Um Conto de Porcos e Mal-Lavados

Vejam os vídeos antológicos e interessantíssmos abaixo:

A explicação para todo esse imbróglio é o seguinte. Os porcos resolveram falar dos mal-lavados porque os mal-lavados reclamaram do chiqueiro a partir das recentes eleições presidenciais brasileiras. Nelas, o porco-mor que se auto-intitula "bispo", apoiou a Dilma, o PT, o aborto, etc., com o intuito, inclusive, de destruir os meios de comunicação de uma fazenda rival em prol de sua própria fazenda de porcarias. Os mal-lavados torceram o nariz pois entenderam que, nessa briga de fazendeiros de esterco, os porcos foram um pouco longe demais. Daí que os mal-lavados começaram a protestar contra os porcos. Porém, com essa reação imprevista dos mal-lavados, até então fiéis escudeiros dos porcos há pouquíssimos anos atrás, eles se assustaram. Porque os porcos sabem que a multidão de mal-lavados é muito maior e mais poderosa que eles. E eles temem e tremem que os maiorais entre os mal-lavados possam, facilmente, adestrar os seus pulguentinhos a desprezar e a abandonar o chiqueirinho para sempre. E, sozinho, o chiqueiro não consegue emporcalhar por muito tempo.

Então, o porco-mor que não é bobo e nem nada, pensou o seguinte: "vou mostrar para todos que a minha laminha está neles (nos mal-lavados) e deixarei esses maiorais corados de vergonha e, quem sabe, voltarão todos eles para o meu chiqueiro ou, ao menos, se calarão!". Daí que o porco-mor usou a sua fazenda para mostrar à toda comunidade rural que os mal-lavados estão cheios de porcalhada na roupa deles. E os mal-lavados, pegados no vexame, porque sabem lá no âmago da própria consciência deles que a sujeira é feia, repugnante e estranha, se viram num impasse. Pois eles sempre se exibiram como limpos e superiores a todos os supostos sujos aos quais eles incessantemente caluniaram. Os mal-lavados e os porcos construíram a sua reputação de limpeza irrepreensível às custas de suas vítimas. E daí que os porcos, lançando lama no ventilador, deixaram com os mal-lavados a incumbência de tentar explicar à comunidade porque as manchas de esterco na roupa deles não seriam estrume, mas, sim, um tipo misterioso de alvejante escurecido. E, também, como esse alvejante escuro, que fede como estrume, seria algo superior e diferente aos sacos de esterco que alguns outros fazendeiros alheios à história produzem.

A moral da história a qual devemos manter em mente é que o porco-mor está agindo como um porco que é. Denunciando os mal-lavados, ele não quis e jamais quererá sair da lama onde se encontra. Ele apenas quer envergonhar os mal-lavados lembrando-os da verdadeira natureza que eles possuem e da história comum que compartilharam com os porcos. E – obviamente! – o porco-mor quer deixar absolutamente claro e límpido aos mal-lavados quem é o verdadeiro macho-alfa entre os sujos: ele, lógico! Resta saber o que farão os mal-lavados. Toda a insídia do porco-mor pode ser resumida em uma frase: “e tu também!”. Mas, considerando que sujos só sabem sujar, muito provavelmente, como em outras ocasiões, os mal-lavados correrão para os porcos a fim de firmar uma détente. Já devem estar fazendo isso nos bastidores, bem debaixo do nariz dos pulguentinhos deles que, como maridos traídos, são sempre os últimos a saber.

Apesar do porco-mor ser um belo de um porcalhão, podemos agradecê-lo por ter sido útil ao menos uma única vez em sua vida de porcalhadas ao desmascarar os mal-lavados. Anos de discussões intelectuais sérias jamais teriam o mesmo efeito que as admissões gráficas, ainda que insinceras, do próprio porco-mor em público. Desde hoje até o futuro, somente o fanatismo dos pulguentinhos poderá suster o chiqueiro e o aterro sanitário. Contudo, nem o fanatismo deles os susterão pelos séculos vindouros, já que outros fanáticos na história que os precederam, até incomodaram por algum tempo. Porém, desapareceram.

Anúncios

Os comentários estão desativados.