Um Fantástico Conto de Fadas da Física (2)

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A era matemática do novo “normal” científico

Em profunda inimizade contra a Verdade, os cientistas decidiram que, de alguma forma, para a velocidade orbital v = 30 km/s, “c – v” deveria ser igual a “c + v” e a “c”. Esse é o único jeito de se salvar ambas as teorias. Mas ao escolherem essa opção impressionante, os cientistas inauguraram uma nova era na Física: o reinado da Rainha de Copas do País das Maravilhas.

Lorentz e Poincaré inventaram uma “solução” para o experimento falhado. Segundo eles, o experimento não falhou. Por alguma trapaça da Natureza, os instrumentos do interferômetro se encurtaram e o tempo dilatou-se de maneira que, magicamente, embora houvesse um atraso teórico de fase para as franjas, cada uma delas foi levada pela distorção a se sobrepor uma sobre a outra. Esse disparate foi escrito em termos matemáticos e a crise terminou.

No vigente reinado da Rainha de Copas sobre a física relativista, o pedestre apressado corre o risco de não chegar ao prédio. Não porque ele pode se acidentar ou colapsar por fatores biológicos, mas porque ele pode simplesmente desaparecer como um Houdini. Quanto mais ele correr, mais rapidamente se tornará fino como uma carta de baralho até sumir. E ainda que essa mágica fantástica não ocorresse, quanto mais apressado é o pedestre, mais vagarosa é a sua chegada. Essas coisas não parecem fazer sentido, porque realmente são narrativas de uma fábula mascarada de ciência. Literalmente. Esse disparate só existe porque os cientistas não querem pedir desculpas aos geocentristas. Eles preferem fantasiar sobre a realidade e usar a matemática para justificar o sofisma, ao invés de estudar a realidade para descrever as conclusões empíricas com o uso eventual da matemática.

O motivo dos instrumentos do interferômetro em repouso se deformarem mais do que qualquer outro instrumento terrestre fixo num local — a ponto de comprometer todo um experimento — é um outro um mistério do novo “normal” matemático. De qualquer forma, os relativistas inauguraram uma prática em larga escala muito peculiar de nossos tempos: se os dados do experimento não endossam a teoria, não jogue fora a teoria, reconstrua-a! Não importa o quão ilógica ela resulte. A experiência contradiz o heliocentrismo? Não importa. Invente a relatividade e mantenha o heliocentrismo operante! A expansão espaço-temporal do big bang, sem um espaço como meio de expansão e um tempo que lhe dê início, não faz sentido? Não importa. Invente a teoria das cordas e mantenha o big bang! A dualidade quântica onda-partícula não faz sentido? Não importa. Use a dialética e mantenha a dualidade! A teoria da gravidade não pode manter a imensa maioria das órbitas celestes? Não importa. Invente uma matéria escura, não deixe que os outros digam que tal idéia parece com a noção clássica de éter, e mantenha intacta a teoria da gravidade! Um buraco negro não pode existir porque viola o Princípio da Conservação de Energia? Não importa. Improvise um holograma e mantenha o buraco negro! Jamais diga “eu não tenho a menor idéia do que é isso” ou — oh, horror! — “os meus pares podem estar muito equivocados”. A matemática resolve tudo.

Existem os cientistas mais pragmáticos. Quando os dados não concordam com a teoria, eles procedem como o astrônomo Arthur Eddington. Eddington queria provar (literalmente a todo custo) a relatividade. Para tanto, em seu famoso experimento de análise da curvatura da luz estelar no eclipse de 1919, ele brandiu os dados que interessavam. Os que não interessavam, a esmagadora maioria deles, ele simplesmente descartou. Os pragmáticos são assim. Como fantasiar matematicamente dá algum trabalho, eles mantêm os dados que interessam. Os que não interessam, eles jogam fora, escondem, dissimulam, adulteram, etc. E se algum teimoso continuar brandindo esses dados incômodos, então eles tentam calá-lo com obstruções diversas, assédio e até ameaças diretas e claras. Prevaricação e acobertamento. Simples e fácil.

O passo além de Einstein

Einstein foi original ao menos num ponto. Enquanto os relativistas que o precederam não se arriscaram a considerar o disparate necessariamente como uma realidade física, Einstein contrariou-os, deu o passo à frente, e proclamou-o como uma coisa real. Queria Einstein apresentar as “suas” idéias, os seus rabiscos matemáticos, como uma expressão viva do Universo. E não como uma fantasia possivelmente disparata de um burocrata frustrado e subalterno que, ao invés de manejar aparelhos num laboratório, se via constrangido a manejar papéis e a contemplar a glória inventiva de outros acadêmicos e de visionários leigos muito mais competentes do que ele.

Lorentz não tinha ilusões acerca das suas “soluções” do experimento Michelson-Morley. Ele sabia que a sua idéia matemática era um improviso. Ele sabia que tratava de algo ad hoc. E ele não substimou as contradições de sua idéia, não as ocultou, e dizia que não sabia dar a elas uma interpretação que o satisfizesse. Poincaré tentou interpretá-las e ajudar o colega. Mas porque Einstein plagiou Poincaré, os mesmos erros de Poincaré são compartilhados por Einstein. Poincaré, muito mais capaz do que Einstein, deixou claro que a sua teoria não pretendia esgotar o assunto, porque eram apenas hipóteses. Em contrate, Einstein veio com uma postura dogmática muito característica de sua herança étnica e proclamou a “sua” teoria como uma realidade.

A idéia de que o espaço não é tridimensional, mas quadrimensional, é de Poincaré. Ela, como tantas outras, não é Einstein. Mas porque ambos abraçam esse erro, o erro é de ambos. O espaço quadrimensional, três dimensões espaciais e um temporal, não pode ser quadrimensional porque o tempo não é um vetor no sentido matemático do termo. O tempo não pode possuir uma coordenada negativa, tal como se pode dar às três coordenadas espaciais. Não podemos retroceder no tempo, como um motorista que retrocede o seu veículo ao engatar a ré. O movimento de ré pode ser representado com coordenadas negativas, mas o tempo jamais. Quando o motorista engata a ré, o tempo segue passando. No entanto, alguns físicos, querendo sonhar com a viagem no tempo, estão dispostos a incluir mais esse um exotismo para adornar o País das Maravilhas da Física. Porém, uma fábula jamais se tornará real, por mais que teimemos.

Ainda que o tempo pudesse ser representado como um vetor, a vida real não é um espaço cartesiano. O espaço é um conceito, não uma coisa. O espaço cartesiano não tem atributos físicos de massa, carga elétrica, forma, permeabilidade, etc. O espaço é um conceito de vazio, como o conjunto vazio ou o número zero. Por isso, a atitude de Einstein[1] e de Poincaré — a mania de transportar conceitos matemáticos abstratos para a realidade concreta — é profundamente desconcertante. Ela não é diferente da atitude de um menino que por desenhar um amiguinho, passa a acreditar que ele é real e fica a falar e a brincar sozinho.

Quando desafiado por Deus a dizer como Ele, onisciente, poderia melhorar a Sua própria Criação, São Jó humildemente pediu perdão pela arrogância e se calou. Mas os físicos teóricos, como Einstein e Poincaré, provavelmente não cairiam em si. Eles não se calariam. Eles iriam sugerir os absurdos contraditórios de relógios relativistas, de espaço quadrimensional ou de onze dimensões, de eventos de causa e efeito invertidos, de buracos negros e brancos, de singularidade infinita, etc. As pessoas costumam dizer que os fanfarrões são tigres de papel. Os fantasiosos da física teórica possuem universos de papel. A atitude de Einstein e Poincaré dizem muito sobre a arrogância desmedida e desabrida da moderna física teórica, e até da incompetência dessa ciência.

Einstein seguiu a deixa de Poincaré e renegou abertamente o éter. Mas, menos capaz que Poincaré, ele fez algo mais. Lorentz dizia que as deformações do tempo e do espaço ocorrem na direção e no sentido do movimento, observado a partir do éter estacionário, ou seja, bem longe da Terra. O que é uma fábula, como mencionado acima. Contudo, Einstein removeu o éter e afirmou que todos os locais de observação (para falar em termos coloquiais) são equivalentes.

No País das Maravilhas da Física, na visão plagiada e piorada de Einstein, o pedestre muito apressado não chega ao prédio. O prédio, e todo o espaço-tempo junto, foge do pedestre. Além do mais, se ele corre muito, vai afinar como uma carta de baralho e ao mesmo tempo virar um buraco negro de tão pesado. Em suma, quanto mais o pedestre corre, com mais vagar ele vai, mais o prédio foge (!) dele, e mais pesado para correr ele fica. Mas Einstein, porque o seu plágio não foi bem feito, acrescentou uma contradição. Como todos os pontos de observação são equivalentes, o que dizer dos outros pedestres parados na rua? Devemos dizer que o pedestre apressado está correndo? Ou que os pedestres parados estão depressa se afastando do afobado? Quem ficará fino, lento e pesado? O pedestre que se apressa a chegar? Ou aquele, entre os parados, que depressa se afasta do afobado? Einstein, tal como um aluno flagrado por colar no exame e constrangido a balbuciar, foi obrigado a rever as “suas” idéias e a atribuir essa deformação a outros fatores completamente alheios aos seus axiomas, como a aceleração.

Mantenhamos em mente que não precisamos nos afligir em entender a relatividade. Ela não usa o bom senso e a intuição normal e racional. Ela foi concebida como um disparate por mera obstinação e incredulidade voluntária de alguns. É por isso que se diz que a teoria da relatividade é crivada de paradoxos[2]. “Paradoxo” é apenas um eufemismo para “disparate”, “contradição”, “devaneio”, “bobagem”, etc. A estória do pedestre é uma versão do paradoxo dos gêmeos. O paradoxo dos gêmeos foi proposto como um chamado à razão para as contradições da relatividade. No entanto, com o tempo, os bajulares de Einstein transformaram esse paradoxo e outros num mistério sobre a complexidade do universo, em algo a se admirar com devoção religiosa.

A Santa Palavra de Deus diz: um abismo chama outro abismo. E os cultistas de Einstein, como ovelhas a bajular o pretenso mestre, apenas acrescentam outros disparates, como buracos negros, buracos de minhoca, viagem no tempo, big bang, teoria das cordas, etc.

Notas

  1. Einstein diz, em sua teoria gravitacional, que um corpo celeste massivo deforma o espaço-tempo. A deformação é a causa da aceleração gravitacional ao centro do corpo massivo. Essa teoria nada mais é além de uma bobagem matemática, como se pode concluir abaixo:

    Reparemos que a força gravitacional deve se fazer sentir em todos os pontos do corpo massivo. Qualquer corpo celeste, tal como a Terra, tem quatro hemisférios: sul, norte, ocidental e oriental. Esse detalhe é importantíssimo, porque os cientistas costumam apresentar a curvatura do espaço-tempo em termos de um objeto tridimensional afundando num plano bidimensional e arrastando consigo o plano para a terceira dimensão. A representação está incorreta porque a gravidade só se faria sentir em apenas dois hemisférios do corpo massivo — onde plano foi afundado — ao invés de todos os quatro hemisférios, ou seja, em todas as direções ao centro. Ademais, se a curvatura espaço-temporal se limitasse a dois hemisférios, todos os corpos celestiais precisariam estar alinhados num mesmo equador universal, para estarem ligados uns aos outros pela gravidade. Obviamente, tal idéia é uma enormidade. Mas essa era a concepção de universo plano que Einstein tinha quando apresentou a “sua” teoria.

    Na teoria, pelas suas implicações, o universo tem que ser deformado para a quarta dimensão espacial, se a gravidade se faz sentir em todos os hemisférios — ou seja, em todas as direções — para o centro do corpo massivo. Considerando ainda a dimensão temporal e os seus efeitos relativistas, o espaço-tempo teria que ser deformado para a quinta dimensão.

    Agora, imaginemos um pano velho de comprimento e largura quaisquer. Esse pano possui apenas alguns milímetros de espessura. No lado mais fino do pano, a espessura, existe um rasgo que pode ser ampliado com os dedos da mão. Se o rasgo é ampliado, resultará uma “boca” no pano.

    Observemos que o pano pôde ser deformado, porque embora fino, a espessura é consequência de sua matéria e volume. Entretanto, um pano não é um plano geométrico e, mesmo deformado, continua tridimensional. Um plano possui espessura de comprimento zero. Se plano não tem comprimento de espessura, como ele pode ser deformado à semelhança de uma boca? Como uma coisa que equivale ao vazio perfeito e ao zero absoluto, pode, por si só, virar algo tangível ex-nihilo? Como uma coisa sem massa e sem volume pode ser puxada e arrastada para a forma de uma boca? Isso mostra que um “objeto” de duas dimensões não pode ser deformado num objeto de três dimensões, tanto quanto um de três dimensões não pode ser deformado num de quatro ou cinco (!) dimensões. Nenhum objeto pode ser deformado para uma dimensão maior quando não tem espessura ou volume para tal. Tentemos pegar um objeto desprovido de partículas. É impossível sequer concebê-lo. Por isso, uma representação matemática de um objeto tridimensional contendo um “objeto” dimensional é isso: nada mais do que uma representação. Um objeto tridimensional só pode realmente conter ou ser contido por um outro objeto tridimensional. O problema de Einstein (e de outros) é que ele confunde representações matemáticas de objetos reais com os próprios objetos reais, por mais psicopatológico que isso pareça. E muitos o seguem em suas fantasias, as quais ele chamava seriamente de “experiências de pensamento”.

    Einstein vai além em suas viagens fantasiosas e atribui propriedades físicas ao espaço-tempo as quais só poderiam ser atribuídas a algo concreto como um éter. Coisas como deformar, desviar, arrastar, atrair, impulsionar, etc., são próprias de algo tangível como um fluido de éter, uma substância química e qualquer outro objeto material. Somente um éter tridimensional pode ser curvado ou deformado por um corpo celeste, tal como um copo de bebida onde bóia um cubo de gelo: o líquido da bebida tem aumentada a sua profundidade no copo para acomodar o gelo.

    “Espaço” é apenas um conceito puramente ideal e matemático. Essa confusão reiterada e pueril entre conceito e matéria, símbolo e realidade, é muito própria de Einstein e de seus cultistas encrustados nas masmorras áridas da Física Teórica (ou, melhor dizendo, Física Neoplatônica).

  2. O mesmo pode-se dizer da explicação dos bajuladores de Einstein para a sobrevida das partículas múon. Se os múons viajam em velocidade relativista em direção à superfície da Terra, a tempo de atingir a superfície terrestre antes de se aniquilarem, pela teoria podemos concluir que: (a) a própria Terra se expande; (b) o tempo deles passa mais devagar; (c) eles sofrem um encurtamento em suas dimensões.

    Porque não sentimos a expansão da Terra pelos incontáveis múons que chegam aqui, é mais um “mistério” do conto de fadas relativista. Não houvessem os disparates terem se incrustado na física, uma explicação racional seria a possibilidade dos múons viajarem mais rápido do que a luz.

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