A Angústia de Fukushima – Atualização 2

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A radiação que escapa de Fukushima para o meio ambiente ainda é baixa. Para se ter uma idéia do quanto, se habitássemos num raio de 30 km da usina durante um ano, receberíamos, em média, a mesma radiação emitida por cerca de dois exames de tomografia computadorizada. Portanto, não há perigo para a saúde humana.

Dentro das instalações das unidades da usina, porém, a radiação é altíssima, por cerca da metade da emitida por Chernobyl, cada uma. Apesar disso, o incidente de Fukushima não foi grave como Chernobyl porque no, acidente ucraniano, o material físsil explodiu e espalhou-se na área no entorno da usina. No caso de Fukushima, o material emite uma forte radiação, mas encontra-se confinado pelas instalações que sobreviveram às explosões de hidrogênio. Contudo, essas condições demandarão o desmonte de Fukushima, após os engenheiros da TEPCO lograrem o arrefecimento dos combustíveis físseis. O resfriamento, contudo, demorará meses.

A água utilizada do mar utilizada pela TEPCO para resfriar os reatores está muito contaminada por metais radioativos, a uma concentração de 1.500 vezes o permitido pelas autoridades japonesas. Parte dela vazou para o mar e a outra parte está sendo drenada em contêineres e levada para tratamento.

Ocorreu, na madrugada de hoje, um forte terremoto que cortou os sistemas de resfriamento de combustível físsil por uma hora nas unidades 1 e 3 da usina. Porém, nenhum dano foi relatado.

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