Um Fantástico Conto de Fadas da Física (4)

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Órbitas geocêntricas de Tycho Brahe

E se Albert Einstein jamais tivesse existido?

Porque Einstein plagiou a teoria da Relatividade, se ele não tivesse aparecido no cenário científico, a teoria teria, de qualquer forma, um curso de vida. Por isso, a subversão da física por Einstein não se deu pelo mero surgimento de uma teoria ruim. Ele, ao contrário de Newton, não tinha capacidade para propor uma teoria, então a sua mera presença seria irrelevante para a ciência. A subversão de Einstein se deu por um outro meio, alheio aos seus méritos: um culto à personalidade que uma elite messiânica, arrogante e ávida por dominar as nações, estabeleceu. Esse foi o papel deletério que Einstein exerceu nas ciências.

A matematização da física iniciada por Newton, a alienação dos cientistas em relação aos seus compatriotas leigos, e outros processos degradantes, teriam continuado com ou sem Einstein. O que essa elite fez à ciência, porém, foi exacerbar e universalizar terrivelmente uma situação que já era delicada. Se Einstein não tivesse existido, a teoria da Relatividade de Poincaré-Lorentz teria convivido calmamente com outras teorias pró-éter. Provavelmente, por ser apenas uma teoria improvisada entre outras mais plausíveis, porquanto feita no rescaldo do aparente geocentrismo do experimento Michelson-Morley, ela teria sido rapidamente descartada, desde que outros experimentalistas seguissem o exemplo de Tesla e a refutassem.

A Teoria da Relatividade era (e continua sendo) uma teoria virtualmente natimorta, um zumbi, uma vez que as refutações experimentais contra ela começaram tão cedo quanto em 1914 — apenas dez anos depois de seu advento — pela descoberta do Efeito Sagnac. Ela sobrevive apenas pelo nome de Einstein. Outrossim, a filha bastarda da teoria e do culto a Einstein, a Mecânica Quântica, não teria existido. Não na sua atual forma, certamente. E se ambas as Teorias, a relativista e a quântica, não tivessem alcançado tanto sucesso imerecido e aberrante, hoje, provavelmente, a física moderna estaria formada à imagem de Nikola Tesla e não de Albert Einstein.

Contudo, interessava e interessa a essa elite, por uma questão de amor próprio e de solidariedade tribal, alçar o plágio de Einstein ao status de dogma. Ao usar toda a sua influência política e midiática para promover um culto, ela pegou o que havia de pior na Academia, ampliou-a, e fragilizou a ciência como um todo.

Sempre houveram heróis na ciência, homens respeitosamente lembrados com o passar dos anos. Mas Einstein é pioneiro em ser idolatrado em áreas completamente alheias à física, ao ponto de ser associado às Artes. Ninguém costuma estampar camisas com a imagem de Tesla, Ampère, Ohm, Faraday ou Maxwell. Eles são completos desconhecidos do povo, embora tivessem um papel de sobremaneira crítico no avanço científico. Porém, a imagem linguaruda de Einstein é tão popular e universalmente conhecida quanto a de Che Guevara. Isso não aconteceria se essa elite não tivesse um domínio completo da mídia e um objetivo confesso de que as nações cultuem os seus membros.

Sempre houveram sabotagem, marginalização e perseguição à dissidência no ambiente acadêmico. Na realidade, nem toda perseguição é ruim, embora hajam as ilícitas e injustas, sem dúvida. Existem experimentos, como os que pesquisam quimeras, cujos cientistas realmente merecem um mínimo de censura acadêmica. Para não dizer um processo criminal de pena capital. Mas a rede de proteção a Einstein é inédita no seu universalismo e poder. Não há precedentes na história da ciência de cientistas sendo privados da liberdade por objeções científicas a uma simples teoria de um colega. Antes de Einstein, haviam retaliações estatais por blasfêmias políticas ou religiosas contra um poder dominante. Mas nunca contra os aspectos específicos da tese de um acadêmico em particular.

Nunca a Academia precisou constantemente celebrar e lembrar, a cada experimento, que Newton ou Coulomb estavam certos. Mas a cada pesquisa científica que envolva algum aspecto da Relatividade, a cada resultado, Einstein é publicamente lembrado como “O Homem Que Estava Certo”[i][ii][iii][iv], de uma forma constante, obsessiva, quase ritual. Isso seria impossível se, como o Pe. Charles E. Coughlin apontou uma vez, essa elite não tivesse incrustado os seus asseclas nas universidades e institutos de pesquisa do mundo todo. O assalto dela às instituições acadêmicas e o conluio da mídia explicam essas bizarrias uniformes. Ademais, esse comportamento repetitivo e compulsivo denota um medo paralisante por parte dessa elite, de se ver como um grupo de pessoas muito menos inteligente do que se arroga.

Sempre houve na ciência uma teoria dominante e uma maioria adesista de cientistas. Mas foi com Einstein que sobreveio uma era em que a ciência se transformou numa gigantesca guilda global. A matematização da ciência conduziu à segregação em larga escala entre o leigo e o cientista geômetra. Mas ela nunca chegou a um ponto de fechar-se completamente ao mundo derredor. Hoje, graças aos efeitos colaterais da rede mundial de proteção a Einstein, é impensável que leigos voluntariosos como Faraday, Benjamin Franklin ou Diderot venham a exercer quaisquer influências no meio científico. Na verdade, é possível que o leigo, caso tente, seja processado por exercer ilegalmente a profissão. Einstein acelerou e concluiu um processo que transformou a ciência numa sociedade dentro da sociedade. Ademais, a rede foi estendida a outros cientistas como Charles Darwin, cuja visão de evolução é compatível com a ideologia racista dessa elite messiânica. Ela considera ser de raça distinta, superior e iluminada em relação às nações que quer governar. E Darwin também contribui poderosamente, como o mais emblemático idiota-útil, para a desmoralização de uma Cristandade que é hostil a ela.

A matematização da ciência estava completa antes de Einstein aparecer. Mas havia um ceticismo geral por parte dos cientistas em adotar novas ferramentas matemáticas. A preferência pelos resultados empíricos ainda prevalecia. Aliás, um dos motivos da resistência científica a Einstein, era que a Teoria da Relatividade, sem experimentos sólidos que a confirmassem e a justificassem, levava a matematização da física a um outro nível. Ela trazia consigo uma geometria recentemente forjada e completamente não natural: a não euclidiana. O culto a Einstein fez a resistência à matematização da física desabar completamente. O efeito disso foi a morte da ciência empírica no seu sentido clássico. Com a morte dela, a duvidosa metodologia científica de Einstein, as suas experiências de pensamento, podia facilmente ser acomodada no novo paradigma científico. É por isso que temos hoje cientistas que gastam energia e dinheiro, a maior parte sendo dinheiro público, tentando explicar como a gravidade poderia ser um vazamento de força de um universo paralelo ou como a informação pode ser mandada de volta ao passado.

Se Einstein não tivesse existido, todos esses fenômenos terríveis estariam presentes e a ciência ainda estaria renegando ao Senhor. Mas por não haver uma elite internacional que os espalhasse como uma praga, provavelmente a ciência não seria a guilda fechada que é hoje. Ela estaria dividida em partidos competindo entre si pelos recursos de pesquisa acadêmica. A dissidência científica seria maior, mais forte e poderosa e seria maior a variedade de teorias científicas levadas ao conhecimento do público. Os atuais e presentes defeitos da Academia estariam pulverizados entre esses partidos, por isso a alienação científica seria um pouco menor e menos generalizada. É possível até mesmo que alguns leigos ainda pudessem participar dela, nessa hipótese. Não existiria também a aberração escandalosa de um Alto-Sacerdócio científico de tipos como a Comissão de Copenhague.

A matemática moderna, que tanto ilude e fustiga a física, teria seguido o seu curso obscuro ao lado da física e não misturada a ela como é hoje. Porquanto haveriam mais experimentalistas que desconheceriam o método de Einstein de fazer experimentos apenas em sua cabeça, não haveria tanta demanda por desenvolvimento matemático, de modo que a matemática teria se estratificado com Bernhard Riemann. Embora a matemática não dependa da física para se desenvolver e crescer, os séculos mostram que a física é o seu motor criativo. Se a física não produz novas demandas, é esperado que a matemática se fixe no estágio em que se encontra.

A esperança frustrada

A relação entre a matemática e a física foi completamente invertida pelo culto a Einstein e pela sua filha bastarda, a Mecânica Quântica. De tal modo que não é mais o resultado experimental que determina a teoria. Hoje, um experimento pode ser rejeitado ou ignorado simplesmente por não haver uma teoria matemática de consenso que o suporte, mesmo que os resultados sejam reais e honestos e a interpretação deles coerente. Em outras palavras, o espírito científico foi reduzido a uma postura fortemente autista. Essa é a razão da ciência desperdiçar tanto tempo, dinheiro e energia na manutenção a todo custo de um modelo-padrão, não importa o quanto ele seja contraditado e remendado. A consequência dessa cegueira deliberada e do desperdício de produção científica é terrível. Basta, para entendermos o porquê, que nos lembremos da grande expectativa que as gerações passadas tinham em nossa época. Desenhos animados antigos como “Os Jetsons” ou filmes de ficção como “2001: A Odisséia no Espaço” são ilustrativos dessa esperança passada e generalizada em nossa geração. Contudo, o mundo não mudou substancialmente dos anos 1970 para cá, com a exceção da disponibilidade mundial de informações (útil e inútil) e da disponibilidade de comunicação. A cegueira consciente e ostensiva da ciência faz com que os recursos humanos e monetários sejam investidos nos lugares errados, fazendo com que o progresso tecnológico como um todo, se arraste. Com poucas exceções, nós ainda seguimos dependendo da ciência consolidada no século XIX, sem grandes novidades.

A loucura, ainda que travestida de ciência, não pode ser construtiva e nem a alienação pode ser inventiva. Se a física majoritária tomou a decisão deliberada e consciente de abraçar as contradições lógicas e de ignorar a realidade e o bom senso, ela jamais será frutífera enquanto manter-se dura. Se os antigos foram iludidos pelos seus falsos deuses, hoje os nossos “sábios” são iludidos pela matemática e pelo ateísmo. Os antigos sofismavam com estórias mitológicas e encantamentos. E os nossos “sábios” sofismam com modelos matemáticos irreais e impossíveis. Contudo, os antigos não tinham muitas informações para iluminá-los. Mas os nossos “sábios” tem, de modo que seria de se questionar, se essa postura deles de admirar o contraditório não seria um tipo de afetação ou mesmo uma patologia. Em todo o caso, Deus claramente tampou-lhes os olhos com aquilo que os cientistas mais apreciam: a matemática. Ele fez o mesmo aos antigos idólatras, cegando-os com as suas religiões de mentira. O Senhor fez isso porque se por um lado os antigos negavam a Revelação Especial pela idolatria, os nossos “sábios” negam a Revelação Especial e a Revelação Natural pelos seus modelos arbitrários e enganosos. Ambos negam a Deus com eficácia e por isso recebem Dele o mesmo castigo.

Nós vivemos a Era da Mentira agora, por mão e liderança daqueles a quem o nosso divino e santo Senhor Jesus chamou de Sinagoga de Satã, o pai da mentira. Se as gerações passadas pudessem antever a decepção que somos hoje, decerto eles não teriam se empenhado em lutar várias guerras, especialmente a Segunda Guerra Mundial, a maior de todas as guerras fúteis. O morticínio em vão de tantos jovens preciosos que jamais se tornaram pais, é a causa desse declínio geral. Assim padeceremos, até que o Senhor nos queira libertar.

Por isso, é um erro culpar exclusivamente essa elite pelos fatos funestos que padecemos hoje. O principal motivo pelo qual eles existem é que os europeus e os seus filhos amam guerrear entre si e contra os demais povos. Não existe uma força mais destrutiva e desmoralizadora a uma civilização do que a guerra. As guerras européias, fúteis e desnecessárias, deixaram um vácuo de poder que essa elite de pronto ocupou. Em todo caso, a renovação da ciência — e não só da ciência, porquanto foram corrompidas igualmente as artes, a política, o direito, a religião, etc. — começará apenas quando essa elite for neutralizada e substituída por uma outra mais digna. Mas tendo demorado séculos para a ciência renegar a Deus, muito provavelmente, outros séculos serão necessários para que ela caia em si.

Os Seis Dias de criação e o geocentrismo

Com o geocentrismo em mente, é simples entender como o Pai, por meio do Filho, criou o Seu Universo. Ele o fez exatamente como um engenheiro civil faz quando constrói a sua edificação: levantar a obra a partir de um marco zero. Curioso que os engenheiros imitem a Deus sem se aperceber disso na maioria das vezes. Mas somos a imagem e a semelhança Dele, por isso as coincidências. Evidentemente, Deus não suou para construir o Universo, Ele apenas ordenou com a Sua boca, um dia após o outro, e todas as coisas apareceram repentinamente do nada, com todas as complexidades que possuem. Deus fez da Terra o marco zero do Universo. Ele levantou-o a partir da Terra.

A princípio, Deus chamou a Terra à existência, e a Terra surgiu com uma espessa camada de água de volume e massa desconhecidos. Ela cobria a sua superfície. A camada aquática decerto era incrivelmente imensa, porque Deus usou uma parte dela para cobrir a esfera etérea do Universo e o restante para preencher os oceanos e as cisternas naturais da Terra. De imediato, duas coisas se podem imaginar dessa verdade teológica: o Universo é minúsculo em termos astronômicos e a água da abóboda celeste reflete a luz como um espelho[1]. Talvez, as estrelas do céu sejam muito menos numerosas do que a luz supostamente refletida delas faz parecer.

A abóboda celeste foi esticada a partir da Terra, tendo como fronteira uma camada de água. Por isso que as Escrituras fazem parecer que o pseudo-fenômeno da expansão do Universo que a seita dos acadêmicos clama existir, encontra apoio teológico. Não encontra. O Universo não está se expandindo. Mas ele foi ampliado no momento de sua criação a partir da Terra. E Deus preencheu o espaço vazio entre a atmosfera terrestre e a camada aquática da abóboda com algo que Moisés chamou de “firmamento”. Um firmamento para sustentar a abóboda. Esse firmamento é o que nós e os pagãos chamamos de éter[2]. Curioso como isso mostra que a despeito do paganismo antigo ser falso, ele é baseado numa tradição oral universal, parte da qual Moisés escreveu no seu Pentateuco.

Somente depois do reino vegetal ser chamado à existência por Deus, que os corpos celestes foram criados. É óbvio que só isso já coloca a pseudo-ciência em choque com a Teologia. Os inimigos tem razão quando dizem que a fé e a ciência (deles) são irreconciliáveis. Não devemos procurar a reconciliação da fé pura e santa com o lixo intelectual. No final, todo o resto foi criado apenas com a palavra que saiu da boca do Deus Trino. O homem, porém, mereceu o Seu carinho especial e, ao contrário do restante da Criação, foi criado com as Suas próprias mãos. Não só isso, mas Deus deu-lhe o Seu próprio sopro. Ele não fez nada semelhante às Suas demais criaturas. Ele mostrou, para além de qualquer dúvida, que o homem tem uma grande importância para Ele.

Aprendendo com os erros

Um cientista e um matemático cristão devem sempre ter bastante claro em sua mentes que a matemática, a despeito do que ela inspira de admiração e da sua utilidade em mensurações, é apenas uma linguagem. A matemática nada mais é do que uma maneira conveniente de descrever as coisas. Se descrevermos um fenômeno usando qualquer linguagem coloquial de maneira que levemos as pessoas ao erro, a beleza da descrição não fará dela algo mais realista e verdadeira. O mesmo se aplica à matemática. O fato de uma equação representar uma boa aproximação em relação a um conjunto de resultados, não faz da equação uma representação fiel da realidade. Uma coisa é imaginar o que seja um fenômeno pela indução que se faz a partir de uns poucos resultados. Outra, completamente diferente, é saber efetivamente o que é um fenômeno. A ciência quase nunca sabe o que é um fenômeno, embora a vaidade e a arrogância enormes dos cientistas façam parecer o contrário. Ela apenas supõe a partir de um conjunto de técnicas complexa de induções.

Esse é o ponto frágil e muito perigoso da matemática. Ela provê uma série de técnicas de indução de generalização de resultados. Nenhuma entre elas garante a fidelidade ao fenômeno, e não é esse o objetivo delas. Por isso, a matemática não dispensa o bom senso, a boa filosofia e a experimentação contínua e meticulosa. Um cientista e um matemático cristão não podem deixar-se levar, tampouco deixar-se intimidar, pela beleza da matemática. Se uma teoria possui paradoxos e contradições lógicas como a Relatividade, ela está errada. Se uma teoria contradiz a realidade como a Mecânica Quântica, ela está (horrivelmente) errada. Se uma teoria é consistente e um pouco realista, mas contradiz o bom senso, ela está, no mínimo, mal descrita. Se uma teoria científica é consistente, mas fantasiosa como os buracos negros de Kerr, então o homem que a propôs está provavelmente cego num tipo de devaneio patológico, muito comum e recorrente ao perfil da pessoa que faz ciência. Deus, Quem criou todas as coisas, não é Deus de confusão.

Mesmo que uma teoria seja inofensiva à fé, mas fantasiosa, ela é uma teoria parasitária que pode sugar os recursos humanos e materiais preciosos da ciência. E por isso deve ser desencorajada se nada mais há de concreto que justifique o dispêndio de tempo. Um cientista não é um matemático. Ao contrário do matemático, o seu objetivo é o resultado concreto e aplicável como uma solução de problemas específicos. Por sua vez, o compromisso do cientista, é produzir um resultado tal que seja conquistado por meio de uma metodologia honesta, transparente, concreta e razoável.

O cientista cristão não pode ter medo de chamar o paradoxo pelo real nome que ele tem, sem eufemismos, ou a fantasia pelo seu nome apropriado. Ele não pode ter medo de dizer que, se a Teologia ou a Revelação Natural são muito claras e constantes num ensinamento e a ciência os contradiz, então é a ciência que está errada — ou, pior, ela está prevaricando com dolo (tal como ocorre na maioria dos casos, aliás). Quem criou o Universo foi Deus e não o cientista. Nós somos chamados para vivermos na Terra e dominarmos limitadamente a Natureza com fins civilizacionais muito específicos. E não para nos deixar levar por uma obsessão patológica em produzir uma engenharia reversa da Natureza.

Se o cientista cristão renunciar ao seu bom senso e deixar-se iludir pelo novo paganismo matemático, ele estará a um passo do manicômbio. No entanto, ao rejeitar o esoterismo científico dos nosssos dias, o cientista cristão deverá ter em mente que isso pode ter consequências profissionais e financeiras. Até que essa elite hostil e psicopata seja substituída e a ciência venha a recuperar a sua sanidade, ele não pode ter uma mentalidade que não seja modesta, confiante, paciente e com poucas ambições. Aliás, todo cristão deveria cultivar essa mentalidade, independente das circunstâncias. O cientista, acima de tudo, é um ser humano. E o mais importante na vida de um ser humano é cuidar e participar de sua família. A ciência, por mais gratificante e desafiadora que seja, não pode ser a coisa mais importante ou exclusiva na vida de um cientista. E ela também não pode ser a única coisa a ocupar a sua mente, especialmente nas horas de lazer ou de dedicação familiar e devocional.

Notas

  1. A noção de uma abóboda de água como fronteira do Universo tem uma consequência interessante: a luz das estrelas está num vai e volta de bater na abóboda. Quanto mais a luz é refletida, mais energia ela perde e maior vai ficando o seu comprimento de onda. O calor do Sol, por exemplo, nada mais é do que a luz solar em parte refletida e em parte difratada na atmosfera e nos objetos terrestres, resultando numa perda de energia e numa correspondente onda infravermelha de calor. O infravermelho não é visível naturalmente para nós humanos, porque o seu comprimento de onda é muito grande para a sensibilidade dos nossos olhos.

    A luz refletida várias vezes deve apresentar duas coisas: um reflexo em redshift, entre outros reflexos na parede da abóboda e uma radiação geral abaixo da faixa infravermelha, inclusive microondas.

    Isso explica porque o Universo é coberto por microondas e porque há o fenômeno de redshift. Não é devido à mentira do big bang, à mentira dos zilhões de anos do Universo ou à mentira da expansão cósmica. É devido, simplesmente, à pequenez geocêntrica do Universo e às múltiplas reflexões de luz estelar que isso acarreta.

  2. As Escrituras dizem que Deus criou o éter depois da luz. E a Terra foi criada antes do éter. Isso tem implicações: a luz e a matéria comum talvez sejam coisas distintas e independentes do éter, ao contrário do que pensavam os grandes cientistas como Nikola Tesla. Infelizmente demorará muito tempo para a ciência responder a essa questão interessante. Primeiro, ela precisa recuperar a sanidade, renunciar a uma grande parte de sua moderna construção, e voltar ao estudo do éter.

    Contudo, há interpretação possível, consistente e alternativa dos fatos teológicos acima, que é compatível com a ciência etérea da luz. Imaginemos que a Terra foi a primeira coisa chamada à existência por Deus — e os anjos também, no mesmo momento, mas não isso não é pertinente ao assunto. Moisés deixa transparecer isso quando cita o estado vazio e disforme da Terra antes de discorrer sobre o resto da Criação. Disforme porque, provavelmente, a Terra se apresentava como uma imensa pedra de gelo enegrecida pela escuridão e irregular em sua superfície.

    Não havendo um Universo com uma abóboda estendida na ocasião, podemos imaginar que a luz, no momento em que foi criada por Deus, estava se propagando na imensa camada de água sobre a Terra. Isso foi o que aqueceu a água e a manteve em estado líquido. Podemos também supor que o éter universal estava contido na água, de modo que a luz podia se propagar, ainda que com muito arrasto. O éter é muito sutil, muito dele cabe num pequeno volume, o que faz dele um fluido imensamente denso. Porém, devido à sua grande densidade, embora sutil, ele é suficiente para impedir que a matéria comum colapse sobre si mesma. Isso explicaria o fato da matéria comum possuir um grande vazio pela experiência radioativa de Rutherford e mesmo assim não colapsar. Porque ela, na verdade, não possui vazios significativos. Ela está, em sua maior parte, preenchida por uma grande quantidade éter. Porém, o éter não foi detectado por Rutherford, porque ele é o próprio meio pelo qual a radiação se propagava.

    Quando Deus esteve para esticar o Universo, ou todo o éter já estava lá, contido na camada de água, ou Ele o multiplicou no momento da expansão. Provavelmente Ele o multiplicou e assim chamou-o de “firmamento”.

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