Habemus Antipapam! Dominum Georgium Marium, Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio (2)

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O Obama Romano

A Igreja Romana está hoje no pior dos mundos possíveis, imperada por um Papa profano como Francisco I. O então Cardeal Bergoglio, primaz da Argentina, profanou própria a Catedral de Buenos Aires com um culto talmúdico inautorizado pelo Vaticano, há poquíssimo tempo atrás. Nada menos do que a principal sucursal papal da Argentina foi profanada sob os auspícios e a participação de seu próprio bispo! Foi como se o próprio Papa celebrasse um culto cabalístico na Basílica de São Pedro. Inclusive com a presença de sacerdotisas. Foi basicamente isso o que Bergoglio fez, como se vê pelas imagens históricas abaixo:

“La Noche de los Cristales Rotos” — 12/11/2012

Liturgia de B’nai B’rith Argentina (Video 1)

“Se qualquer clérigo ou leigo entra numa sinagoga de judeus ou de hereges para orar, que seja deposto e excomungado.” (Cânon 65, Cânones Apostólicos)

(Video 2)

“Que todo bispo, presbítero ou diácono que meramente [se] reúne para orar com heréticos, seja suspenso. Mas se ele lhes tem permitido realizar um [culto] como clérigos, que seja deposto.” (Cânon 45, Cânones Apostólicos)

É possível que se digam mil e uma coisas excelentes sobre Bergoglio. Tudo indica que ele é um homem que não possui vícios ou esqueletos horrendos no armário, tais como muitos entre os papistas de batina escondem. Sem dúvida alguma, o governo argentino Kirchner era o primeiro interessado em ver desmoralizado o desafeto Bergoglio. É plausível a possibilidade de que esse governo tenha usado o aparato do Estado para invadir-lhe a privacidade. E, até onde se sabe, nada há de pessoal que difame o cardeal. Porém, nós cristãos temos que ter em mente que é inútil que um homem não seja um agressor, um pederasta, um sodomita ou um viciado, se ele é um profano. É preferível, aliás, que ele tenha qualquer um desses defeitos a ser um profano. Porque quem profana a liturgia do Senhor está profanando não apenas a si mesmo ou a sua vítima. Mas o próprio Deus Criador e a Sua Igreja nos céus e na Terra. Esse é o pecado de Francisco I e é por isso que ele é um antipapa. Porque é um excomungado de fato.


Não é permitido aos heréticos a entrada na Casa de Deus enquanto continuarem na heresia.
(Cânon 6, Sínodo de Laodicéia)

Bergoglio não é um pateta. Ele conhece muito bem a tradição da Igreja Romana da qual os cânones acima fazem parte. Ele sabe que Roma prevê a excomunhão latae setentiae para a felonia clerical deliberada. Ele é idoso e conheceu o rigor da Roma pré-Conciliar. Ele sabe que o que fez é historicamente inadmissível.


Ninguém se juntará em orações com heréticos ou cismáticos.
(Cânon 33, Sínodo de Laodicéia)

Fosse Roma uma Igreja séria, que se levasse a sério, ele estaria sumariamente excomungado. A falta de Bergoglio não importa discussão porque se trata de matéria de fato e não de interpretação. Proposituras teológicas merecem análises e reflexões profundas. Por isso é complexo o pleito dos sedevacantismo em relação às supostas heresias papais. Mas não um ato claro e público de felonia cismática.

Ele não está deposto porque a Igreja Romana está morta e governada por gente espiritualmente morta. Resta óbvio que ele jamais deveria ter sido Papa. E mesmo o papado não pode protegê-lo[1], haja vista que as suas ações de felonia são anteriores à investidura papal.


Se qualquer cristão levar óleo a um templo pagão ou a uma sinagoga judaica, ou [lá] acender velas, que seja excomungado.
(Cânon 71, Concílio de Trullo)

Um cardeal não é um Papa

O fato de outros prelados romanos agirem da mesma forma, não favorece Bergoglio. Isso mostra, aliás, o quanto Roma é uma instituição perdida. Nem mesmo o fato do Papa atuar em reuniões ecumênicas similares aos encontros blasfemos de Assis favorece Bergoglio. O Papa tem uma boa desculpa para se expor dessa forma, embora ilícita: ele é um chefe de Estado. É próprio de sua atribuição temporal se reunir com gentes de várias qualidades. E o Vaticano, ao menos é o que ele alega, tem tomado o cuidado de gerir os encontros ecumênicos de forma a não descambar em sincretismo. Atos devocionais conjuntos entre clérigos de religiões diferentes, tais como as feitas por e sob Bergoglio na Catedral de Buenos Aires, são sincretismo.


O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae…
(Cânon 1364, Direito Canônico)

Na ocasião do culto talmúdico, o cardeal Bergoglio não era um chefe de Estado e não estava investido de poderes diplomáticos como um núncio apostólico ou outorgado especificamente como um legado papal para esse fim. Como a liturgia foi escrita pelos talmudistas, o Vaticano decerto não deu consentimento, ou sequer conheceu o seu teor. Bergoglio era essencialmente um clérigo, ainda que um alto prelado. Ele não tem desculpas para profanar uma Catedral que não lhe pertence e nem tinha autoridade para tal. Ele é um excomungado. Ele é um antipapa por estar como um excomungado[1] durante o Conclave papal. A menos que agora, Roma admita que conhecidos satanistas batizados e sem terem provado que fizeram penitência, também estão aptos a serem eleitos papas. Neste caso, os papistas não deveriam mais chamar a si mesmos de filhos da Santíssima Virgem Mãe Maria, mas de filhos da Mãe Joana.


“Se em algum tempo acontecesse que um … eleito Pontífice Romano que antes de sua … assunção ao Pontificado, se houvesse desviado da Fé Católica, ou houvesse caído em heresia, ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, … é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se que tal assunção tenha adquirido validez…”
(Bula Cum Ex Apostolatus Officio)

O ecumenismo de um lado só

É curioso o ecumenismo que se exige dos cristãos. Basicamente devemos nós cristãos nos render aos deuses e às fantasias dos outros, e os demais nada precisam dar ou apresentar em troca. É o ecumenismo de um lado só.

Na liturgia autorizada por Bergoglio não há uma só, UMA SÓ, menção ao nome de Cristo. Isso numa pretensa liturgia a ser cantada por pretensos cristãos num lugar pretensamente cristão. Naturalmente tal atitude hostil e ofensiva é esperado de certas pessoas, tais as que compuseram a liturgia, que nutrem um bem conhecido ódio atávico a tudo o que os cristãos representam. Por razões reais ou patologicamente fantasiosas. A psicopatologia deles é tamanha que não conseguem sequer deixar que os cristãos pronunciem o nome de seu próprio Deus num lugar cristão. Essas pessoas ao menos poderiam ter um pouquinho de senso de decência de agir como os satanistas entre eles, e fazer o favor de exibir o seu desprezo burlesco em outro lugar. Que chamassem os cristãos que fossem idiotas e sem amor próprio o bastante para acompanhá-los. Que levassem o próprio Bergoglio junto, já que ele mostrou que é disso o que ele gosta. Mas que não fizessem tamanho carnaval numa Catedral cristã e romana consagrada!

Bergoglio é da laia de João Paulo II, um outro réprobo que acredita que os cristãos são os únicos miseráveis e infelizes do mundo a possuir o dever moral de mostrar humildade pelo vilipêndio da própria fé. Se Cristo é crucificado de novo, tudo bem! Contanto que isso garanta que Francisco I receba a alcunha post mortem de “O Grande” pela boca de alguns ridículos, tal como feito a João Paulo II. E, claro, o mais importante: desde que Francisco I seja diariamente bajulado em vida, tal como feito aos fariseus com a sua falsa humildade. O que importa é felicidade materialista, inclusive a dos deicidas.

Enquanto os muçulmanos mostram o (iludido) amor próprio pela sua (falsa) fé, ao combaterem os crimes de blasfêmia em seus países, e os vândalos sionistas fazem o mesmo em Israel, os cristãos néscios sob a inspiração do bandido Wojtila, abrem as próprias basílicas e igrejas para serem pisotedas por pessoas cujos ancestrais (ideológicos ou étnicos) queriam escravizar e converter a Europa a uma fé estranha. É incrível a hipocrisia desses cristãos ecumenistas e efeminados! Falam tanto de amor ao próximo, mas sequer concebem o dever de amar e honrar esses mesmos europeus cristãos que tombaram em sangue por uma geração futura e corrupta que não merece o pão que come!

Mas enfim: a honra é para quem tem alguma noção de honra e um resto de amor e senso de dignidade própria.

Eu não sou papista, então, obviamente, não penso que tudo no romanismo merece ser preservado. Certamente não acho que o Papa deveria ser carregado nos ombros como um Buda ou um Sultão como se fazia no passado. Mas sei reconhecer a humildade farasaica quando vejo um fariseu gesticulando simplicidades inadequadas, em horas e lugares impróprios, e para pessoas indignas. Wojtila e Bergoglio dão generosos exemplos de falsa humildade, que desonra a Cristo e que resulta em auto-adulação. Resta saber se Bergoglio encarnará o fariseu para profanar a Basílica de São Pedro tal como ele profanou a Catedral de Buenos Aires. Tudo indica que ele fará isso. Se isso acontecer, ele terá dado um passo que nem mesmo Wojtila teve coragem de dar.

Nada que se tem seguido ao virtual golpe de Estado contra Bento XVI, e aos antecedentes de Bergoglio, indica, do ponto de vista do romanismo conservador, que o reinado de Francisco I será diferente de uma violência sexual: curto, doloroso e incurável. Tanto pior se ele convocar um Concílio Vaticano III.

No dia em que o Encontro Ecumênico de Assis for transferido para o Vaticano, e eu tenho certeza que há néscios e malucos curiais o bastante em Roma para que isso seja feito, então que o último a sair do romanismo faça o favor de apagar a luz.

Notas

  1. Obviamente, há um escape que os papistas criaram para os textos condenatórios que eles próprios assumiram contra si. Isso é muito próprio do romanismo, que possui uma língua fendida para todas as suas contradições.

    A racionalização que eles elaboraram — como sempre ad hoc, séculos depois de percebido o impasse — para escapar da inevitável possibilidade de um usurpador pretenso a Papa, é fazer uma distinção sutil entre um direito “divino” e um outro “eclesiástico”. Apenas as punições resultantes do direito “divino” impugnariam a ascensão de um candidato excomungado ao papado. Quanto às eclesiásticas, o candidato é imune. Ou seja, comicamente, o papado é o único cargo eclesiástico, embora o mais importante da Igreja Romana, que pode ser assumido irretratavelmente por um excomungado espertalhão. É óbvio que isso é uma asneira sem sentindo, projetada para fazer de zumbis os romanistas em relação a Roma! Mas esse é o romanismo, persistindo na tradição anatematizada dos fariseus de fazer a Lei de Deus sem efeito em prol do poder mesquinho. A essa obstinação deliberada, eles a chamam de “desenvolvimento doutrinal”.

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