A Definição Teológica de Bastardo / The Theological Definition of “Bastard”

(Hb 12:8)

Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.

But if ye be without chastisement, whereof all are partakers, then are ye bastards, and not sons.

Um entendimento moderno e muito comum do que seja uma criança bastarda, é o fato dela ter sido concebida fora de um matrimônio civilmente legítimo [1]. A criança ilegítima era universalmente considerada como que desprovida de herança, e mesmo de cidadania, como atestam a cultura pagã da Grécia Antiga e as Escrituras Sacras, embora o Estado de Direito moderno tenha repudiado essas noções milenares [2].


A modern and common understanding defines a bastard like a child who is conceived out from a civilly and legitimate matrimony. The illegitimate child was universally regarded how deprived of heritage and citizenship. Thus they understand millennially, the pagan culture of the Ancient Greek and the Sacred Scripture, notwithstanding the modern State have wished the contrary.

Considerando que no Brasil, o direito à cidadania é essencialmente jus solis, podemos verificar rapidamente que essa noção jurídica vai de encontro às Escrituras Sacras, que favorecem unicamente o conceito jus sanguinis (Gn 32:9-12; Is 10:22). Uma criança, biblicamente, não possui o direito à herança e à cidadania apenas e tão somente por nascer no interior dos limites políticos de um país. Mas o jus sanguinis também é condicional.


A child has no right to citizenship and to heritage just and solely by birthing inside of the political boundaries, biblically speaking. That concept of jus solis isn’t what the Scriptures defend. Rather, the concept of jus sanguinis, the citizenship’s right by blood, conditionally.

Nas Escrituras Sacras, nem toda criança que compartilha do sangue de seu pai, está apta a receber os seus privilégios de herança. Como exemplo, Abraão e seu filho Ismael. Ele foi concebido de Agar, a egípcia (Gn 16-17). Ambos, mãe e filho, foram deserdados por Abraão e exilados. Ham e sua esposa Naamá viram os seus filhos privados de herança. Jafé e Sem receberam-na ao invés deles. Esaú e as suas esposas cananéias foram igualmente despojados, pela Providência de nosso Senhor (Gn 25-27). A mesma má fortuna abateu-se sobre as esposas estrangeiras que os israelitas tomaram durante o cativeiro babilônico. Os filhos que elas geraram, não obstante de pais israelitas, foram expulsos de Israel. Consequentemente, os casamentos foram anulados (Ed 10). Portanto, quando os pais de um infante não possuem uma linhagem compatível, o filho perde a cidadania.


In the Scriptures not every child who shared his father’s blood is able to receive the privileges of heritage. For example, Abraham and his son Ismael. He was conceived from Hagar, an Egyptian (Gn 16-17). Mother and son were renegaded by Abraham and exiled by him. Ham and his wife Naamah saw his children deprived of heritage. Sem and Japhet received it instead of them. Esau and his Canaanite wives were equally deprived by the Divine Providence (Gn 25-27). The same misfortune fell on the foreign wives that the Israelites had taken during the Babylon captivity. The children who they conceived, notwithstanding from Israelite men, were expelled from Israel. Subsequently, the marriages were nullified (Ed 10). Therefore, if the fathers of an infant have no a compatible lineage, the child will lose his citizenship.

Em profundo contraste a esses exemplos, uma criança cujos pais são da mesma linhagem familiar é cidadã plena de uma nação. Independente das circunstâncias em que foi concebida. Temos o Rei Salomão, legalmente bastardo na concepção moderna do direito civil. Ele foi concebido de um casamento entre Davi e Bate-Seba, contraído após um adultério e oficiado em poligamia. Não obstante as circunstâncias, Salomão era o favorito do nosso Deus Trino e Ele elevou-o ao ao trono davídico. Da mesma forma Jefté, que embora filho de uma prostituta israelita, foi elevado a Juiz de Israel (Gn 11). Um outro exemplo dramático da realidade da cidadania mediante o sangue puro do infante, são os gêmeos de Tamar. Ela é bisneta de Naor, irmão de Abraão. Os gêmeos foram gerados de um relacionamento incestuoso e adúltero com Judá (Gn 38)[3]. Os seus descendentes herdaram a terra de Canaã e foram contados na genealogia de nosso Senhor (Mt 1:3). Por outro lado, os infelizes maridos amalgamados de Tamar foram mortos por Deus.


In deep contrast to the examples, a child whose fathers are from the same familiar lineage has full citizenship of his nation. Regardless the circumstances under what he was conceived. There is the King Solomon who is regarded as bastard before the modern concept of the term. He was conceived from a marriage between David and Bathsheba. The marriage was taken after a adultery and was celebrated in a context of polygamy. In spite of these things, Solomon was the favorite one of the Triune God. God Almighty put him on the throne of David. In same way, Jephthah. He was son of an Israelite whore, notwithstanding he to have been raised up as a Judge of Israel (Gn 11). An other dramatic example about the validity of the citizenship by blood are the twins from Tamar. She is granddaughter of Nahor who is brother of Abraham. The twins were conceived from an incestuous relationship with Judah (Gn 38)[3]. Her descendants inherited the Canaanite land and were counted in the genealogy of the Lord Jesus (Mt 1:3). On other hand, the amalgamated husbands of Tamar were killed by God.

Os homens israelitas foram legalmente proibidos de tomar casamento com mulheres estrangeiras. Curiosamente, Moisés permitiu que eles tomassem por esposas as virgens entre os midianitas. Isso implica que os midianitas eram da mesma raça de Israel (Nm 31:9; Dt 20:14-15). Os midianitas eram filhos de Abraão e de sua concubina Quetura[4].


The Israelite men were legally forbidden to marry to foreign women. Curiously, Moses allowed them that they took for marriage the virgins among the Midianites. The Midianites were of the race of Israel (Nm 31:9, Dt 20:14-15). They were children of Abraham and his concubine Keturah [4].

O que esses exemplos ensinam, é que o conceito bíblico de validade da cidadania, exclusivamente jus sanguinis, aplica-se tão somente à criança cujo pai e a mãe são da mesma raça, independente das circunstâncias de sua concepção. Mesmo nas mais adversas.


These examples teach that the biblical concept of citizenship is exclusively jus sanguinis. It applies solely to the child whose father and mother are from a same race, regardless of the circumstances of his inception. Even in the most adverse ones.

O fato da criança ser concebida por um casal racialmente puro não atenua o eventual pecado de fornicação que seus pais cometeram. Porém, ao contrário de uma criança gerada de amalgamação, ela não é privada de sua cidadania e nem do seu direito de herança. Assim o significado teológico de bastardo reporta à amalgamação de seus pais e não propriamente às circunstâncias de sua concepção. Um bastardo, portanto, é uma criança cuja ascendência não é racialmente endógena.


The fact in what a child is conceived by a couple who is racially pure doesn’t attenuate the eventual sin of fornication which his parents committed. However, in contrast of a child who was generated from amalgamation, he isn’t deprived neither of his citizenship nor his right to heritage. Thus, the theological meaning of bastard is related to the amalgamation of his parents. Not properly to the circumstances of his inception. A bastard child, therefore, is a child whose the ascendancy isn’t racially endogenous.

Dessa feita, o que o autor desconhecido de Hebreus estava ensinando, é que aqueles que não são disciplinados por Cristo pertencem a um povo estranho. Literalmente a uma raça estrangeira. Ele não estava se referindo à criança racialmente pura gerada pelo pecado de adultério ou incesto. A alienação racial representa aquele que está fora da Igreja. O estranho “racial” não é disciplinado porque Cristo Jesus não o conhece como o Seu irmão “racial” (uma metonímia de espiritual).


The unknown author of Hebrews was teaching that those who aren’t disciplined by Christ belong to a strange people. Literally to a foreign race. He wasn’t referring to a child racially pure who is generated from the sin of adultery or fornication. The racial alienation represents the one who is out from the Church. The racial stranger isn’t disciplined because Christ doesn’t recognize him as Your racial brother (a metonymy to the spiritual brother).

O autor de Hebreus utilizou-se de uma figura de linguagem para pontuar que a irregularidade do bastardo está num contexto mais amplo do que um mero pecado de fornicação: um pecado de fornicação em amalgamação. Trata-se de uma circunstância agravante, figurada, que colateralmente exclui o “infante” (metonímia de ímpio) do povo de Cristo.


The author of Hebrews used of a language style to point out that the irregularity of the bastard child is under a most ample context, rather a mere sin of fornication. The sin mentioned, is a fornication in amalgamation. It is a aggravated circumstance, figurative, which collaterally excludes the infant (metonymy to the wicked person) from the people of Christ.

Moisés e a sua esposa etíope

Moses and his Ethiopian wife

Flávio Josefo, o historiador israelita do século I, relata a seguinte história:


Flavious Josephus, Israelite historian of the 1st Century, tells the history below:

Quando Moisés era jovem, a Etiópia invadiu o Egito com um estrondoso sucesso. O país foi completamente dominado e os etíopes impuseram uma forte opressão.


When Moses was youth, Ethiopia invaded Egypt with a enormous success. The country was completely dominated and the Ethiopians imposed a strong oppression.

Desesperados, os pagãos egípcios consultaram os seus deuses e os seus oráculos. O nosso Deus Trino certamente interveio, mui silenciosamente, porquanto os oráculos egípcios “aconselharam” a escolha de Moisés como general para uma contra-ofensiva contra a Etiópia. Os sacerdotes, porém, sabiam que Moisés era hebreu de escravos hebreus. Ele não foi escravizado porque adotado pela filha do Faraó. Os sacerdotes tentaram mesmo matá-lo quando bebê, porque previam que Moisés era um péssimo presságio para o Egito. Com a opressão etíope, uma grande reviravolta se deu na vida de Moisés, e os sacerdotes imploraram que ele assumisse o comando militar.


Desperately the Egyptian pagans consulted their gods and their oracles. The our Trine God certainly intervened, very silently, because the Egyptian oracles had counseled that Moses was taken as general in a counter-offensive against Ethiopia. However, the Egyptian priests knew that Moses was Hebrew from Hebrew slaves. He himself wasn’t slaved because he was adopted by the Pharaoh daughter. The priests even tried to kill the infant Moses since they had predicted that he would be a awful presage to Egypt. With the Ethiopian oppression, a great change fell upon Moses and the priests had no other option, but to beg him for help.

Moisés foi um brilhante general e derrotou a Etiópia. Isso esclarece o porquê do Senhor o escolher para liderar os hebreus durante os quarenta anos de Êxodo. E ele ainda constituiu um outro sucessor brilhante, Josué. O Senhor, nosso Deus, havia capacitado o Seu servo Moisés desde a juventude.


Moses was a brilliant general and defeated Ethiopia. That clarifies the why the Lord to chose him to guide the Hebrews throughout the forty years of Exodus. Moreover, Moses constituted an other brilliant successor, Joshua. Indeed, the Almighty God had prepared Your servant since his youth.

Essa é a história da primeira campanha militar de Moisés, conforme Flávio Josefo.


That’s the history of the first militar campaign of Moses according Flavious Josephus.

A derrota da Etiópia impressionou profundamente a princesa etíope Tarbis. Ela caiu de amor por Moisés. E conforme o costume antigo, a paz entre o Egito e a Etiópia foi celebrada por um casamento entre os nobres das coortes outrora conflagradas: o matrimônio de Moisés e Tarbis.


The defeated of Ethiopia impressed deeply the Ethiopian princess Tharbis. She fell in love for Moses. And according the ancient custom, the peace between Egypt and Ethiopia was celebrated by a marriage between the both aristocratic classes now pacified: the matrimony of Moses and Tharbis.

É interessante pontuar que os afro-supremacistas de nosso tempo, usam essa história com o intuito de auto-glorificação. Isso é natural: os chineses fazem o mesmo com a Sagrada Família, quando a retratam com uma aparência típica da raça mongol. Da mesma forma, os judeus sionistas estrategicamente tomam Cristo Jesus para si, como se Ele fosse da mesma raça deles. Ele não é. Eles fazem isso, não obstante a hostilidade figadal e atávica dos judeus que não O aceitam (e provavelmente remanescerão assim até o fim dos tempos). Não se sabe se Tarbis era negra, embora ela seja etíope. A Etiópia, também conhecida por Núbia ou Cuxe, é descrita tanto pela tradição profana quanto pela sacra, como um país negreiro.


It’s interesting to point out that the Afro-supremacists of our time use the history of Tharbis with the intent of self-glorification. It’s very natural: the Chinese men do the same with the Sacred Family when they portray her with an appearance typical of the Mongolic race. In same way, the Zionist Jews strategically take Christ for themselves as if both was shared a same race. They don’t. The Zionists do that, notwithstanding the sworn and atavistic hatred from the Jews who doesn’t accept Him (and it’s very likely that this situation will remain until the end of the times). It’s unknown if Tharbis was a black woman, although she was Ethiopian. The Ethiopia, which is also called Nubia or Kush, is described by the sacred and secular tradition as a Negroid country.

É provável que Tarbis tenha sido branca. Quando menos provável, ela poderia ter sido uma negra com traços caucasianos. Porque ela era reputada ser a filha do rei Merops, um homem de carne e osso que séculos depois foi transformado em deus pelos gregos — conforme o costume antigo de endeusar as pessoas falecidas. A linhagem de Merops, na mitologia grega, gerou o Panteão dos deuses que obviamente é retratado com deuses brancos. A mitologia dos antigos pagãos é uma forma corrupta de contar histórias, onde as fantasias são misturadas com a realidade e os personagens, às vezes com o nome falso, às vezes com o verdadeiro, adquirem certos atributos divinos.


It’s very likely that Tharbis have been a white woman. When less likely, she could have been a black woman, but with Caucasian traits. She was reputed to be daughter of the King Merops who was a man of flesh and bones that, centuries after, was transformed in god by Greeks — according to the ancient custom of deify the deceased people. The lineage of Merops, in Greek mythology, conceived the Pantheon. The Pantheon is obviously portrayed with white gods. The pagan myths are a corrupted way to tell histories, where fantasies are mixed with reality, where characters (who are identified sometimes with false names, sometimes with their true names) get divine powers, etc.

Contudo, isso é absolutamente irrelevante. O fato é que Tarbis, negra ou mulata ou branca, não era israelita. Ela era etíope. A Lei que o próprio Moisés escreveu, proíbe os israelitas de tomarem casamento fora de sua raça, como visto. Obviamente, a mesma restrição pesava sobre Moisés.


Nevertheless, that’s absolutely irrelevant. Tharbis, whether Negro, Mestizo or White, wasn’t Israelite. She was Ethiopian. The Law, which was written by Moses himself, had prohibited to Israelites to take marriage out from their race. Such as we seen above. Undoubtedly, the same prohibition was upon Moses.

A Providência divina foi tal que Moisés simplesmente abandonou Tarbis, décadas antes do Êxodo, embora tivesse um filho com ela. Tal como fez Abraão com Agar e Ismael. A criança de Moisés e de Tarbis nunca adquiriu a cidadania israelita e jamais foi contada na genealogia de Israel. Ela era bastarda para a tribo de Levi, que é a tribo israelita de Moisés, segundo a Lei. Como exposto acima.


The Divine Providence was such that Moses abandoned Tharbis, decades prior to the Exodus. Although Moses conceived a child with Tharbis. He let Tharbis, as Abraham did with Hagar and Ismael. The Tharbis’s child never got the Israelite citizenship and never was counted in the genealogy of Israel. He was bastard to the tribe of Levi, the same tribe of Moses. According to the Law.

Quando Arão e Miriã, irmãos de Moisés, sentiram ciúmes de sua liderança sobre o povo de Israel, eles lançaram justamente o affair de Tarbis no rosto dele (Nm 12:1-9). Eles queriam desmoralizar Moisés, o próprio irmão, perante o povo. Por isso o Senhor interveio irado. Ele disse a Arão e à Miriã que Moisés respondia a Ele e cabia a Ele julgar a dignidade de Seu servo. Obviamente, o nosso Deus considerou o affair de Tarbis irrelevante para Israel. Da mesma forma, os filhos bastardos de Salomão foram desconsiderados por Israel. O que importava ao país e à genealogia de Cristo Jesus eram os filhos legítimos, puramente da raça israelita, gerados por Salomão com mulheres israelitas. Isso não é nada demais, pois na Idade Média, tal seleção entre filhos bastardos e legítimos era coisa corriqueira nas coortes dos reis. Enfim, Miriã e Arão estavam fazendo tempestade em copo d’água por um fato que havia sido superado há muitas decadas do incidente. Moisés, aliás, era muito idoso na ocasião e jamais retomou o contato com Tarbis depois de deixá-la.


When Mariam and Aaron, both brothers of Moses, felt envy for his leadership upon the people of Israel, they threw up his affair with Tharbis on his own face (Nm 12:1-9). They wanted to demoralize him before the people, their own brother. Hence the Lord the intervened very angered. God spoke to Aaron and Mariam that Moses was only accountable before Him. It’s God who would judges the dignity of His servant. Obviously, the our Lord regarded the affair of Tharbis irrelevant to Israel. In the same way, the amalgamated children of Solomon were regarded irrelevant to Israel. What was important to the country and to the genealogy of Jesus Christ were the legitimate children, pure ones of Israelite race, who were generated from Solomon and Israelite women. That’s very similar with the choices frequently made inside European real houses between bastards and legitimates. So, Mariam and Aaron were doing a storm above a cup of tea. The affair had been resolved decades prior of the incident. Moses, in the occasion, was a very old man already. He never returned to establish any contact with Tharbis after he let her.

Por em contexto a atitude de Arão e Miriã é importante, porque os cristãos de nosso tempo atribuem sentimentos e intenções aos antigos que eles não conheciam. Imbuídos de um profundo analfabetismo religioso, esses cristãos sequer consultam as fontes extra-bíblicas para aprender sobre a própria religião que supostamente professam. Eles insinuam, por uma leitura superficial da Bíblia, que Moisés era polígamo, porquanto era casado com Zípora e havia tomado uma esposa etíope. Ou então, insinuam que Moisés foi o primeiro ativista pela abolição da segregação racial e pelo casamento interracial. Trata-se, evidentemente, de uma ignorância voluntária.


Putting in context the acts of Aaron and Mariam is important, because the Christians of our times attribute feelings and intents to the ancients of what they didn’t know. As these Christian are pervaded by a deep religious illiteracy, they don’t even consult the extra-biblical sources to learn about the religion which they claim to profess. They insinuate, by a very superficial reading of the Bible, that Moses was polygamous inasmuch as he had taken a new marriage with a Ethiopian woman whilst he was married with Zipporah. Or else, they insinuate that Moses was the first activist towards the abolition of the racial segregation or towards the interracial marriage. That’s, obviously, a voluntary nescience.

Raabe, a prostituta cananéia, não é ancestral do nosso Santíssimo Senhor

Raab, the Canaanite whore, wasn’t the ancestor of the Most Holy Lord Jesus

A ignorância dos cristãos em relação à própria fé chega a ser desconcertante, porque eles sequer fazem contas. Eles dizem que Raabe é uma gentílica ancestral do Senhor Jesus. Se fosse assim, o Senhor não poderia ser o Messias, pois Ele tinha que ser mais perfeito que o imperfeito Noé. Noé foi perfeito na preservação da pureza de sua linhagem. Obviamente, o Senhor tinha que ser igualmente perfeito em Sua linhagem racial.


The nescience of the Christians regarding their own faith is shameful. They don’t even make calculations. They say that Raab is a gentile ancestor of the Lord Jesus. If so, the Lord couldn’t to be the Messiah, because he needed to be more perfect than the imperfect Noah. Noah was perfect in the preservation of the purity of his lineage. Jesus had to be equally perfect in His racial lineage.

Que Raabe é uma prostituta cananéia é indiscutível. Ela foi preservada da destruição de Jericó por ocasião da invasão de Josué (Js 2-6). E, como uma mulher fora da raça dos israelitas, ela foi segregada de Israel. Foi-lhe permitido acompanhar o avanço de Israel, mas ela não podia entrar na congregação do Senhor. Nem ela e nem os descendentes dela. Portanto, ela era gentílica para além de qualquer dúvida.


The fact of what Raab to be a Cannanite whore is undisputable. She was preserved from the destruction of Jericho in the occasion of the invasion of Joshua (Js 2-6). And, in view of she was out of Israelite race, she was segregated of Israel. For she was allowed to follow the advance of Israel. But she couldn’t to enter in the Lord’s congregation. Neither her nor her descendants. Therefore, she was undoubtedly gentile.

O problema é que São Mateus parece registrar uma mulher com um nome similar a Raabe na genealogia do Senhor (Mt 1). Mas a confusão é só aparente: São Mateus não escreveu Raabe (Ρααβ, Raav), mas Rachav (Ραχαβ). Ele conhecia a LXX, em uso franco pela Igreja primeva, onde está escrito Raav na história da destruição de Jerichó. Portanto, é claro que a diferenciação de São Mateus foi intencional[5]. Raav e Rachav são duas pessoas diferentes. Elas sequer são homônimas!


The problem is St. Matthew to record a woman that appears to be Raab in the genealogy of Jesus Christ (Mt 1). However, the problem is solely apparent. Matthew didn’t write “Raab” (Ρααβ, Raav) in the Lord’s genealogy. He wrote “Rachav” (Ραχαβ). Matthew knew the Septuagint. The LXX was in widespread use by the ancient Church. In this Bible is written “Raav” to Raab in the context of the history of Jericho. Not “Rachav”. So, evidently by introducing “Rachav” in the register of the Christ’s genealogy, Matthew introduced a intentional differentiation[5]. Raav and Rachav aren’t the same women. They aren’t even homonymous!

No entanto os néscios que traduzem as Bíblias para o Português, costumam traduzir Rachav por Raabe. Eles estão, conscientes disso ou não, blasfemando contra o Senhor, pelo erro que eles induzem.


Nevertheless, the foolish ones who translate the Bible into English, are accustomed to translate Rachav to Raab. If they are or not conscious of this mistake, it doesn’t matter. They are blaspheming against Jesus by inducing others to err.

Existe uma prova mais cabal do que essa: o cálculo. Pela LXX, sabe-se que Josué entrou em Canaã em 1599 a.C.. Jericho foi a primeira cidade cananéia que ele invadiu. A suposta Raabe, mencionada por Mateus, é mãe de Boaz que, por sua vez, viveu sob o juiz Eli, na era dos Juízes. Oras, pela LXX, Eli começou o seu governo por volta de 1183 em a.C.. Em outras palavras, são quase quatro séculos de interregno entre Raav e Rachav! É óbvio que se trata de crasso analfabetismo religioso supor que ambas as mulheres são a mesma pessoa.


There is a more strong proof than the showed above: the calculation. By the LXX is known that Joshua entered in Canaan in 1599 B.C. Jericho was the first Canaanite city which he invaded. The alleged Raab, the woman mentioned by Matthew, is Booz’s mother. Booz lived under the government of Eli. So, Eli, by the LXX, initiated his government in circa 1183 B.C. In other words there are almost four centuries of separation between Raav and Rachav! It’s obvious that it’s a crass religious illiteracy to suppose that both women are the same person.

Notas


Footnotes

  1. Constituição Federal do Brasil, 1988. Art. 227, § 6º.
  2. Constituição Federal do Brasil, 1988. Art. 12.
  3. A genealogia semítica de Tamar é revelada no Livro dos Jubileus, apócrifo, no cap. 41:2.

    The Semitic genealogy of Tamar is confirmed in the Book of Jubilees, apocryphal, chapter 41:2.

  4. Infelizmente não existem fontes extra-bíblicas que precisem a genealogia de Quetura. Mas que ela é da família de Abraão é muito fácil deduzir, pelos motivos abaixo:

    Unhappily there are no extra-biblical sources that detail the Keturah’s genealogy. But it’s easy to deduce that she belongs to Abraham’s family, due to the reasons bellow:

    1. Abraão estava ciente da necessidade de manter pura a sua linhagem após o incidente da concepção de Ismael (Gn 24:1-9). Segundo Flávio Josefo, após a morte de Sara, Abraão tomou Quetura por esposa.

      Abraham was aware of the need to keep pure his lineage, after the incident of the inception of Ismael (Gn 24:1-9). According Flavious Josephus, following the death of Sarah, Abraham took Keturah by his wife.

    2. O fato de Moisés tomar por esposa Zípora, uma midianita (Ex 2:21), pelos motivos já discutidos.

      The fact of Moses to take by his wife Zipporah, a Midianite woman (Ex 2:21), due to the discussed reasons previously.

    3. Josefo também relata que os filhos de Quetura nasceram enquanto Isaque ainda estava solteiro. Isso significa que Isaque, embora estivesse na posição de herdeiro dos bens de Abraão por direito de primogenitura, não teria ninguém para passar a sua herança, porque não tinha filhos. Josefo atesta que o filho primogênito de Quetura seria o herdeiro se Isaque morresse sem filhos. Isso só seria possível se Quetura fosse da mesma raça de Abraão.

      Josephus tells that the children of Keturah was born whilst Isaac was single. That means that Isaac, although being the heir of the goods of Abraham by right of primogeniture, had no one to pass his heritage since he had no children. Josephus tells that, in this case, firstborn of Keturah would be the heir. That would only be possible if Keturah was from the same race of Abraham.

    4. Rute, esposa de Boaz, foi resgatada por ele, para que ela não fosse levada à servidão. A Bíblia relata que havia uma obrigação de resgate financeiro por parte da família de Boaz. Essa obrigação pecuniária de resgate só é imposta ao remidor se o resgatado é da raça dele. Porque Rute é midianita, e os midianitas são filhos de Quetura, a obrigação prova que Quetura é da raça dos israelitas.

      Ruth, Booz’s wife, was rescued by him. On the contrary, she would be reduced to serfdom. The Bible tells that there was a obligation of pecuniary remission to the Booz’s family. That obligation is imposed to the redeemer if the rescued one is the same race of him. Inasmuch as Ruth is Midianite and the Midianites are sons of Keturah, the obligation is a proof that Keturah belongs to the race of the Israelites.

  5. O autor de Hebreus, neo-testamentário como São Mateus, também expressa o nome de Raabe fielmente (Hb 11:31): ele escreve “Raav” tal como na LXX. Portanto, “Rachav” não é um mero fenômeno de mudança ortográfica para Raav. Trata-se de fato de uma outra mulher.

    Since that the author of the Epistle to Hebrews, neo-testamentarier like St. Matthew, also wrote the name of Raab faithfully in Greek (Hb 11:31), the word “Rachav” can’t be a mere phenomena of orthographic changing. It’s indeed a name belonging to other woman.

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