O Massacre de Newtown

Nenhuma justificativa pode ser oferecida a um massacre covarde de crianças e adultos desarmados na escola Sandy Hook Elementary. Seja qual for a motivação de Adam Lanza, o autor desses atos homicidas, ela é irrelevante. Ninguém perpetra um ato tão vil, a esmo e depois de atentar contra a própria mãe, sem ter sido privado totalmente da capacidade de julgamento, da empatia humana e do senso de proporcionalidade. O fato é que as pessoas podem se tornar tão dessensibilizadas que se transformam em demônios encarnados.

Mas há algo que realmente precisa ser notado e reconhecido nessa tragédia. Esses massacres a esmo — eles são diferentes do terrorismo político que possui uma ideologia sectária e um suporte de grupo — tem aumentado de forma notável desde os anos 1960 e explodiram a partir dos anos 1990 para cá. Decerto ocorriam incidentes similares antes de meados do século passado, inclusive na América do Sul, mas tem havido claramente um aumento desses casos nos anos recentes. Eles são típicos de países desenvolvidos do Ocidente e da Ásia, com pouquíssimas exceções.

O perfil de um assassino em massa

A grande maioria dos assassinos em massa é homem, branco ou asiático, notavelmente anti-social, amargamente rancoroso dos prejuízos reais ou imaginários causados a si, e possui entre 20 a 30 anos de idade. Porque o assassinato massivo é a esmo e alimentado por fantasias patológicas e narcisistas, esse tipo de crime não está ligado à situação econômica do país, à taxa de criminalidade nacional, ou mesmo a uma legislação de controle de armas. Evidentemente, o controle de armas diminui a probabilidade delas chegarem às mãos desse tipo de criminoso. Mas o risco de um ataque armado jamais é afastado de todo. Há assassinos em massa que usam armas brancas, armas de ofício ofício militar, e veículos para atentar contra as suas vítimas.

Um controle de armas abusivamente restrito e total, destrói a responsabilidade — se trata de um dever e não de um direito — do homem de defender a sua família. Aliás, uma medida de controle abusivo pode resultar fútil, porque um assassino em massa como o próprio Alan Lanza, Elias Delgado, Andrew Kehoe, Charles Wittman, Michael McLendon e outros, representam um perigo muito mais próximo e grave aos ambientes familiar e profissional deles, do que propriamente aos ambientes de terceiros. Em outras palavras, o desarmamento pode dar alguma segurança psicológica à nação. Mas criará outros problemas e não eliminará o fenômeno do assassinato massivo.

A questão do desarmamento

Não custa mencionar o fato, cuidadosamente omitido por aqueles que defendem um desarmamento total e irrestrito, de que um assassino em massa geralmente possui uma disposição suicida. Com pouquíssimas exceções, esse criminoso já está mentalmente preparado para tirar a sua vida quando cercado pelas forças legalistas. E muitos concretizam o suicídio quando os policiais se aproximam. O que mostra que esse criminoso, pronto a matar inocentes indefesos, os seus familiares e a si próprio, não vai negociar a sua rendição, tal como fariam os assaltantes e os sequestradores, por exemplo.

Esse é o ponto. Os assassinos em massa como Adam Lanza, Eric Harris, Breivik, e outros da mesma espécie, dos quais atacam de peito aberto, devem ser abatidos de imediato. A questão de reagir ou não ao ataque é irrelevante neste tipo evento. Eles não matam pela falta de colaboração da vítima, tal como ocorre a outros criminosos em empreitada. Mas porque a relação entre eles e a vítima é a de um caçador em plena farra e a sua presa em mira.

Por isso, durante um ataque dessa natureza, o tempo é crítico. Esse fato contrasta com a ocorrência de um sequestro, onde o tempo deve decorrer para que o criminoso pondere as opções e se acalme. Esperar não é viável quando se trata de um criminoso surtado que repentinamente abre fogo, e atira a esmo. De qualquer forma, os desarmamentistas querem que as vítimas apenas se escondam, chamem a polícia — se possível, pois é preciso procurar um abrigo sabe-se lá onde, e rezar para o celular funcionar! — e esperem uma eternidade para o socorro chegar. Objetivamente, ainda que os desarmamentistas não confessem isso à luz do dia, o que eles demandam na prática, é que muitos sirvam de escudos humanos às mulheres, aos idosos e às crianças durante o ataque.

É nobre, é digno, é exemplar, é corajoso quem se sacrifica pelo outro, sem nenhuma dúvida. Mas uma coisa é sacrificar-se depois de esgotados todos os meios de revide. Outra, completamente diferente, é sacrificar-se porque as outras opções foram arrancadas da vítima devido ao capricho e à vaidade alheia. Os fanáticos desarmamentistas, com o imenso ego que possuem, usam de todos os meios para envenenar o direito e a coragem de todas as gentes. De modo que os amedrontados, quando não urinam de medo ao pegarem numa arma, estejam privados do direito de municiar uma.

Como querem os desarmamentistas que as pessoas sob fogo cerrado esperem calmamente a polícia como se aguardassem um ônibus em meio a uma tempestade? Essa expectativa não é coisa de gente insana? Não é profundamente ímpio tirar de uma pessoa, pelo medo ou pela lei, todos os seus meios de defesa, e esperar que ela se sacrifique? Pois é isso que os desarmamentistas querem que todos façam, estejam eles conscientes disso ou não. Alguns abertamente maliciosos, vão além e procuram desarmar até a polícia.

É curioso como certos réus são condenados judicialmente por omissão dolosa, enquanto aqueles que pregam a covardia e a omissão dos homens na responsabilidade do porte de armas, são exaltados como vanguardistas. As escolas tem sido atacadas por assassinos em massa reiteradas vezes, porquanto não oferecem qualquer resistência armada. E a despeito disso, ao invés de se conceder armas aos professores e o devido treinamento e acompanhamento psicológico a cada um deles, os desarmamentistas insistem aos berros que as escolas devem ser zonas livres de armas. Não obstante as reiteradas tragédias de um mesmo modus operandi, são poucos os que observam a omissão deliberada que os desarmamentistas encorajam. Ainda pior é notar que quando acontece um ataque numa escola, esses mesmos fanáticos lamentam, como se eles nada tivessem contribuído para que a vulnerabilidade das vítimas atraísse o assassino em massa. Isso quando alguns psicopatas entre eles não celebram a tragédia.

Se uma escola cheia de mulheres e crianças é atacada, o correto e o justo seria os pais e os voluntários da comunidade escolar, dentre os fisicamente capazes e mentalmente lúcidos, dentre os treinados e adequadamente municiados, lembrarem-se de que os seus testículos simbolizam alguma coisa além da fornicação, para que reajam imediatamente e matem o criminoso. Concomitantemente, alguém que esteja em condições, deve chamar os policiais em socorro. Esse seria o normal, se nos nossos dias um outro “normal” não vigorasse.

Dois extremos, dois equívocos

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada. Disse-lhes pois: mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento. E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta.” (Lucas 22:35-38)

Se, por um lado, os americanos amantes das armas tem razão no direito de municiá-las, eles estão estupidamente errados no tipo de poder de fogo que desejam dispor. São dois extremos igualmente equivocados: os desarmamentistas querem, objetivamente, que os desarmados mais fortes sirvam de escudo humano aos mais fracos. E os americanos entusiastas querem o direito de ter um poder de fogo de uma infantaria pesada. É evidente que falta sensatez a ambos os grupos.

A própria história de Lanza é um exemplo disso. A mãe dele, Nancy, que também foi assassinada no massacre, era uma mulher paranóica que esperava o colapso econômico mundial, a ponto de estocar alimentos. Tal como agem muitos dos hereges evangélicos americanos. Essa foi a desculpa que ela usou para comprar desde pistolas aos rifles de uso militar. A irresponsabilidade de Nancy é tamanha, que ela colecionava armas vivendo sozinha com um filho deficiente mental, Lanza, o qual suspeita-se que sofria de Síndrome de Asperger. Ademais, Lanza tinha uma condição médica que o dessensibilizava à dor, devido a qual ele carecia de constante cuidado e proteção para o tratamento de ferimentos.

Nancy era paranóica e ostensivamente agia conforme. Ela tinha em sua casa um autista com um humor explosivo, que por nada ter o que fazer e nem com quem se relacionar, viciou-se em jogos violentos. Ele não podia sair de casa devido à insensibilidade à dor e a mãe ainda colecionava armas de grosso calibre. É muito óbvio que havia um desastre anunciado.

Os americanos pensam que podem comprar tais armamentos pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Eles só se esquecem que quando ela foi promulgada, não existiam forças policiais ou um exército regular e permanente no país. É por isso que a Segunda Emenda prevê a regulamentação de milícias, já que na época, eram elas que cuidavam da segurança comunitária e militar. Na realidade, o serviço nas milícias era obrigatório a todos os homens jovens e capazes. Curioso como os americanos querem o direito às armas, mas não querem as obrigações históricas e costumeiras de sua posse, como servir forçosamente numa unidade miliciana.

Ademais, a regulamentação das milícias tinha por objetivo estabelecer a disciplina militar, a hierarquia e os requisitos-padrão de armamentos. Para qual absurdo sem sentido um miliciano comum deveria municiar-se de um canhão e de morteiros de artilharia, por exemplo? Bastava um mosquete, uma baioneta e um alforje para a pólvora como um equipamento padrão. Da mesma forma, para quê alguém precisaria de um rifle de assalto ou de uma metralhadora só para auto-defesa? Ele vai invadir o quê, por acaso? Basta uma pistola ou um revólver.

O dever constitucional da regulamentação das milícias foi uma forma oblíqua que os federalistas encontraram de desencorajar os crimes de traição, nos quais certos milicianos levantassem as armas contra a Confederação dos Estados americanos. A Segunda Emenda, ao contrário do que pensam os incautos, não foi promulgada para proteger a liberdade armada. Muito pelo contrário: ela foi expressamente limitante ao prever a necessidade de uma disciplina militar e ao prover os meios legais e implícitos para que uma milícia não fosse capaz de rivalizar e de ameaçar essa disciplina com um poderio mercenário. Tão limitante foi a Segunda Emenda, que ela não foi elaborada para todas as pessoas residentes nos territórios da Confederação: as mulheres e os escravos estavam impedidos de se armar.

A Segunda Emenda possui um propósito diametralmente oposto ao imaginado pelos entusiastas armados da América. Fosse ela cumprida fielmente como queriam os federalistas, Nancy jamais poderia ter se armado pelo simples e mero fato de ser mulher. E ela jamais teria uma Bushmaster .223 pelo simples e mero fato de não ter se integrado a uma milícia.

Outra desculpa que os americanos usam para essas armas é a desconfiança que eles possuem no Governo Federal. Esse não é um motivo legítimo, porque a nós cristãos foi determinado o respeito ao governo. Obviamente existe situações das quais são legítimas a revolta armada. Mas se um miliciano não sabe a diferença entre o sanguinário Stálin e Obama, entre Nero e Ângela Merkel ou entre Mao Tsé-tung e a Dilma Rousseff, ele não deveria sequer ter permissão para portar uma faca.

Esse é o mal da América. Eles romantizam as revoluções e não sabem respeitar um governo. A Guerra Civil Americana, por exemplo, foi lutada por motivos absurdamente fúteis: pela descentralização dos tributos e pela regulação a nível estadual (o que não significa a manutenção) da escravidão. Devido à Guerra, um quarto dos preciosos euro-americanos pereceu, a América ficou ainda mais centralizada e se tornou verticalmente agnóstica, e a segregação racial virou um espinho secular para o país. Quando Deus divide uma raça de um mesmo solo em dois Estados independentes, isso é sinal de Sua ira, como se percebe pela Sua permissão expressa à independência de Judá. A secessão a partir de uma mesma nação não indica a aprovação divina. Porque Ele permitiria que uma raça cristã, como a América de então, se dividisse? Faltou sabedoria e a noção de proporção aos sulistas. O mesmo pode ser dos entusiastas armados da América e do seu ardor ímpio pela revolta fútil.

Todas essas coisas provam que os americanos não veem as armas como uma responsabilidade civil e mandatória. Mas como brinquedos. Esse é o motivo deles se encantarem com as armas, tal como crianças a brincar com bonecos e carrinhos em miniatura. Não foi a toa que John Quincy Adams disse que a Constituição era imprestável para um povo desconhecedor dos costumes religiosos europeus. Motivo, aliás, pelo qual ela foi redigida de forma sucinta. Essa falta de consciência civil da parte dos americanos, a atitude acrítica do patriotismo deles, e o desconhecimento religioso e cultural da nação, mostram que de fato a América mudou. Culturalmente, religiosamente, politicamente e demograficamente.

O nosso divino Senhor Jesus prescreveu o direito individual ao posse e ao porte de armas. Mas Ele nunca ensinou que os Seus filhos deveriam vê-las como brinquedo, ou que se armassem até os dentes para rivalizar em poderio militar com o Império Romano. Ele disse aos Seus discípulos que se armassem só o quanto fosse necessário para a legítima defesa. Ademais, Ele ensinou que não havia necessidade de armarem-se todos se estivessem em grupo. No Antigo Testamento, a Trindade Santíssima estabeleceu que o exército de Israel seria formado por líderes e civis milicianos das cidades, todos homens. Elas seriam organizadas hierarquicamente com um rei ou um juiz por cabeça. É para essas coisas que uma milícia e as armas servem. Elas não são objetos de lazer para um clube esportivo, elas não permitem que cidadãos particulares montem as suas próprias infantarias privadas, e elas não são um hobby para colecionadores. Todas essas coisas alheias ao propósito das armas e das milícias devem ser terminantemente proibidas.

As responsabilidades da cidadania

Desde que a cidadania sempre foi entendida como a assunção de certas responsabilidades para com a nação, o ideal é que em toda parte seja adotado uma variação do sistema suíço de armamento mandatório. Pode-se determinar o seguinte:

  1. Todos os homens casados há mais de um ano, sendo confiáveis, devem ser obrigados a possuir pelo menos uma arma de fogo de mão em casa, ainda que apenas guardada num cofre. Cada civil armado poderá portar a sua arma, desde que apresente a licença de aptidão quando exigido, tal como costumeiramente se procede a um motorista de automóvel. Os demais civis que desejarem esses direitos, deverão comprovar a necessidade das armas e a aptidão de manuseio e de guarda segura.
  2. Os civis armados devem comparecer à polícia ou ao Exército regularmente de modo a fazerem cursos rápidos de segurança, de manuseio e os exames médicos e psiquiátricos, tal como se exige a um motorista de automóvel.
  3. Um homem armado que queira ter o direito a uma arma de calibre maior, deverá se integrar a uma milícia ou às forças estatais de segurança.
  4. Um miliciano terá o direito a portar, além da pistola, uma farda, um rifle de assalto, um fuzil, uma espingarda, um escudo, granadas de efeito moral, um cacetete, um colete balístico, um capacete e equipamentos noturnos, e outros dispositivos, conforme as características específicas da unidade que participa. Em troca, ele terá certas obrigações adicionais, como participar eventualmente, em sua metrópole de residência, de algumas operações policiais ou militares de fácil complexidade. Ele deve regularmente, com mais periodicidade que o exigido aos civis armados, apresentar-se às forças estatais de segurança para o treinamento, avaliação de aptidão, e exames médicos e psiquiátricos. O miliciano estará sujeito à expulsão da milícia por inaptidão ou por má conduta, e deverá entregar ou inutilizar todos os seus equipamentos se isso acontecer. Ele estará sujeito ao Código Militar enquanto integrante da milícia e não receberá auxílio financeiro pela sua participação.
  5. Todos os homens serão considerados confiáveis ou aptos se não possuírem vícios, antecedentes criminais, relações adúlteras, deficiências físicas incapacitantes ou mentais que representem um perigo a si próprio ou a terceiros. Nenhum homem que agride fisicamente um outro ser humano de forma reincidente e sem justo motivo deve ser considerado confiável ou apto. Nenhum homem que não tenha licença de aptidão apropriada para a arma adquirida deve ter o direito de comprar munição.

É importante que a posse e o porte de armas sejam um dever reservado aos homens casados por três motivos: (a) para resgatar a noção de que a maioridade civil vem com o casamento, e não com a idade; (b) em geral, embora existam exceções, os homens casados tendem a ser mais responsáveis e menos violentos que os solteiros; (c) para incentivar os homens a casar e manter estável a relação.

Uma unidade miliciana treinada, havendo que cumprir gratuitamente algumas obrigações militares e policiais fáceis, poderia montar guarda em escolas, por exemplo.

A influência da mídia nos assassinos em massa

Esses criminosos, ainda que cometam o crime com lucidez, possuem, em geral, alguma patologia mental não tratada ou tratada pobremente. Eles nem mesmo possuem um senso de auto-preservação, já que é comum que se suicidem quando a polícia se aproxima. Entretanto, uma patologia mental possui gatilhos de ativação. No caso de Adam Lanza, o gatilho, aparentemente, foi uma discussão que ele teve com quatro professores da escola Sandy Hook. A Anders Breivik, foi a fantasia de que as suas ações desencadeariam uma série de golpes de Estado na Europa. A Andrew Kehoe, foi o fato de ser contrariado num conselho municipal. A Tomohiro Katô, foi o pensamento precipitado de que perdera o emprego, etc. Enfim, são vários gatilhos diferentes.

Porquanto são diversos os gatilhos, não há provas indubitáveis de que a mídia tenha uma influência específica e crucial nos atos específicos desses criminosos. Exceto quando ela dá cobertura aos fatos históricos do criminoso, ao invés de apresentar ao público a história de cada vítima. Se ela age assim, ela dá ao criminoso o que ele quer: a atenção pública aos sofrimentos pessoais dele. Essa inversão sensacionalista de prioridades e valores por parte da mídia, acaba por encorajar outros doentes mentais a seguir o exemplo do criminoso.

Mas, como dito no início, os assassinatos em massa explodiram de alguns anos para cá. Isso não pode ser coincidência.

Embora a mídia não tenha uma influência específica nos atos individuais do criminoso, ela exerce a sua influência de uma forma geral sobre todas as pessoas. E na realidade, isso é muito pior. É a propaganda midiática, constante, incansável e obsessivamente reiterada, que tem causado as mudanças sociais profundas no mundo cristão em geral e na América em particular. O exemplo mais recente dessa influência, é a propaganda pela aceitação de comportamentos e atitudes que há poucos anos eram repudiados ou considerados vergonhosos e traumáticos: a celebração da sodomia, a aceitação dos filhos bastardos como iguais aos legítimos, a banalização do divórcio, a aceitação do aborto, a indução ao laxo parental, etc. Ela tem criado produtos de entretenimento com um conteúdo violento ou erótico cada vez mais gráfico e explícito. Outros produtos midiáticos procuram infantilizar as pessoas: enfocam o prazer e tiram a coragem do homem de formar uma família, superdimensionam as carências emocionais do ego humano, etc.

Todas essas coisas, juntas, levam a uma situação onde as famílias, fragilizadas e quebradas, geram mais e mais pessoas com patologias mentais. E a violência gráfica possui um poder enorme de dessensibilização e de mitigação do afeto natural. Essas coisas começaram como um instrumento de subversão da Cristandade por uma elite hostil, justamente a partir dos anos 1960, quando alguns de seus membros lograram tomar os postos-chave nas corporações americanas de mídia. E o fruto concebido por ela, saiu de controle e se espalhou pelo mundo, de tal modo que, hoje, essa demanda midiática se auto-alimenta.

Lamentavelmente, a subversão midiática justifica a censura prévia. A mídia comprovadamente possui uma influência corrosiva sobre gerações inteiras de pessoas, se não houver algum controle por parte do Estado. Porquanto certos produtos midiáticos são nocivos ao bem comum, não só eles devem ser censurados, mas os produtores, e todos os demais envolvidos em sua concepção e exibição, devem ser processados civil e penalmente. Só assim se poderá ter uma sociedade mais sadia. Esse objetivo censório, entretanto, só faz sentido num ambiente legal que prevê uma religião oficial instituída, a qual teria a responsabilidade e a capacidade de julgar o que é moral e o que não é.

Caberá à nova geração de nacionalistas expulsar essa elite hostil e ajudar as nações a se recuperar moralmente.

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