Um Fantástico Conto de Fadas da Física (3)

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Uma discussão sobre resultado do experimento
falhado de Airy, clique aqui.

O sequestro da física pela matemática

A saída da física do cativeiro matemático, onde ela se encontra, ou pelo menos a justa recuperação de sua precedência, começa por rememorarmos como ela foi encastelada. Olhar para o passado da física pode dar algo por meio do qual os cientistas possam recuperar a razão e a sanidade que a matemática roubou-lhes.

Ao contrário do que se pensa, a linguagem da física não é a matemática. A matemática é apenas uma linguagem. E a física tem outras das quais também é fluente. Falar isso é inusitado para os nossos dias de física de papel e de roteiros para filmes de cinema. Mas o fato é que a matematização dela foi um processo longo, secular, que só foi concluído no começo do século XX. Exatamente com o advento da Relatividade. Lorentz, Einstein, Poincaré, Hilbert, Heisenberg, Bohr, etc., apenas representam o apogeu de um processo iniciado por Isaac Newton.



Isaac Newton

Newton é considerado um dos maiores físicos de todos os tempos. Ele possui muito mais méritos do que Einstein. Ele construiu o Cálculo por meio do qual os físicos de hoje podem fantasiar com os seus rabiscos. Ele fundou a Mecânica e a Ótica e mostrou a toda uma nova geração de físicos um meio inédito de se fazer ciência. O ineditismo matemático de Newton foi uma revolução. E uma terrível maldição.

Ele é respeitado hoje. Mas em sua época, Newton foi profundamente criticado pela forma como apresentou a sua Mecânica. Até então, os tratados científicos, sendo uma área da filosofia, eram apresentados em linguagem filosófica, ou seja, como uma literatura. Fazer física em linguagem literária tinha a vantagem de levar a ciência ao leigo, o qual sentia-se encorajado a participar ativamente da produção cientifica.

Com Newton, a física sofreu um tipo grave de processo segregativo, similar em alguns aspectos àquele que o Senhor Deus impôs em Babel. Porque, expressa em linguagem literária, a física estava aberta a todos os leigos visionários e curiosos que quisessem contribuir para a ciência intelectualmente ou financeiramente. Depois que ela foi confundida pela linguagem matemática, ela foi cindida entre os físicos mecanicistas (ou literários), de linguagem filosófica, e os geômetras. Tal como a cisão, pela confusão de linguagens, das raças em Babel.



Michael Faraday

Tão tarde quanto em meados do século XIX, quando Michael Faraday, o último dos grandes físicos literários, ainda podia publicar os resultados de suas experiências e opinar sobre o trabalho de seus colegas — não sem sofrer recriminações — as sociedades científicas do mundo todo já haviam caído sob o tirânico jugo da matemática. A segregação estava completa nessa época. A Academia, com um código próprio de linguagem e de ética e com uma elite fechada que a dominava, estava em condições de fazer o que qualquer religião esotérica faz: escolher os seus iniciados, garantir que eles sigam no prumo ideológico, e excomungar os demais. A linguagem matemática divorciou a física do povo comum. A fé do físico geômetra já podia desprezar a fé de seus compatriotas leigos e virtualmente atuar como uma engrenagem de uma sociedade secreta.

Ocultando fatos sob o véu matemático

Os físicos literários caíram. Eles perderam a guerra pela ciência depois da subversão newtoniana. Mas eles não caíram sem oferecer uma amarga resistência. Eles perceberam desde o início o que estava em jogo: a objetividade da física. Comte de Lancépède resumiu sarcasticamente que a geometria do tipo newtoniana servia para pôr as hipóteses de uma teoria científica dentro de um envelope e escondê-las das críticas dos não-iniciados. Se alguém apontasse a obscuridade, o físico geômetra tinha a opção de recorrer à solidariedade e à bajulação de seus colegas de Academia para fugir do assunto. O filósofo francês Massière, numa longa crítica, apontou ainda que por baixo da camada matemática da mecânica de Newton, pouca coisa havia de elucidação dos fenômenos analisados. Falha essa que havia sido apontada por Christiaan Huygens, anos antes: a falta de uma explicação mecânica como causa da gravitação por parte de Newton.

Eles tem razão. As equações matemáticas de Newton são impressionantes. Mas são apenas relações de fatores de um fenômeno. Elas não dizem nada sobre o fenômeno em si. Newton estatuiu que a força da gravidade é proporcional à massa de dois corpos que se atraem mutualmente, e é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles. Ou seja, quanto mais massivos os corpos, mais atração recíproca entre eles. E quanto mais distância há entre eles, menos atração recíproca.

O problema é que essa lei não se manifesta sobre a causa da gravidade. A Física é uma ciência das causas físicas e não apenas de seus efeitos. Além do mais, não havendo uma variável para o tempo na equação de Newton, o que se pode deduzir dela é que a força da gravidade liga todos os corpos do universo de uma forma instantânea. Sem dúvida alguma, essa pressuposição é um tremendo salto de fé da parte de Newton. Foi um gesto no mínimo temerário para quem não sabia o que é a gravidade ou qual é o tamanho Universo. Ele não tinha meios sequer para testar a sua teoria em lugares próximos a si, como as altas altitudes terrestres. Tampouco podia ele testá-la em qualquer outro lugar do Cosmos.

A matemática de Newton não só não acrescenta nada de novo em relação à natureza do fenômeno, como realmente põe mais dúvidas à questão.

O papel da matemática nas ciências

A matemática é excelente para tudo o que requer precisão. A tudo o que está relacionado ao “quanto”, a “onde” e ao “quando” de um fenômeno, ela serve como um excelente meio de pesquisa. No entanto, ela é horrível e contraproducente quando se trata de questões relacionadas ao “quê”, ao “como” e ao “porquê”. Ela não apenas deixa de responder a essas questões, mas pode acobertá-las ainda mais, como a exemplo de Newton e Einstein. A razão disso é simples: não podemos tomar medidas de um objeto, dizer onde e quando ele está, se não sabemos o que ele é em primeiro lugar. A matemática apenas lida com representações ideais da realidade e não com a realidade em si. Representar um objeto real em um plano geométrico requer que o geômetra saiba o que está sendo representado. Todos os que vêem uma casa desenhada numa planta devem saber ou presumir que o desenho refere-se a uma casa. Dizer, sem presumir ou saber nada mais, que a gravidade é uma força proporcional a tanto e o inverso de quanto é tão cientificamente útil quanto dizer que o céu é azul por refletir uma radiação numa faixa azul de vibração com tal e qual medida de frequência. Não se diz o que é a gravidade, o que é a radiação e o porquê de ambos variarem em suas medidas. Usar a matemática antes de se saber o que se está medindo ou representando, não é nada senão lançar pó aos olhos.

Esse é o problema da mal improvisada e ilógica Teoria da Relatividade. Além dela nascer de um ato de rebeldia contra um fato abonador à fé — e por isso ela é uma idéia bastarda — ela segue uma tradição científica de desconversar por meio de um esoterismo matemático. Quando Einstein afirma que o espaço cartesiano se materializa magicamente para ser distorcido pela força gravitacional de um corpo celeste, ele está apenas descrevendo um encanto. Quando ele acrescenta que um conceito não-vetorial como o tempo está unido a este espaço, ele está apenas usando palavras empoladas para descrever o nada. Quando Poincaré diz que as transformações de Lorentz são uma rotação de um objeto quadrimensional sobre um Universo real e obviamente tridimensional, ele está tergiversando em linguagem acadêmica. Ambos não estão dizendo algo diferente de alguém que clama poder pegar o número dois em mãos, esticá-lo, dobrá-lo nas pontas e no meio, e fazer dele o número três. Uma bobagem dita em linguagem estranha e matemática aos não-iniciados da seita acadêmica ainda é bobagem, não importa se traduzida em termos leigos ou não. Foi Isaac Newton quem iniciou essa horrível tradição na ciência, embora ele jamais pudesse ter previsto ou querido os resultados finais. A linhagem de físicos geômetras fez os cientistas se viciarem, se ensoberbecerem e se alienarem da realidade e do resto da humanidade a um ponto que eles formam hoje um clero dogmático[1] próprio. Que, aliás, já mostrou-se perigoso e lesivo[2] quando dispõe do poder do Estado. Como ocorre com qualquer religião falsa e arrogante.

A matemática não é indispensável para se fazer ciência e nem mesmo é necessária para a maioria[3] dos experimentos científicos dos quais não se requer precisão. E diante da óbvia e comprovada confusão que ela provoca, ela sequer merece ser considerada uma medida da inteligência humana. Ela é apenas uma linguagem simbólica auto-construtiva, não muito diferente em essência de um jogo dedutivo de palavras-cruzadas. Ainda que, obviamente, ela seja muitíssimo mais complexa. A ciência deve ser feita com intuição, filosofia, lógica, senso comum e experimentos. A matemática é apenas um acessório eventual.

Uma nova ciência é necessária

Isaac Newton e outros cientistas de linhagem matemática, costumam analisar os padrões fenomenológicos e extrair uma relação mensurável entre deles. Isso é lícito e útil, exceto por dois erros imperdoáveis que eles frequentemente cometem: (a) chamar as suas observações locais de leis universais; (b) deduzir conclusões gerais a partir dessas observações.

Devemos ter em mente que a realidade geocêntrica impede que a Terra seja considerada um planeta. Ela não orbita em torno do Sol como os outros corpos celestes da vizinhança. O Universo inteiro orbita ao redor dela[1] uma vez por dia. Conseqüentemente, o diâmetro do Universo é percorrido em apenas 2 dias-luz[4]. Se isso parece absurdo e chocante para os incompreensíveis bilhões e bilhões de anos-luz estimados para o diâmetro do Universo, o disparate deve ser imputado ao heliocentrismo e à matemática hippie de seus seguidores. Por isso, novamente, a matemática jamais deveria ser considerada uma medida da inteligência humana. A matemática apenas faz medições num dado modelo (heliocêntrico, geocêntrico, relativista, newtoniano, quântico, etc). Ela não diz se o modelo é realista ou se ele faz sentido.

Obviamente, se o Universo gira em torno da Terra, a “lei” da gravitação “universal” de Newton — a atração mágica dos corpos entre si — não é, de forma alguma, uma lei. Uma lei não é válida se não se define os seus termos. Newton sequer tinha certeza se a gravidade trata-se de um puxão da Terra para a Terra, ou de um empurrão do éter sideral para a Terra. E a “lei” também não é “universal”. Newton não mandou uma sonda espacial fazer os mesmos experimentos gravitacionais em Marte, Saturno ou Polaris para tomar as conclusões. A “lei” da Natureza descoberta por Newton é, na verdade, um decreto bem humano, vulgar e provisório. Tão vaidoso, unilateral e cheio de sentido quanto o decreto do confisco da poupança por Collor.

A verdade é que o decreto de Newton pode até descrever corretamente a gravidade terrestre na Terra. Mas como uma pretensa lei universal, ela é simplesmente imprestável para explicar as órbitas planetárias. Ela é incapaz até mesmo de explicar o porquê, apesar de existir uma zona livre e variável de gravidade entre a Lua e a Terra, a Lua não vai embora para o espaço profundo. E se a gravidade é fraquíssima entre a Terra e a Lula, quanto mais entre os corpos celestes mais distantes. É por isso que um cientista não pode usar uma relação matemática de um fenômeno local e mal-compreendido, para extrapolar arrogantemente uma suposta realidade geral. Newton não apenas inaugurou a matematização da física, como também, inconscientemente ou não, deu à ciência um arrivismo muito próprio dos matemáticos.

Ninguém sabe o que é a gravidade. Muito menos Albert Einstein, o plagiador incorrigível. O que se sabe, e isso foi bem estabelecido pela ciência através dos séculos, é que a gravidade possui alguma relação com a massa de um corpo e o com éter sideral. A gravidade é percebida como sendo uma propriedade dos corpos com matéria comum, ou seja, não-etérea. E ela está relacionada ao éter porque a matéria comum, por alguma razão, também desacelera a velocidade da luz.

A luz é a “vibração” das partículas etéreas. Se a luz muda de velocidade — como vários experimentos mostram, refutando Einstein ad nauseam — a resposta provavelmente está no éter e numa alteração de suas propriedades etéreas.

O fato é que a gravidade era crida ser o resultado hidrodinâmico do impacto de partículas etéreas na matéria comum. A gravidade não seria um puxão, mas um empurrão. E ela não seria inerente à matéria como o decreto de Newton sugere, mas dependeria de um fluxo contínuo de éter. Os detalhes adicionais dessa teoria interessante nunca foram estudados sistematicamente, porque os cientistas ficaram embasbacados com a bruxaria matemática de Newton, como cachorros a olhar o frango assando no forno. Nos séculos seguintes, quiseram e tornaram a ciência à imagem de Newton, ao invés de se concentrarem exclusivamente no que os experimentos lhes diziam. Einstein, dando o ato final à comédia, aboliu o éter com a “sua” explicação de rabiscos matemáticos mágicos que se materializam para o mundo real. A explicação não é menos incrível do que o conto do telespectador a ser sequestrado pela sua própria televisão. A matemática é assustadoramente capaz de cegar a ciência por séculos. Quiçá permanentemente, até o dia do Juízo Final.

“Tal condição [da homogeneidade do Universo em todas as direções para as quais se olhe] implicaria numa concepção análoga [ao geocentrismo]. [Essa concepção] não pode ser refutada… mas ela é intolerável, é claro… portanto, com o fim de escapar do HORROR [do geocentrismo]… devemos explicar [as observações geocêntricas] em termos de curvatura espacial. Não há escapatória.” — Edwin Hubble, e a sua visão muito edificante do que é honestidade científica

Independente do que a gravidade seja, ela é decerto um fenômeno local. Ela não une o Universo e não causa a órbita da maioria dos corpos celestes.

Uma força conhecida, fortíssima e provável a unir todo o Universo é a eletricidade. É muito mais plausível, familiar e lógico dizer que o Universo é esférico, pequeno, jovem e montado em componentes como num gigantesco circuito elétrico. O circuito está imerso num oceano rotatório de éter, com o seu centro em vórtice[1]. O éter está ao redor de uma Terra calma e parada. A alternativa a essa explicação simples é o fantástico conto da seita acadêmica dos adoradores de Einstein. Eles criaram a maior estorinha de fadas jamais contada: o Universo, dizem eles, seria uma explosão acidental no interior de uma aberração matemática — e obviamente invisível — de onze dimensões. Ele teria crescido sozinho há zilhões de anos, sabe-se lá como. O Universo seria apenas um entre infinitos outros. Em algum momento, este Universo, porquanto ele não foi furado para que os outros fossem enxergados, teria produzido um outro feliz acidente, chamado de “Terra”. Na Terra, a rocha teria virado peixe e os peixes mutantes teriam aprendendido a andar, a voar e a falar besteiras. O simpático “planeta” estaria se movimentando loucamente a outros zilhões de quilômetros horários pelo Universo. Se porventura cometermos o ato blasfemo e imperdoável de perguntar aos sectários o porquê de não sentirmos um único sopro de aceleração ou mudança de direção, tal como os astronautas sentem quando estão no espaço, dirão eles (terrivelmente ofendidos com a nossa falta de adesão automática) que o nosso “planeta” é como uma Matrix gigantesca no qual tudo o que vemos e sentimos é uma ilusão.

Haja fé (ou cinismo) para ser cientista nesses tempos pós-Einstein!

“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e ás oposições da falsamente chamada ciência.” (1Tm 6:20)

Notas

  1. Se o Universo, preenchido por um fluído sutil como o éter, orbita em torno da Terra tal como prevê o geocentrismo, é de se esperar que nas cercanias da Terra exista um vórtice. Façamos um experimento: se mexermos uma xícara cheia de chá com uma colher, veremos um vórtice se formar no centro do líquido. Adicionando um torrão de açúcar veremos que ele orbitará o vórtice. Oras, a NASA enviou um satélite com giroscópios à órbita da Terra. E o que ele encontrou? Um vórtice.

    Agora, percebamos como a comunidade científica é uma comunidade fechada em si mesma e auto-solidária, tal como uma seita Amish. A idéia de um vórtice é compatível tanto com o geocentrismo, quanto com o heliocentrismo de uma Terra em rotação, uma vez que ambos os modelos historicamente presumem a presença de um éter universal a preencher o Universo. Tanto que Descartes e Huygens previram e descreveram a existência de um vórtice nas cercanias da Terra muito séculos antes de Einstein. No entanto, a quem a NASA presta os seus louvores rituais? Será que a Descartes ou a Huygens? Será que ao geoncetrista Tycho Brahe? Não, de maneira alguma! Ela se curva a Einstein.

    Mas, ao contrário de Descartes, de Huygens e dos geocentristas, os discípulos de Einstein aboliram o éter. Para eles, o espaço é um vácuo. O vácuo não tem vento. Como um vórtice, um vento sideral, poderia confirmar a Teoria da Relatividade? Alegarão eles: a NASA confirmou a curvatura do espaço-tempo em rotação pelo arrasto do movimento da Terra. Eles só omitem o fato de que um medidor num espaço-tempo curvado não pode medir a sua curvatura, porque o próprio medidor encontra-se curvado. Pelos paradoxos (i.e. contradições absurdas) da Relatividade um observador sem referências num espaço curvado, não está ciente da distorção ao qual está submetido.

    Em outras palavras, não importa o quanto Einstein esteja errado ou o quanto os fatos contradigam as suas idéias. A ciência moderna foi concebida por ele e está amarrada a ele até o amargo fim. E por isso ele é louvado e protegido como um papa infalível. Se o “papa” cair, a ciência moderna cai com ele. E se a ciência moderna cair, caem junto com ela um monte de parasitas incrustados nas universidades e nos institutos de pesquisa no mundo todo, dos quais devem os seus diplomas, empregos, anos de juventude, e reputações a uma série de contradições lógicas de uma teoria mantida a ferro e fogo.



    Michio Kaku, “What If Einstein Is Wrong”,
    defendendo o conto da carochinha relativista
    (e o próprio emprego), com menções mitológicas à
    tecnologia de GPS

  2. O culto a Albert Einstein chegou a um ponto tão surreal, que a União Soviética internava em hospícios os físicos que levantassem objeções públicas à teoria. Essa atitude soviética não é de todo incompreensível, se lembrarmos que aquele regime foi um empreendimento concebido por uma fação comunista do povo judeu. Tendo em vista que tal decreto persecutório à dissidência foi instigado por um cientista judeu e soviético, Abram Ioffe, é de se questionar se essa medida não foi motivada por uma espécie de solidariedade tribal a Einstein.
  3. Os nossos dias são dias de desprezo ao passado. Mas o fato é que sem matemática, civilizações inteiras construíram os seus palácios e as suas tecnologias, muitas das quais foram usadas por séculos após o seu desaparecimento. Curioso que quando a ciência estava dando sinais de abuso matemático, o arquiteto francês Charles-Francois Viel “profetizou” que a engenharia civil iria construir edificações especializadas que não seriam sombra em duração aos feitos dos antigos. É triste, mas ele tem razão. Um prédio matematicamente construído só pode sobreviver dentro dos seus estritos parâmetros matemáticos.
  4. Porque a velocidade da luz é inquestionavelmente variável conforme as mudanças nas propriedades do éter, anos-luz, meses-luz ou dias-luz não são medidas de distância no modelo geocêntrico. Elas são medidas de tempo. Um dia-luz é o tempo (e não a distância do modelo-padrão) necessário para a luz atingir a estrela Polaris a partir da Terra. No seu caminho a Polaris, a luz pode ser impulsionada a velocidades superluminais. Neste caso, a distância seria calculada pela velocidade média da luz no Universo, caso se soubesse o quanto.

    O raio do Universo só pode ser determinado com o envio de uma sonda espacial. Talvez essa tarefa seja inviável, porque pode-se supor pela Bíblia, pelas interessantes visões cosmológicas de Santa Hildegarda e pelas observações telescópicas, que para além do Sistema “Solar” (melhor seria dizer Sistema Terrestre Local) só existam estrelas. Provavelmente.

    Num lado dos confins do equador do Universo, o qual muito provavelmente é a própria região de Sargitário-A e não o centro de uma suposta Via-Láctea, encontra-se uma região estelar profundamente conturbada. Ali constatou-se que as estrelas movem-se a velocidades enlouquecidas, provavelmente superluminais, onde elas são aceleradas por um éter rapidamente rotante. Não se pode confiar nos cálculos de velocidade da ridícula Relatividade. Essas estrelas orbitam caoticamente uma ao redor das outras, distribuindo plasma quente e se atritando nele.

    Nenhuma sonda poderia sobreviver num ambiente tão quente, caótico e radioativo. É possível que para qualquer extremo entre os pontos cardeais do Universo para onde a sonda vá, o mesmo se padrão de Sargitário-A se repita. Mesmo assim, talvez valha o risco de se enviar uma sonda a um extremo do Universo.

    Os supostos exoplanetas alegados pela NASA, nada provam em contrário. Eles ainda não passam de estimativas matemáticas e computacionais de axiomas duvidosos e de falácias de falsas-causas. Tal como vários outros objetos celestes supostamente vistos e fotografados, eles ainda são meras concepções artísticas de cientistas tentando justificar os seus salários e os gastos com dinheiro público.

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