pegar um objeto desprovido de partículas. É impossível sequer concebê-lo. Por isso, uma representação matemática de um objeto tridimensional contendo um “objeto” dimensional é isso: nada mais do que uma representação. Um objeto tridimensional só pode realmente conter ou ser contido por um outro objeto tridimensional. O problema de Einstein (e de outros) é que ele confunde representações matemáticas de objetos reais com os próprios objetos reais, por mais psicopatológico que isso pareça. E muitos o seguem em suas fantasias, as quais ele chamava seriamente de “experiências de pensamento”.

    Einstein vai além em suas viagens fantasiosas e atribui propriedades físicas ao espaço-tempo as quais só poderiam ser atribuídas a algo concreto como um éter. Coisas como deformar, desviar, arrastar, atrair, impulsionar, etc., são próprias de algo tangível como um fluido de éter, uma substância química e qualquer outro objeto material. Somente um éter tridimensional pode ser curvado ou deformado por um corpo celeste, tal como um copo de bebida onde bóia um cubo de gelo: o líquido da bebida tem aumentada a sua profundidade no copo para acomodar o gelo.

    “Espaço” é apenas um conceito puramente ideal e matemático. Essa confusão reiterada e pueril entre conceito e matéria, símbolo e realidade, é muito própria de Einstein e de seus cultistas encrustados nas masmorras áridas da Física Teórica (ou, melhor dizendo, Física Neoplatônica).

  2. O mesmo pode-se dizer da explicação dos bajuladores de Einstein para a sobrevida das partículas múon. Se os múons viajam em velocidade relativista em direção à superfície da Terra, a tempo de atingir a superfície terrestre antes de se aniquilarem, pela teoria podemos concluir que: (a) a própria Terra se expande; (b) o tempo deles passa mais devagar; (c) eles sofrem um encurtamento em suas dimensões.

    Porque não sentimos a expansão da Terra pelos incontáveis múons que chegam aqui, é mais um “mistério” do conto de fadas relativista. Não houvessem os disparates terem se incrustado na física, uma explicação racional seria a possibilidade dos múons viajarem mais rápido do que a luz.

Um Fantástico Conto de Fadas da Física (1)

Atualizado dia 23/02/13

Verificamos, na série de artigos sobre o conflito israelo-palestino, que o sofrimento palestino é apenas uma faceta do sofrimento que uma elite sectária impõe a todas as nações dos gentios. Uma outra faceta é a subversão moral. A subversão ocorre em várias áreas do conhecimento humano, em especial nas artes. Na física, a subversão moral ocorreu em termos de tornar a ciência dogmática e excessivamente abstrata, refletindo a própria mentalidade cultural dessa elite. A subversão da física foi liderada por Albert Einstein.

Um santo trapaceiro

Entretanto é necessário salientar alguns fatos. De forma alguma o papel deletério de Einstein nas ciências européias pode ser creditado a ele sozinho. Einstein sequer possuía capacidade intelectual para liderar tal empreitada, ao contrário do que querem os cultistas da Relatividade fazer-nos acreditar. Albert Einstein se aproveitou de sua esposa cientista, de seu trabalho num escritório suíço de patentes e da ingenuidade de colegas acadêmicos para plagiar. Ademais, ele contou com a profunda conivência de cientistas maliciosos como Arthur Eddington que queriam glorificá-lo para ganhos pessoais. Como qualquer plagiador de escola, que não compreende muito bem o trabalho escolar que copia, os seus artigos são eivados de lacunas e possui até mesmo algumas inconsistências lógicas óbvias[1].

O papel de Einstein na subversão foi o de permitir-se ser um objeto de culto e de propaganda nas mãos dessa elite. Ela almejava, acima de tudo, livrar-se de uma pecha ofensiva que os seus inimigos a imputavam. Eles diziam que ela era naturalmente incapaz de construir algo por méritos próprios. Eles afirmavam que ela nunca foi capaz de construir uma civilização, uma arte e uma literatura propriamente suas, e outras coisas que muitos povos construíram para a posteridade, embora ela arrogasse ser o grupo de pessoas mais inteligente do mundo. Einstein serviu para mudar essa impressão negativa e dar à essa elite um pouco mais de auto-estima.

Os cultistas contam-nos uma estorinha fantástica de um desconhecido e obscuro burocrata de patentes, que apenas com as suas elucubrações mentais, sem jamais pôr os pés num laboratório, conseguiu, sozinho, refutar a física newtoniana e dezenas de outros cientistas que detectaram e estudaram o éter luminífero. É um feito impressionante, sem dúvida. Até demais. Mas a realidade é outra, muito mais simples e credível: ele plagiou os seus termos matemáticos e as idéias de Henri Poincaré, Hendrik Lorentz, David Hilbert e outros. Como tal, ele não mencionava as suas fontes de estudo. Sendo Einstein fluente em italiano é compreensível o porquê da famosa fórmula E = mc² não lhe pertencer. Ela foi antes elaborada por um físico italiano, Olinto de Pretto, embora Einstein tenha, convenientemente, atribuído-a a si mesmo.

De fato a falta de originalidade de Einstein foi o motivo de ele não ganhar o prêmio Nobel pela “sua” teoria da relatividade.

O nascimento da moderna Teoria da Relatividade

Se Einstein era um plagiador de terceiros, a culpa pelo estado atual da física deve recair solidariamente aos mesmos, especialmente a Lorentz e a Poincaré, ambos os verdadeiros autores da Teoria da Relatividade.

A Teoria da Relatividade foi uma resposta a uma crise na ciência. Os cientistas do século XIX acreditavam que o Universo é preenchido por um fluido muito mais sutil que a matéria comum. Esse fluido foi chamado de éter e servia para racionalizar como a luz se movia. Porque o som é uma onda que se espalha à medida que vibra as moléculas de ar, os cientistas supunham que a luz é a “vibração” das partículas sutis e desconhecidas do éter. Os cientistas também acreditavam que o éter universal está em repouso, enquanto que a Terra move-se nele ao redor do Sol, como um submarino a navegar num mar sem correntezas ao redor de uma ilha.

Porque o éter é mais sutil que a matéria comum, nós não podemos sentir o seu vento bater em nosso rosto à medida que a Terra move-se nele — segundo alegavam os antigos físicos. Contudo, se o éter é o meio pelo qual a luz de move, então um experimento com a luz poderia revelar algo das propriedades do éter. Dessa forma, com o intuito de estudar o éter, os cientistas Albert Michelson e Edward Morley resolveram observar como a luz se comporta num experimento com interferômetros luminíferos.

Embora o experimento que Michelson e Morley construíram fosse complexo e engenhoso, o objetivo dele era simples. Eles queriam demonstrar a presença do éter, quantificando o arrasto que a Terra sofre ao mover-se nele. Esse arrasto seria observado indiretamente pela impressão de franjas de luz numa placa do interferômetro. Se o éter impõe resistência ao movimento da Terra, a luz emitida pelo interferômetro imprimiria um padrão de franjas deslocado em relação a um outro padrão que se sabe ser de repouso. Isso seria mais ou menos como se alguém, querendo demonstrar a existência do ar, soltasse um pedaço de papel encharcado de café a partir de um carro em movimento. Enquanto o papel sujo está na mão desse alguém, a velocidade do papel é a mesma do veículo. Mas, depois de solto, a velocidade horizontal do papel decrescerá progressivamente à medida que cai, devido à resistência do ar. No final, o papel baterá no chão, deixando uma marca de café. Se o ar existe, a marca de café exibir-se-á deslocada para trás em relação à posição de colisão calculada para um arrasto inexistente. Da mesma forma, se o éter existe e a Terra se move nele, o padrão de franjas exibir-se-á deslocado de um outro padrão sem arrasto (neste caso, em repouso).

Posto de uma forma mais simples, a experiência teria os seguintes resultados esperados: se a luz se move na mesma direção e sentido da Terra, a sua velocidade (ct) é a velocidade da luz no éter (c) acrescida da velocidade orbital da Terra (v), ou seja, ct = c + v. Se a luz move-se na mesma direção da Terra, mas em sentido contrário, a sua velocidade é c’t = c – v. Se a luz move-se na direção perpendicular à Terra, o arrasto insignificante pode ser desprezado, de modo que a sua velocidade é c”t = c, cujo resultado pode ser usado como referência de repouso.

Ser óbvio é ser herege para a ciência

Para o desconcerto da comunidade científica mundial, o interferômetro mostrou uma ausência completa de deslocamento nas franjas de luz, não importasse em que direção ou sentido o feixe estivesse. Ou dito de outra maneira: ct = c + v = c – v = c. O experimento falhou em suas predições, porque o resultado aparentava atestar a inexistência do éter.

Agora, sejamos francos, inteligentes e sem preconceitos. James Maxwell, Dayton Miller, Nikola Tesla, Georges Sagnac e outros cientistas, demonstraram a existência do éter e construíram uma excelente ciência. Hoje o éter é obliquamente admitido como existente sob outras alcunhas: energia escura, campo de Higgs, etc. Os cientistas de hoje dão um outro nome ao éter porque Einstein ensinou-lhes a plagiar as idéias dos outros e a acobertar o plágio pelo uso de termos diferentes. Sabe-se até mesmo que o éter sideral tem uma impedância de 377 ohms, baseado nas equações de James Maxwell de sua visão unificada do eletromagnetismo. Como o “vazio” do espaço poderia ser valorado em termos tão precisos e finitos de resistência elétrica, a ponto de determinar como a engenharia de telecomunicações deve construir algumas de suas antenas? Se o éter existe, obviamente, a partir do experimento Michelson-Morley, só resta concluir que v = 0. A velocidade orbital da Terra é conclusivamente nula. Sim, a Terra está imóvel no Universo! Sim, a Igreja sempre teve razão! Sim, Galileu, Kepler e Copérnico estavam desgraçadamente errados! Sim, a comunidade científica mundial deve desculpas a Ptolomeu, aos muçulmanos e, em especial, à Igreja por séculos de zombaria! Entretanto, é mais fácil que os cientistas se banhem em gasolina e ascendam fogo sobre si mesmos do que eles pedirem desculpas à Igreja e aos demais.

UM COMENTÁRIO IMAGINÁRIO DE UM CÉTICO OBSTINADO: Essas trilhas quase perfeitamente circulares de estrelas, obviamente, tratam-se de uma equivocada ilusão de ótica (da câmera?) e não provam o geocentrismo. Elas devem ser interpretadas apenas pelos iniciados (e hipnotizados) acadêmicos, que verão nelas uma belíssima prova auto-evidente e irrefutável (e irretratável também) de como a Terra se move a milhões de quilômetros horários no universo (como um peão ao redor do Sol e como uma gangorra na Via-Láctea, apesar da perfeição das órbitas estelares). Todos esses (improváveis) movimentos (meramente teóricos) explicam as trilhas (e senão explicam, devemos escapar delas como uma avestruz). O público leigo não possui o treinamento (ou o devido tratamento em lavagem cerebral) e nem a perspicácia (dos cínicos), para saber corretamente o que elas significam. Ademais, as trilhas devem possuir poucos quadros, o que explicaria porque ela é tão regular (apesar da Estrela Polar claramente servir como uma referência confiável de prova). Basta a injustiça (qual?) feita a Galileo Galilei. Devemos deixar essas questões já superadas no passado (e vivermos como um bando de bovinos acríticos com uma fábula contada por certos fanáticos auto-intitulados cientistas que querem apenas o próprio bem material e a adulação dos leigos “inferiores”).


Trilhas de estrelas pela visão da ESI (Estação Espacial Internacional)

O experimento Michelson-Morley abriu uma crise na ciência, porque durante os anos seguintes, os cientistas do mundo todo se viram na contingência de ter que renunciar ao heliocentrismo ou ao eletromagnetismo baseado em éter. O eletromagnetismo tinha causado uma profunda e benéfica revolução na física e na engenharia, sendo Tesla o maior cientista do éter elétrico da época. E para colocar as coisas nas suas devidas proporções: não foi Einstein quem possibilitou à humanidade todos os dons tecnológicos movidos à eletricidade alternada. Foi Tesla. Não foi Einstein quem propôs e testou tecnologias que mesmo hoje não foram implementadas em larga escala, como a distribuição sem fio de energia elétrica e os carros elétricos e os trens magnéticos. Foi Tesla, cristão e ortodoxo, o criador tecnológico do século XX e o maior cientista de todos os tempos, maior até mesmo que o protestante Isaac Newton. O suposto mérito de Albert Einstein não é nada mais do que uma propaganda mitológica de uma elite ensandecida.

Por isso, os cientistas chocados com o experimento não podiam e não queriam se livrar do eletromagnetismo baseado em éter. Com tantos benefícios, tal renúncia era e é inviável. Mas eles também não queriam se livrar do heliocentrismo. Como materialistas obstinados, os cientistas, em geral, preferem Galileo e Copérnico a Cristo.

Notas

  1. Para entendermos o porquê da Teoria da Relatividade de Einstein ser um beco sem saída, devemos recorrer a uma alegoria.

    Imagine uma estação de trem. Dentro dela, há um lindo relógio de pêndulo, o qual chamaremos de R. Imagine também que um trem já se encontra na estação e está pronto para partir. Ele está equipado com o mesmo relógio visto na estação em um dos seus vagões. Chamaremos de R’ o relógio do trem.

    A teoria da relatividade de Einstein ensina que o tempo de um veículo em movimento é dilatado, ou seja, ele passa mais devagar. E o veículo sofre uma contração de comprimento, de forma que ele fica mais curto em alguns de seus lados (perfil ou frontal). Na nossa alegoria, o veículo que estará em movimento tão logo parta da estação, é o trem.

    Para constatarmos a veracidade da relatividade de Einstein através do experimento proposto na alegoria, devemos verificar o tempo medido em R’ após o término da viagem do trem e confrontá-lo com o tempo medido em R. A relatividade postula que R’ estará mais atrasado que R devido à dilatação do tempo sofrida pelo trem. No entanto, há uma dificuldade óbvia nesse experimento: os relógios R e R’ não são conceitos matemáticos. Eles são objetos reais de instrumentação, feitos de peças de materiais diversos, assim como o trem. De modo que R’ está sujeito às mesmas condições relativísticas que o trem. Quando o trem partir da estação e acelerar, R’ sofrerá uma contração tal que o pêndulo percorrerá um perímetro de arco menor. Uma vez que a relatividade estatui que a velocidade angular do pêndulo não mudará, a frequência de oscilação do relógio será maior. De modo que R’, oscilando mais rápido, mostrará um tempo adiantado em relação a R quando a viagem terminar. Ou seja, empiricamente, R’ deve mostrar um resultado inverso ao tempo dilatado teórico (ou tempo natural) da relatividade. Ele indicará uma contração temporal e não uma dilatação. Se a contração é aparente ou não, não é pertinente. O físico experimental só pode se manifestar sobre o que pode medir. Tal como um juiz: se a prova atesta a inocência do réu, como o próprio magistrado reconhece, como ele pode decidir pela culpabilidade do réu alegando um mecanismo perfeitamente oculto e incognoscível?

    Se R’ estará mais adiantado que R ao fim do experimento, como saberemos seguramente se a teoria foi confirmada ou não? Como saberemos se Einstein não definiu a “sua” teoria ao avesso? Deveremos nós acreditar em Einstein ou nos nossos olhos? Ainda que seja possível inventar um relógio sensível à dilatação do tempo, de modo que o tempo marcado por ele seja mais coerente com o tempo natural e não o seu inverso, um físico experimental que queira fazer um novo experimento usando esse relógio, se depararia com a situação aberrante de dois relógios que, submetidos aos mesmos efeitos relativistas, apresentam dois resultados completamente excludentes: uma contração e uma dilatação temporal.

    Uma teoria científica que permite dois resultados exatamente opostos não é uma teoria logicamente consistente. Uma teoria que seja digna do nome, deve ser formulada de tal maneira a dar condições experimentais para um resultado empírico coerente. Caso contrário, então ela terá o potencial de confirmar qualquer coisa que se queira que ela confirme.

    Einstein, diante da confusão conceitual e experimental de relógio, revisou a “sua” teoria várias vezes. A partir da segunda versão da teoria, ele propôs o uso de relógios atômicos para calcular a dilatação temporal conforme o inverso do tempo natural. Os relógios atômicos seguem um padrão de mudança de horário descrito para R’, parcialmente conforme o “previsto” pelas revisões. No entanto, vejam que curioso! Verificou-se no experimento de Hafele–Keating que um relógio atômico viajando rapidamente num avião, sofre uma mudança de horário que não é o mesmo se o avião está viajando do Hemisfério Leste ao Oeste ou do Oeste para o Leste. É como se as partículas atômicas vibrassem mais dificilmente num sentido da viagem e mais facilmente no outro. Porque? Simples: porque o Universo gira em torno da Terra num sentido, arrastando e opondo resistência a tudo com ele. Tal como um banhista ao sentir a brisa de um lado do rosto e quase nada do outro. O mundo atômico é mais sensível ao éter. Ademais, verificou-se que a mudança de horário varia conforme a altitude. Nada disso faz sentido na Relatividade. Exceto para um cientista geocentrista, que conhece a verdade da rotação do Universo e a variação da densidade da atmosfera terrestre e das condições meteorológicas em função da altitude. Um cientista geocentrista sabe que essas coisas tem implicações para a organização das estruturas etéreas no ar.

    De qualquer forma, mesmo apontando o experimento como “prova” da Relatividade, a falta de mensuração empírica do tempo natural e as suas consequências permanecem. Um físico experimental não pode dizer se o fenômeno relativista incluiu somente uma dilatação ou uma contração temporal, uma só das duas distorções temporais e a contrapartida da distorção espacial, ou somente uma contração espacial. Desde que Einstein revisou a “sua” teoria para incluir uma inconsistência lógica, o físico pode interpretar o resultado de várias formas, embora ele tenha em mãos uma só teoria. Ademais, as frequentes revisões que Einstein fez, denotando a sua falta de rigor matemático, obscureceram o preciso significado dos termos matemáticos propostos por ele.

    A teoria é realmente dúbia e escorregadia, tal como se alguém maliciosamente apostasse em termos de “cara eu ganho, coroa você perde”. Se R’ se adiantar em relação a R, então a teoria está certa porque os componentes físicos do relógio sofreram o conjunto de efeitos relativistas. Se R’ se atrasar, a teoria está certa porque o relógio mediu com precisão o tempo dilatado teórico. É evidente que ela toda é uma trapaça!

Da Psiquiatria e os Seus Objetivos

Assista primeiro ao documentário “O Marketing da Loucura” antes de ler esse post.

Introdução

O documentário citado acima traz questões profundamente pertinentes e interessantes sobre a ciência psiquiátrica. E, involuntariamente, à própria ciência.

Ele traz uma crítica dura contra a Psiquiatria em geral e contra os abusos e as omissões da indústria farmacêutica em particular. As questões que ele propõe, colocam em causa a Psiquiatria como uma ciência médica legítima. Ele o faz comparando essa ciência às demais no seio da Medicina, denunciando a notável diferença no proceder metódico do médico psiquiátrico em relação aos seus colegas de outras especialidades médicas.

As críticas abordam a metodologia de abordo da Psiquiatria no trato do paciente; o subjetivismo de seus diagnósticos; a impossibilidade técnica da medição de doenças psíquicas e do resultado dos tratamentos pesquisados; a tendenciosidade das pesquisas; e, por fim, a notável pressão política e econômica que essa área médica sofre no que concerne ao reconhecimento oficial de patologias. Isso, sem dúvida, merece uma séria ponderação.

Os méritos do documentário

Sobre o documentário, os seus autores merecem louvores por trazerem a público as pressões e os interesses egoístas que pesam sobre os psiquiatras, os quais são oriundos de grupos políticos de pressão e do lobby farmacêutico. O documentário destaca principalmente esse lobby ao qual interessa a multiplicidade de diagnósticos psiquiátricos subjetivos para a venda de mais e mais psicotrópicos. Essa sanha avarenta da indústria farmacêutica é uma mais uma faceta torpe do capitalismo usurário do Ocidente.

Um outro elemento meritório do documentário é a denúncia da metodologia deliberadamente frouxa que os pesquisadores farmacêuticos utilizam com o fim de promover os seus remédios com a conivência de psiquiatras desonestos. Essa denúncia merece, sem dúvida, a urgente atenção das autoridades de saúde de toda parte para que as metodologias de pesquisa farmacêutica sejam revistas e tornadas mais rigorosas e técnicas.

Entretanto, os seus méritos param aqui.

Reprovando através de uma referência reprovável

O documentário inicia as suas críticas à Psiquiatria lembrando a história controversa dessa ciência. Essa especialidade médica esteve vinculada às diversas práticas hoje consideradas violentas e duvidosas, como a lobotomia, a eugenia de deficientes com retardo mental, as ridículas suposições de Freud e a subversão levada a cabo por seu seguidores, o seu uso como um instrumento da repressão soviética, etc. E hoje ela está associada à certas pressões mencionadas mais acima, as quais minam a sua credibilidade científica.

Que a Psiquiatria tem um passado controverso, ninguém questiona esse fato. Que o freudismo lhe causou um terrível retardo em termos de desenvolvimento científico, idem. Que ela infelizmente sofre pressões de grupos de interesse na determinação de diagnósticos, isso é um ponto pacífico. A contribuição da Psiquiatria para a Eugenia, as ideologias destrutivas e subversivas da Escola de Frankfurt, e a influência do lobby gay na definição clínica das parafilias são exemplos desses fatos tristes e bem conhecidos. Mas, o problema do documentário, é que ele tenta julgar a Psiquiatria de um ponto de vista fortemente positivista, como se a ciência positivista fosse, ela própria, uma coisa sem mácula e indubitável.

A Psiquiatria causou danos em alguns de seus pacientes? Sim, e a Medicina também. Por exemplo, a idéia de que uma sala de cirurgia deve ser esterilizada é algo relativamente recente. Até então, era mais provável que alguém sobrevivesse a uma doença infecciosa sem tratá-la do que confiar a sua vida a um cirurgião.

A Psiquiatria se contaminou com idéias malucas de pessoas como Freud as quais seriam diagnosticadas hoje como portadoras de sérios desvios comportamentais? Sim, e a Medicina também praticou certos procedimentos no passado que são, hoje, reconhecidamente letais.

A Psiquiatria foi um instrumento político de engenharia social? Sim e a Medicina também. Foi um médico judeu, Bernard Nathanson, quem trouxe o aborto em larga escala à América. A prática, no caso americano, foi originalmente pensada por Margaret Sanger como um meio político e social para reduzir a população negra dos EUA.

Esse é o problema fundamental do documentário. Ele procura julgar a Psiquiatria por um padrão que não só é mutável e recente, como é sustentado por uma ciência que é, ela própria, corrupta. E, ademais, ele a denigre como se as más qualidades dessa ciência não fossem compartilhadas em gravidade até maior pelas outras escolas médicas.

Para dar um exemplo desse padrão, o documentário confronta a metodologia psiquiátrica com as das demais escolas médicas, sempre em detrimento da primeira. Porém, certas metodologias modernas da Medicina não podem ser aplicadas à Psiquiatria por uma diferença óbvia e irreconciliável: a Psiquiatria não pode quantificar a intensidade de uma depressão ou de uma psicose que aflige o paciente, tal como se quantifica a um montante de glicose no sangue. O melhor que ela pode fazer é qualificar o paciente, de modo a dizer se ele sofre de tal ou qual coisa, e a discernir se o surto que ele apresenta é notório demais a ponto de requerer uma mitigação imediata ou não. Essa incapacidade própria da Psiquiatria em atribuir medidas às patologias que ela estuda, de fato contrasta com as outras áreas da Medicina. Mas isso a desabona perante as outras escolas médicas? De maneira alguma! Se o mesmo critério estatístico fosse aplicado para validar a Medicina, então chegaríamos a conclusão lógica de que pessoas como a Lady Mary Wortley Montagu e Louis Pasteur não estavam praticando a ciência médica, o que é um evidente absurdo. Pois eles não podiam quantificar nem as patologias que combateram, nem as mitigações adequadas, nem os processos de imunização e nem as sequelas. Eles sequer podiam descrever os mecanismos de infecção ou precisar minuciosamente a causa delas. E, no entanto, ninguém minimamente honesto nega que eles praticaram medicina ou que, como médicos, eles salvaram vidas, estabeleceram marcos e procedimentos, e também testemunharam o fracasso de seus remédios pela morte de alguns pacientes.

Pelo bom debate, assumamos o argumento dos autores do documentário. Porque eles, cheios de um positivismo arrogante, afirmam com incrível segurança que a estatística tão usada na Medicina é um padrão válido para alguma coisa? Nenhum médico pode afirmar, como se dispusesse de um referencial absoluto, que um jovem ao manter o nível de colesterol abaixo de 200 mg/dL está em boa forma. Os médicos estabeleceram essa medida não porque possuem um conhecimento sobre-humano acerca da constituição orgânica dos homens. Mas pura e simplesmente porque convencionou-se dessa forma a partir de certas pressuposições, estatísticas e de técnicas de otimização escolhidas a dedo. É a isso que se chama – sem nenhum demérito porque é útil às ciências que se estabeleçam marcos – de referência arbitrária. Contudo, se tal arbitrariedade não necessariamente garante a saúde, com base em que o documentário exige da Psiquiatria a quantificação de patologias? Exigi-lo como um padrão de julgamento revela a má-fé, porque ignora a natureza, os objetivos e a história de cada ciência médica.

O documentário também reprova a corrupção política e econômica da Psiquiatria e faz bem por isso. Não faz sentindo realmente que as Sociedades Psiquiátricas publiquem um excessivo número de diagnósticos – a tal ponto que qualquer infeliz pode ser qualificado por um deles – se muitas dessas patologias são, e quando elas são patologias de fato, diagnósticos sobrepostos. Sociofobia, síndrome do pânico, agorafobia, etc., são exemplos de diagnósticos sobrepostos de uma única ansiedade incapacitante. Os múltiplos diagnósticos, alguns deles ilegítimos, servem como um meio para transmitir preocupações excessivas ao público. Não é fortuito que o aumento do uso de psicotrópicos em uma população seja proporcional aos aumento dos diagnósticos psiquiátricos levados ao conhecimento público através de uma calculada pressão midiática. É óbvio que essas coisas são motivadas por interesses escusos.

Entretanto, não podemos nos furtar, tal como o documentário faz, de colocar as coisas em perspectiva. Honestamente, o que é pior? Que uma escola médica como a Psiquiatria publique uma série de diagnósticos duvidosos ou desnecessariamente sobrepostos, os quais, só eventualmente causarão danos a adultos livres e responsáveis por suas escolhas? Ou que uma escola médica como a Ginecologia congele um nascituro inocente e indefeso, que é pleno de direitos perante o nosso Senhor, para meros fins reprodutivos de terceiros? Francamente, o que é pior? Que a Psiquiatria sofra certas corrupções de natureza política e econômica? Ou que uma escola médica como a Virologia multiplique artificialmente a letalidade de um vírus relativamente fraco por mera curiosidade científica? A corrupção das ciências médicas não é um privilégio da Psiquiatria como o documentário deixa a entender. E tampouco deixam de ser ciências médicas a Ginecologia, a Virologia e a Psiquiatria por causa das corrupções que sofrem.

Esperando um milagre de causas naturais

Que maravilhoso seria se a Medicina curasse os nossos males! As doenças seriam eliminadas tão logo aparecessem; os nossos membros feridos ou amputados seriam restaurados; a dor não seria um problema a nos atormentar; seríamos fisicamente fortes e dispostos; não sofreríamos os desgastes do envelhecimento; e, principalmente, os homens não teriam que sofrer os efeitos físicos e mentais do pecado. Por isso que o documentário aparenta ter uma noção muito peculiar de cura, a qual ele imputa à Medicina, mas não à Psiquiatria. Essa noção idealista de cura, além de curiosa, é bastante similar àquela que o nosso Senhor realiza desde o princípio dos tempos, pois é auto-evidente que a Medicina não faz nada nem remotamente parecido. Em favor dos autores da crítica à Psiquiatria, pode-se dizer que essa atribuição incrível à Medicina é um equívoco muito costumeiro.

A Medicina não cura, não tem o objetivo de curar e não poderia jamais fazer tal coisa como superar algo que é intrínseco à realidade humana. A Medicina tão somente atua como um facilitador de certos processos biológicos e mecânicos que se espera, segundo alguns parâmetros arbitrariamente definidos, que o corpo humano possua ou efetue. A palavra curar na boca de um médico que trata um paciente, significa realmente mitigar. E quem mitiga, falando estritamente, não é o tratamento que o médico propõe, mas o próprio corpo. O tratamento atua inibindo ou multiplicando certos processos biológicos no corpo do paciente para que o próprio organismo mitigue do mal que o aflige. O médico nunca faz desaparecer o mal, pois o paciente sempre deve fazer o que pode para manter a saúde, o qual é uma batalha que ele está fadado a perder, pois todos nós envelhecemos e morremos um dia. Curioso que antes do Dilúvio universal, os homens viviam séculos. Mas os antigos não atribuíam esse fato aos estudiosos em anatomia, ou às drogas sintéticas. E, sim, aos fatores ambientais, como os nutrientes que estavam disponíveis aos antediluvianos (o que faz muito sentido, pois a vida humana, animal e bacteriológica são basicamente proteicas e elas dependem de proteínas de alta qualidade). Esses fatores, indisponíveis a nós e, ao menos em princípio, passíveis de serem artificialmente reproduzíveis, por mais impressionantes que fossem, também não impediam o desgaste do envelhecimento físico. Mas apenas o inibiam com uma eficácia múltiplas vezes maior em relação aos fatores ambientais disponíveis a nós hoje.

O objetivo da Psiquiatria

Ditas essas coisas, podemos compreender melhor o papel da Psiquiatria como uma ciência médica: a Psiquiatria conhece certos comportamentos que trazem grandes aflições aos seus pacientes, bem como para as famílias deles, e procura mitigá-los por meio de neuro-ativadores. Embora comportamentais, essas aflições não são motivadas por uma volição perfeitamente ajuizada. Em outras palavras, a Psiquiatria percebe que as faculdades racionais do paciente são insuficientes para determinar o seu próprio comportamento, e ela procura estudar as causas dessa insuficiência e os meios para mitigá-la.

Porquanto o comportamento do paciente é pouco influenciado por sua volição, o objeto de estudo da Psiquiatria não é exclusivamente moral. Por isso, ela está separada das escolas filosóficas e antropológicas enquanto escolas morais que presumem a plenitude da volição para as escolhas morais.

Teologicamente, não há diferenças entre as escolas da Medicina, quer a Psiquiatria ou as demais. As necessidades que a Medicina procura suprir, nasceram em função de um problema moral e persistem devido a uma realidade moral. Os sintomas, tantos físicos quanto comportamentais, são conseqüências duais dessa mesma e única realidade moral. Por isso, teologicamente, só se pode falar em uma diferença de enfoque entre as ciências médicas. O foco da Psiquiatria são os processos biológicos no corpo do paciente que conduzem a um comportamento incapacitante, sem excluir os eventuais sintomas físicos que resultam desses mesmos processos. E vice-versa. O foco das demais escolas da Medicina são os processos biológicos que incapacitam certas funções corporais, sem excluir os eventuais sintomas comportamentais que resultam do quadro. A Psiquiatria usa a biologia humana para inibir ou ativar os processos biológicos que ajudarão o paciente a atingir um comportamento adequado. E as demais escolas médicas usam a mesma biologia para influenciar outros processos em prol das funções corporais que ela deseja aperfeiçoar. Em outras palavras, a “cura” médica é um parâmetro biológico ou mecânico esperado para uma função corporal, cuja definição foi arbitrariamente convencionada como razoável para o quadro. Ou quando indefinida, a mera ausência de dor ou desconforto. E a “cura” psiquiátrica é um comportamento resultante que o paciente ajuizado e o terapeuta entendem ser razoável. Nem a Medicina e nem a Psiquiatria estão calcadas em referências absolutas, em última análise. Não há como se falar estritamente em objetividade quando se avalia uma escola médica contra a outra. Por isso o documentário apresenta críticas que são vãs.

Nenhuma escola médica tem o direito de pretender o estudo do homem, a sua constituição biológica e a sua adequada postura comportamental, ignorando a existência de Deus. O Senhor Deus Todo-Poderoso e Onisciente criou o homem. E, naturalmente, um Ser tão puro e inteligente quanto o Senhor, criou um homem com um corpo otimizado, complexo, sistemicamente intrincado e cheio de informações. Ao se submeter a essa realidade divina o médico ganha a noção de que nada dentro do corpo é sem função, ao contrário do que já disseram alguns auto-intitulados cientistas. Essa percepção é um pressuposto crítico para os seus estudos. E também dá ao médico a humildade de reconhecer a complexidade da biologia humana, desde o nível molecular, bem como a existência de informação codificada no corpo humano, ambas as realidades próprias de uma Inteligência altamente criativa e poderosa que, eventualmente, pode ter provido os meios de sua decodificação. O médico cristão, em sua pesquisa científica, tem o privilégio de recorrer ao próprio Criador em oração por meio de Jesus, para que Ele providencialmente o ensine a respeito dos aspectos de seu estudo. Por sua vez, o psiquiatra cristão conhece, por doutrina, os comportamentos que devem ser incentivados, a existência das dificuldades naturais de se atingi-los e, com isso, possui as referências comparativas para identificar e estudar as dificuldades anormais que apareçam.

A Teologia também ensina que a alma vivente, ou seja, inteligência e a consciência humana, é uma. E o corpo humano é outro. Ambos perfazem um único ser humano, uma única personalidade e uma única pessoa. Mas são duas entidades distintas que foram projetadas para viverem unidas sem mistura ou confusão, embora a morte física pelo pecado as separe provisoriamente. Elas também são intercomunicáveis. Esse princípio, que o psiquiatra não tem o direito de ignorar, tem implicações profundas para a Psiquiatria em particular e à Medicina em geral. Porque se ambos são intercomunicáveis, o corpo pode afetar a alma e vice-versa. Para dar um exemplo, uma percepção incorreta de si mesmo, que é um ato de inteligência da alma, pode afetar o corpo, deprimindo-o neurologicamente. E, por sua vez, uma depressão neurológica pode afetar outras funções biológicas, já que o corpo é um sistema intrincado. Por outro lado, um corpo doente pode afetar a alma levando-a à conclusões viciosas que resultem em manias, obsessões, ódio, etc. Tal é a influência do corpo sobre a alma, que ele limita até mesmo as capacidades de aprendizado, de inteligência e percepção que a alma é potencialmente capaz de absorver. Portanto, sendo o relacionamento entre o corpo e a alma uma via recíproca, o melhor tratamento médico é aquele interdisciplinar, o qual procura ver o paciente de uma forma holística, biológica e comportamentalmente.

É por isso que é legítimo o psiquiatra, pressupondo a inteligência do paciente, tentar influir o comportamento dele usando-se de meios não medicamentosos como um complemento ao tratamento psiquiátrico. Infelizmente, porém, a influência adequada depende do sistema moral do terapeuta e dado que a Psiquiatria tem sofrido pressões de grupos políticos para a aceitação médica de certos comportamentos contrários à natureza, limitando o que o psiquiatra pode ou não dizer, o paciente eventualmente absorverá idéias inadequadas à sua evolução pessoal.

Novamente a Psiquiatria não pode ser julgada anti-ética, de uma forma exclusiva, por incentivar certos comportamentos que não convém. A corrupção moral não é da Psiquiatria, mas da Medicina em geral, de modo que hoje, contrariamente à natureza das ciências médicas, cujo objetivo é identificar, compreender e mitigar os problemas de saúde dos homens, os médicos, diante de diagnósticos como a anencefalia na gestação, recomendam a morte do paciente pelo aborto covarde. Um verdadeiro médico que se preze como tal, lamentaria o estado da mãe e do paciente, mas procuraria recomendá-la à coragem e à paciência e a todos os cuidados psicológicos, físicos e emocionais que ela careça. E, com a permissão da família, ele poderia fazer uso dessa oportunidade a fim de aprender melhor a quais os estímulos neurais o anencéfalo efetivamente responde e quais funções biológicas de seu pequeno corpo continuam funcionais e o porquê. Decerto, quaisquer estímulos aos quais o bebê responda, pelas técnicas investigadas e aprendidas, aliviaria a dor da mãe e aumentaria a própria compreensão da Medicina em relação ao papel do sistema nervoso no corpo e sobre a autonomia de seus demais sistemas biológicos.

Isso é o que um verdadeiro médico, imbuído de moralidade e de espírito científico, faria. No entanto, tal como um psiquiatra que diz “tudo bem, permaneça assim!” quando o paciente deveria mudar, certos médicos tem o desplante de dizer “mate, mate!” às mães; “se suicide, se suicide!” a alguns inválidos; e “desligue, desligue!” às famílias. O que dizer dessas coisas, senão que elas se originam do Diabo e de seus sequazes? Os quais, odiando intensamente o gênero humano, seduzem a alma com suas as idéias misteriosamente transmitidas a nós, poluindo e obscurescendo a nossa inteligência para que pequemos, de modo que os homens vendo e ouvindo sejam como cegos, surdos e brutos de coração?

Ainda somos medievais

Uma das críticas do documentário é o fato de que os psicotrópicos desabilitam certas funções neurológicas importantes e por isso fariam (necessariamente) mal à saúde do paciente. Ademais, supostamente, essas medicações não seriam mais eficazes que um placebo.

A crítica proposta acima parece razoável, mas é profundamente néscia. Como já afirmamos anteriormente, o fato de existir um número injustificável de diagnósticos psiquiátricos e, por conseguinte, a inconveniência de se ministrar medicamentos aos pacientes qualificados por essas patologias, não muda o fato de que tais substâncias são necessárias ao tratamento de patologias legítimas. Dizer que um psicotrópico é tão eficaz quanto um placebo e, ao mesmo tempo, afirmar que ele desabilita (ou seja, eficazmente influencia) certas funções neurológicas é um discurso contraditório próprio de quem não diz coisa com coisa.

Há a ser dito sobre a crítica. Ela, de forma oblíqua e talvez inconsciente, superestima a capacidade técnica da Medicina atual. A Medicina moderna avançou muito em termos de compreensão teórica da biologia humana. E o ressurgimento do princípio de Intelligent Design é capaz de potencializá-la ainda mais, dada que mesmo diante da complexidade do organismo humano, todos os seus aspectos possuem funções otimizadas a se estudar e, eventualmente, imitar. Mas, tecnologicamente, ela ainda é relativamente púbere.

Para explicarmos o porquê desse fato intrigante, precisamos recorrer a uma alegoria. Para tal, imagine que o seu carro necessite de alinhamento das rodas. Dois mecânicos se oferecem para fazê-lo. O primeiro, por um preço altíssimo, quer alinhá-las dispondo de ferramentas adequadas e de técnicas recomendadas pelo fabricante. No caso, ele possui os meios tecnológicos para ajustar adequadamente as junções dos sistemas de suspensão e de direção do seu veículo, de tal forma que a necessidade será sanada como se ela nunca houvesse existido. Contudo, você não pode pagá-lo, então só lhe resta o segundo mecânico. Este, embora cobre barato, não dispõe dos meios para abordar o problema adequadamente. Ele não pode manipular diretamente as junções dos sistemas afetados de modo a posicioná-los com a precisão de fábrica. Mas, com as suas ferramentas rudimentares, ele pode amassar e entortar as peças do veículo de maneira a posicionar as rodas de uma forma razoável.

A abordagem do segundo mecânico é funcional e dá resultados, ainda que longe das especificações de fábrica. Porém, é altamente destrutiva. Ao entortar as peças do veículo, na realidade, ele criou novos e mais complexos problemas para o proprietário. Pois, se antes do alinhamento, o veículo só necessitava de ajustes, agora, eventualmente, ele necessitará de substituições inteiras. Se antes do alinhamento o veículo apresentava um desempenho ótimo que se deteriorou com o tempo, agora ele jamais logrará igual performance e durabilidade no futuro. Diante desses prejuízos, o segundo mecânico alegará que o alinhamento é um problema maior e mais urgente, cuja segurança resultante compensa as deformidades adquiridas pela abordagem. Porque é mais provável sofrer um acidente devido ao desalinhamento do que pela deformação adquirida.

A Medicina moderna atua exatamente como o segundo mecânico em relação ao seu veículo de trabalho: o corpo humano. Ela geralmente é incapaz de fazer o corpo retornar ao ponto ótimo que Deus determinou para o sistema biológico tratado.

Considere como exemplo o tratamento médico da obesidade mórbida pela cirurgia gástrica bypass. Embora complexa, o objetivo dela é simples: reduzir dramaticamente a capacidade metabólica do paciente obeso para obrigar o corpo dele a consumir a sua própria energia química de reserva. E, eventualmente, pela capacidade minorada, dificultar o acúmulo de novas reservas. Contudo, ela o faz por via indireta, alterando fisicamente o sistema digestivo do paciente ao invés de atacar o problema onde ele efetivamente está, ou seja, nos hormônios. Porém, os hormônios são chaves químicas de processos fisiológicos controlados por máquinas moleculares. Abordar esse problema metabólico requereria, idealmente, a construção de dispositivos artificiais que interferissem estrategicamente na fisiologia do paciente por meio de outras chaves químicas nos processos de interesse. Essas chaves teriam a função de neutralizar certos hormônios e ativar outros. Tão logo esses dispositivos cumprissem o seu papel, eles seriam fagocitados pelo corpo, expelidos ou extraídos dele; e o sistema digestivo do paciente prosseguiria incólume. Mas essa abordagem tecnológica ideal ainda está além das possibilidades atuais da Medicina. De modo que ao cirurgião gástrico só resta a opção de intervir no metabolismo do paciente pela alteração traumática de todo o seu sistema digestivo. Isso dá resultados positivos para o combate da obesidade mórbida, mas deixa o sistema digestivo incapacitado para as suas funções normais, causando certos prejuízos colaterais importantes e irreversíveis com os quais o paciente viverá. É preferível, porém, os males menores da cirurgia bariátrica aos males e riscos muito maiores da obesidade mórbida.

Um outro exemplo interessante é o tratamento cirúrgico da espasticidade motora. A espasticidade muscular ocorre quando o cérebro é incapaz de controlar e sincronizar um músculo adequadamente. Essa incapacidade advêm de lesões cerebrais e é fundamentalmente um problema de comunicação eletroquímica. Idealmente, o problema seria tratado por meio de dispositivos computacionais quânticos de entrada e saída química, cada qual de tamanho micrométrico, os quais seriam afixados nas terminações nervosas do músculo espástico. Esses dispositivos artificiais constituiriam uma interface entre o cérebro e o músculo-alvo, cujo objetivo seria aplicar os algoritmos de reconhecimento e correção de erros na comunicação eletroquímica dos órgãos. Eles interceptariam a mensagem química deteriorada do cérebro, a processariam eletronicamente em sincronismo com os seus pares, e a reconstituiriam quimicamente de forma íntegra para o músculo. Desnecessário dizer que essa tecnologia não existe. Então, o cirurgião ortopedista simplesmente restringe o músculo espástico a uma determinada posição ótima e confortável para o paciente, de tal forma que, ainda que o cérebro continue mandando mensagens deterioradas, ele será incapaz de movê-lo significativamente. O mal de se ter um músculo parcialmente imobilizado por intervenção cirúrgica é muito menor do que o mal incapacitante causado por um músculo livre, mas incontrolável e espástico.

A farmacologia psiquiátrica não está livre desse contexto limitado. Todo fármaco, com exceção das metástases cancerígenas e das infecções generalizadas, quer influenciar um processo fisiológico muito específico a nível molecular que está num tecido-alvo. Não podendo o médico atuar de uma maneira tão objetiva e precisa, a estratégia usada é a mesma dos antigos bombardeios de guerra aérea. O piloto, não podendo garantir se atingirá o edifício inimigo, deve bombardear um quarteirão e até um bairro inteiro, na esperança de destruir o pequeno e verdadeiro alvo. Da mesma forma, o médico aplica o fármaco ao corpo inteiro, quer por via oral ou intravenosa, na esperança de que um pequeno restante da dose chegue ao tecido-alvo, levado pela circulação sanguínea. Contudo, à medida que o fármaco atinge os tecidos não almejados, ele provoca certos efeitos igualmente indesejados. Infelizmente, isso é próprio das limitações técnicas da Medicina, os quais a tornam similar a um jogo de azar, onde ganha aquele que escolhe sofrer menos. A Medicina, como um todo, ainda tem muito a evoluir de seu quasi-medievalismo prático. Criticar a Psiquiatria só por que os psicotrópicos causam males colaterais é o mesmo que nesciamente condenar toda a profissão médica de nossos dias.

Uma outra abordagem de crítica à Psiquiatria

Tendo em vista que a crítica técnica à Psiquiatria é falha por se aplicar igualmente à Medicina em geral, salvo no que se refere à desonestidade deliberada, resta aos detratores apenas a crítica sociológica.

O documentário não chega ao ponto de dizer que as doenças mentais não existem, embora deixe a entender o contrário em algumas partes. Nisso ele é inconsistente, pois ao passo que ele admite que existem doenças mentais e afirma que os psicotrópicos são eficazes como os placebos, ele também afirma que esses fármacos minoram as capacidades neurológicas e comportamentais do paciente. Dessa forma, conclui-se contraditoriamente que os psicotrópicos efetivamente influenciam a mente humana. Agora, se os psicotrópicos influenciam o cérebro, a Psiquiatria está justificada enquanto busque metodologicamente um fármaco que atue beneficamente para um determinado quadro patológico. Esse é um dos principais objetivos da Psiquiatria. E é justamente esse objetivo específico e a sua metodologia científica rigorosa que ele requer, que a separa da selvageria das drogas ilícitas, as quais são consumidas por viciados sem nenhuma necessidade, sem nenhum controle, conhecimento ou filtros.

Eu sou a favor do uso de drogas como a cocaína, a maconha e o ópio? Certamente que sim. Contanto que elas sejam usadas exclusivamente por laboratórios autorizados, preparados e idôneos para fins de pesquisa bioquímica. Se essas drogas são oriundas de plantas que estão na Natureza, dado o princípio de Intelligent Design, onde nada foi criado em vão, essas plantas devem servir para alguma coisa útil.

Alguns entre os interessados na liberalização das drogas afirmam que eles as querem para fins de medicina natural. Só que isso é um sofisma, pois eles não possuem meios metodológicos para avaliar rigorosamente o que é preciso fazer para tratar a droga antes mesmo do próprio tratamento da doença a ser atacada. Ademais, a utilização sem controle das drogas, mesmo lícitas, traz um risco enorme ao paciente. É engraçado como os civis e os políticos concordam que a auto-medicação é um perigo para o paciente – e por isso existem leis e procedimentos oficiais para prevenir a prática. Mas quando se trata da liberalização das drogas, certos grupos de pressão querem hipocritamente apagar o senso comum. Por isso, é evidente que esse sofisma é só uma desculpa oblíqua para a consumo recreativo das drogas ilícitas.

Existem aqueles ativistas que são mais honestos e claros em relação aos seus objetivos na liberalização. Eles dizem que se trata de um direito individual e da proteção da liberdade de escolha. E esse é o ponto que eu queria chegar: tal como esses ativistas, alguns criticam a Psiquiatria porque ela procura inibir certos comportamentos que o paciente, supostamente, possui o direito civil de exibir. Ou seja, eles dizem que a Psiquiatria é uma ferramenta opressiva de controle social. Eles acrescentam que não importa que alguém, sofrendo de depressão profunda, venha a se suicidar e causar uma imensa dor à família, o abandono dos parentes dependentes, e uma perda irreparável para a sociedade como um todo. O suicídio, dizem esses loucos inúteis, é um direito civil. Para eles, não importa se um paciente esquizofrênico em pleno surto de alucinações persecutórias está colocando em risco as pessoas ao seu redor. Segundo essa idéia, ele está apenas exibindo um comportamento de moralidade relativa.

Esses críticos e os seus colegas ativistas possuem uma cegueira comum a todos os libertários fanáticos, aos quais é mais apropriado chamar de liberalóides. Os liberalóides deliberadamente ignoram o fato de que eles cresceram porque alguém investiu, protegeu e cuidou deles. Eles ignoram o fato do qual se eles agissem coerentemente com as idéias que pregam, poderiam livremente abandonar os filhos e assim comprometer o futuro das próximas gerações de liberalóides. Porém, porque a lei de Deus está parcialmente gravada no coração deles, eles sentem um afeto natural pelos seus parentes de sangue; e que devem, por algum motivo, honrá-los. Mas, como alienados que são, negam com a boca a própria natureza que grita dentro deles, em prol de idéias anti-humanas de liberdade e propriedade absolutas. Pobre daquele que é cônjuge de alguém que pensa que a sua relação está fundamentada numa mera conveniência!

Ao contrário do que quer a loucura liberalóide, você não pode consumir drogas potencialmente incapacitantes, porque você tem deveres para com os seus pais, os seus parentes e a sua raça. O seu corpo não é estritamente seu, porquanto você não o criou com as suas mãos e não o escolheu. Não foi você quem definiu as circunstâncias de seu nascimento, a sua aparência, as suas tendências e limitações emocionais e biológicas, quem seria a sua família ou sequer os recursos e a criação que você recebeu quando dependente. Como você pode ser dono de algo que você não comprou, não construiu, não projetou ou sequer opinou quanto às suas características mais simples?

Você não tem, em absoluto, nenhum poder sobre você mesmo, senão em relação às circunstâncias que dependem limitadamente de seu controle e decisão. Elas aparecem diante de você apenas e tão somente quando e se Deus quiser, e você nada pode fazer em relação àquelas, tais como as doenças terminais, que Ele joga sobre você. Tendo em vista que você é um mero agente sem poder qualquer senão aquele que lhe é estrategicamente dado por Deus, você tem um fim. E o seu fim, decerto, não é causar dano deliberado a um corpo que lhe foi dado e nem permitir que o seu corpo traga sofrimentos à sua família quando os motivos psíquicos ou biológicos dessas aflições possam ser tratados. Porquanto à sua família foi dada por Deus autoridade sobre você, ela tem o direito de recorrer às intervenções drásticas quando as suas condições psíquicas ou biológicas o requerirem.

Os liberalóides e as suas idéias são uma praga justamente porque, em última análise, negam o fundamento natural e necessário das relações humanas, das pessoas com os parentes e com a raça – a qual é uma família extendida cujos membros possuem em comum o mesmo sangue e história. A liberdade e a propriedade de um indivíduo, embora indubitavelmente existentes, são limitadas por essa solidariedade de natureza racial. E o fim de uma pessoa é justamente usar todas as habilidades dadas ao seu corpo, no contexto de seus limites, para, em primeiro lugar, honrar Àquele quem a criou. Em seguida, a família e depois a raça. Um viciado em drogas, que escolheu deliberadamente destruir o seu corpo, merece ser criminalizado (junto com o traficante) porquanto faz sofrer a sua família e deixa a sociedade sem os talentos que ele poderia prover em sobriedade. Ademais, porque incapacitado pelo vício por escolha,ele põe em risco a segurança, a saúde e a sanidade das gerações futuras que vier a procriar. Por isso não seria ilógico esterilizá-lo. Essa é a visão que falta ao atomismo e ao egoísmo dos liberalóides.

Conclusão

A Psiquiatria, sem dúvida, está justificada. Social e cientificamente, a despeito de suas falhas históricas e atuais; e apesar das corrupções pontuais que a afligem. Entretanto, tais revezes devem ser vistos como pertencentes à Medicina como um todo, pois nenhuma área médica está ou esteve isenta desses sofrimentos.

O futuro da Medicina, e por conseguinte da Psiquiatria, é multi-disciplinar. O avanço da tecnologia requererá mais proximidade entre a Medicina e as Ciências externas a ela, especialmente as muitas escolas da Engenharia. E o avanço do conhecimento médico requererá cada vez mais uma abordagem mista e holística entre as escolas que estudam os vários sistemas biológicos do corpo humano em seus aspectos comportamentais e fisiológicos. Contudo, ela tem muito a avançar, por mais impressionantes e admiráveis que sejam as suas técnicas atuais. Esse avanço só virá através de uma postura humilde perante o Senhor Deus.