Muito Além da Guerra de Gaza – Parte VII

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O futuro de um Israel e uma Palestina unidos

Os que são contra a união de Israel e da Palestina em um só Estado democrático de leis iguais para todos, dizem que haveria um banho de sangue se a idéia fosse implementada. Eles afirmam tamanha enormidade, porque assumem inconfessavelmente que os muçulmanos são animais terroristas que devem ser mantidos no mesmo cerco que os palestinos de Gaza e da Cisjordânia. É por isso, entre outras coisas, que o sionismo é racismo.

Mas o fato é que antes do sionismo, os árabes, os judeus e os cristãos viviam pacificamente em todo o Império Otomano. Ademais, quem iniciou o terrorismo foram Lênin, Trotsky e Jabotinsky, todos judeus com uma sanha revolucionária. No caso árabe, foram as contingências políticas imediatas e concorrentes à Primeira Guerra Mundial e os fatos que a sucederam, que abalaram a relação pacífica dos árabes muçulmanos e os seus vizinhos. O moderno terrorismo muçulmano foi a única alternativa militar e assimétrica que se pôs ao fim da Guerra dos Seis Dias, quando os palestinos perceberam que o expansionismo sionista não podia ser detido pelas potências árabes.

Nos nossos dias, o sionismo e a escravidão abjeta ao qual se submeteram os EUA sob o jugo sionista, são os principais motivos das tensões raciais e religiosas que envolvem os muçulmanos no mundo todo. O sionismo e essa escravidão precisam acabar, nem que isso custe o poderio e a influência americana no mundo. Após essa etapa, os muçulmanos, como qualquer outro povo, se acomodarão e viverão as mesmas vicissitudes, rotinas e os problemas comuns aos outros países.

O que acontecerá de ruim quando Israel e a Palestina se unirem, serão os motins religiosos, à semelhança do que ocorria entre os irlandeses protestantes e católicos. Mas não haverá uma guerra civil — se os árabes ou os judeus não estiverem isoladamente armados contra o outro. Esse é o ponto. Uma vez que os dois povos estejam juntos, ou ambos se desarmam contra o direito à auto-defesa, ou ambos se armam. Hoje, os árabes israelenses estão isentos de servir ao Exército que, aliás, se a IDF não os isentasse e os obrigasse a lutar contra os seus irmãos palestinos, Israel estaria cometendo um outro crime de guerra. Em havendo a união, ambos, os árabes e os judeus, devem servir ao Exército e se armar. Os massacres geralmente são cometidos contra gentes que não possuem meios de se defender. Paralelo a esses eventos, os israelenses judeus que não possuem uma ligação emocional forte com a Palestina, emigrarão de volta para os seus países de origem. O mais, a Natureza lentamente corrigirá a artificialidade demográfica causada pelo Sionsimo na Palestina.

Um problema mundial

As ações de Trotsky, Ben Gurion, Jabotinsky, Lênin e outros, mostram que o povo judeu compartilha do infortúnio comum à todos os povos: uma grande parte do povo judeu é silenciosa e trabalhadora, porquanto só quer viver a vida e comungar das leis dos países. Porém, a outra parte é dividida em facções radicais, tal como acontece a outros povos. Nesta pequena parte do povo judeu, existem as facções comunistas, as religiosas, os financistas, os sionistas, os ativistas das mais diversas causas, etc. Existe até mesmo um grupo de pornógrafos pioneiros no Ocidente. Dentro dessas facções, há uma minoria elitista que possui dinheiro ou influência política suficientes para manipular o curso das nações.

O que motiva essa elite a agir de forma tão agressiva para com as outras nações, é uma auto-concepção de propósito messiânico. Havendo os israelitas rejeitado o verdadeiro Messias Jesus, e ensinado essa rejeição aos judeus, eles não viram a sua escatologia original ser cumprida. Como qualquer escatologia ruim e fracassada, ela recebeu modificações. Hoje, os judeus em geral, não acreditam num Messias pessoal. Eles consideram ser, eles próprios num todo, o Messias. Especialmente essa elite.

Uma vez que alguém supõe ser o Messias, evidentemente, o seu ego enorme o compelirá a agir de acordo. O mundo gentílico deverá ser conformado à sua imagem, para que esse alguém o pastoreie. O problema é as ovelhas quererem um pastor. Geralmente, elas pensam que não precisam de um ou elas acreditam já terem um: Jesus, Alá, Buda, etc. Querer pastorear (pelo engano ou pela força) as ovelhas que não querem um outro pastor, é clamar por um conflito.

Um outro problema ocorre quando as ovelhas se tornam tão destacadas e abastadas, que elas parecem negar o papel daquele que acha que é o Messias. Porque um Messias é profetizado a ser honrado por todas as nações dos gentios, as quais entregarão em uníssono as suas riquezas aos pés dele. Se isso não acontece, porque as ovelhas estão felizes e auto-confiantes em si mesmas, o ego desajustado daquele que pensa ser o Messias, é ferido. Um ego ferido causa inveja. E uma ação possível que a inveja motiva, é derrubar as ovelhas pela sabotagem ou pela violência. Uma ovelha caída e humilhada pode clamar por um pastor e isso dará ao suposto Messias a oportunidade de cumprir o seu propósito.

É com essa escatologia falha em mente que se deve compreender as ações dessas facções. Os comunistas acham que o seu papel é confiscar as riquezas das nações para geri-las e distribuir a justiça material a todos numa era utópica e messiânica. Eles também militam abertamente contra a moralidade cristã. Os sionistas pensam que a plenitude messiânica do povo judeu só pode ser cumprida num suposto lar natural: a Palestina. Os pornógrafos são a manifestação mais radical da inveja das facções judaicas na superioridade da moralidade cristã. Essa moralidade superior precisa ser humilhada e jogada ao chão, para dar lugar a uma outra. O mesmo pode ser dito em relação ao papel moralmente subversivo dos vários ativistas judeus, entre outros exemplos. Todas essas atitudes sectárias escondem, com consciência ou não, um ímpeto de liderar os gentios, mesmo que para isso seja necessário destruir os obstáculos. Para atingir tal objetivo de dominância, essa elite é capaz de congregar membros de facções diferentes em alianças aparentemente contraditórias: como a facção financista dando suporte monetário aos comunistas, ou os comunistas internacionalistas em apoio a um sionismo nacionalista, etc.

Hoje são os árabes palestinos que sofrem nas mãos dos sionistas. Mas o sofrimento árabe é apenas uma faceta entre várias de uma refrega geral. Antes do sofrimento árabe, foram os cristãos que sofreram nas mãos dos visionários comunistas. Nos primeiros anos do sovietismo, quando uma elite judaica logrou se instalar nos órgãos de segurança bolchevique, milhões de cristãos foram martirizados e viram as suas igrejas destruídas e profanadas. Ao mesmo tempo, os bolcheviques pouparam as sinagogas e criminalizaram com a pena de morte o anti-semitismo.

Se os cristãos sofriam no Leste Europeu e no Ocidente Espanhol, e os árabes sofrem no Oriente Médio, ao Ocidente é imposto uma subversão moral. Freud, judeu, teorizou a revolução sexual, pelo que foi seguido pelos pornógrafos e outros discípulos. Einstein, judeu, mudou a física historicamente experimental e concreta, para uma meramente abstrata e ficcionária — para não dizer irracional. Muitos ativistas, muitos dos quais foram precedidos por pioneiros judeus, combatem os símbolos tradicionais das nações e impedem que elas mantenham-se homogêneas, com eram historicamente, por meio de um vigoroso movimento pela imigração irrestrita. Não existe nada mais divisivo para um Estado e para o povo que o fundou, do que um país onde grupos de pessoas residentes não possuem uma língua e uma história comuns. A confusão divinamente ordenada em Babel foi para dividir e separar os povos e não para uni-los. Nisso, enquanto às nações ocidentais é negado o direito prescrito pelo kinismo, de modo que sejam divididas e enfraquecidas, o Israel sionista é livre para praticar um racismo aberto. E se a sabotagem moral não basta, uma facção financista se conduz de crise econômica em crise econômica, de modo a tomar uma fantástica quantidade de dinheiro dos governos para salvar os bancos irresponsáveis e o “direito” à usura.

GEMARA. “Os nossos rabinos ensinaram: ‘o homem’ — exclusive um menor. ‘Que comete adultério com a esposa de outro homem’ — exclusive um menor. ‘Seu próximo’ — exclusive a esposa de um não-judeu. ‘Eles serão postos para morrer’ — por estrangulamento”. (Talmud Sanhedrin 52b)

“… Se o homem coabita com a esposa de um menor, ele não é responsável [do crime de adultério], porque o casamento de um menor não é válido”. (Halakhah)

“[o rabino afirmou-me] não ser incomum entre os judeus [poloneses] um pai escolher uma esposa jovem [de 13 ou 14 anos] ao seu filho, [a qual] pode acontecer dela ser agradável a si mesmo e [com quem o pai] pode viver em termos de relação incestuosa durante o período da minoridade do filho. (Os Judeus na Polônia, Ebenezer Henderson)

Um ciclo macabro de levantes e fracassos

No entanto, a história é cruel para com essa elite atrevida. A facção comunista logrou instalar um regime soviético. Mas anos depois de Stálin assumir o poder, ele que foi escolhido para ser um títere, ordenou uma purga sangrenta que devorou os primeiros revolucionários e cobrou a vida de milhares de judeus inocentes. Na Segunda Guerra, outrossim, os mesmos comissários políticos de Stálin, muitos deles judeus e responsáveis pela coordenação do Holodomor contra os ucranianos cristãos, foram destinados a um semelhante fim letal pelas tropas nazistas.

Muitas vezes na história uma facção financista logrou pilhar a riqueza de nações cristãs e européias e até mesmo escravizar gentes entre os europeus — a escravidão dos brancos realmente precedeu a escravidão dos negros no Ocidente. Mas essas elites foram reiteradamente derrotadas. E, com a derrota delas, muitos judeus inocentes foram expulsos dessas mesmas nações, postos em guetos, ou banidos da vida pública.

Coisas semelhantes ocorreram com os israelitas que rejeitaram a Cristo, dos quais os judeus aprenderam essa postura. Eles instigaram os imperadores a perseguir os cristãos. E eles próprios os perseguiram. Mas, décadas depois, eles foram seguidamente abatidos em vários lugares do Império Romano, e posteriormente extintos.

Esses eventos funestos ensinam que essa elite planeja, tenta e às vezes concebe com sucesso os seus planos subversivos ou violentos. Mas ela, que se arroga o direito de falar por todo o povo judeu sem receber outorga, acaba sempre por falhar a longo prazo. Décadas depois de conceber os seus projetos, ela é abatida e o mundo desaba sobre a cabeça de muitos judeus inocentes. Infelizmente, num conflito, é impossível que a chuva não caia igualmente sobre os inocentes e os culpados. Ademais, os eventos também ensinam que a perseguição judaica aos cristãos e aos demais gentios (muçulmanos, pagãos, etc.), sempre precede o anti-semitismo generalizado e a perseguição aos judeus. O anti-semitismo nunca vem do ar. Aliás, o medo instintivo da retaliação ou de chamar atenção, explica o costume dos membros das facções judaicas de adotar nomes-fantasia ou de frequentemente omitir os sobrenomes.

O nosso santíssimo Senhor Jesus vinga o sangue cristão em nossa vida terrenal, sempre que a iniquidade atinge um patamar que Ele considera excessivo. Ele não mudou o Seu comportamento em relação às Suas intervenções violentas no Antigo Testamento.

Novas quedas?

O sovietismo caiu e o Cristianismo ortodoxo está forte e crescente. A menos que Israel imponha um regime totalitário e duradouro de apartheid dentro suas fronteiras, a tendência atual é ele cair para ser substituído por um Estado muçulmano.

Em relação ao Ocidente, não há perspectiva de melhora por enquanto, e infelizmente a pornografia será um formidável desafio para a sua erradicação, porquanto ela pode ser mais viciante que o álcool e tão destrutiva quanto a metanfetamina. No entanto, a bebida ponderada e sóbria do álcool é legítima, enquanto que a fornicação não é. Mas a América está caindo. E com ela é possível que comecem a desabar muitos dos produtos ruins que ela concebeu: a pornografia, o laicismo, o individualismo, o militarismo pós-guerra fria, o evangelicalismo, etc. Será necessário esperar mais alguns anos para termos um possível mosaico.

Escolhendo melhor os amigos

Nós cristãos, que temos de escolher os nossos aliados não-cristãos, estamos diante de uma questão muito mais simples do que os opositores aguerridos dos islâmicos querem admitir. Quem deveria ser preferido como um aliado potencial? Aquele que, como nós e os muçulmanos, canta glórias à Virgem Maria e louva o nosso Senhor como um Profeta? — ainda que os muçulmanos não O adorem como Deus, infelizmente — Ou aquele que, como os judeus, diz que a nossa Mãe santíssima é uma prostituta e que o nosso Senhor está queimando no inferno envolto numa sopa de sêmen fervente?

É muitíssimo evidente que os muçulmanos merecem a nossa preferência, sem mencionar a obsessão sexual das blasfêmias talmúdicas. O que não quer dizer que devemos apoiar os movimentos europeus de imigração irrestrita e incondicional, dos quais os árabes são um dos principais beneficiários no Velho Continente. O kinismo, o direito de um homem viver entre os seus parentes e formar uma nação parental, tanto vale para os árabes no Oriente Médio e na Palestina, quanto para os nipônicos na Ásia e os europeus na Europa. Essa é a verdadeira e benigna diversidade humana: aquela que respeita os limites habitacionais impostos por Deus às nações dos homens.

Os cristãos sionistas, para o bem da alma deles, deveriam ser mais criteriosos na hora de escolher quais aliados eles querem abraçar.

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