DEBATE: Olavo X Dugin – 2a. Réplica do Olavo

Atualizado 11/04/11

Leia o post anterior.

O Olavo acaba de publicar a sua segunda réplica a Dugin. Segue um rápido resumo:

Resumo da réplica

a. Olavo distingue a sua posição no debate que é a de observador político neutro em relação a Dugin, que é um agente político com interesses a atingir, portanto ele não é e não pode ser neutro.

b. Dugin vê o mundo dividido em duas forças, como consequência desses interesses: o americanismo e o resto que tenta preservar as suas identidades. Olavo diz que, na verdade, são três forças, sendo que uma delas, a força sino-russa já mostrou ser a catástrofe mais cruenta de toda a História. Por isso, o eurasianismo sino-russo não pode e não tem o direito de tentar ditar novamente os rumos da humanidade.

c. Sendo que Dugin possui interesses particulares e a mídia internacional é um importante fórum anti-americano, ele emprega em seus discursos os termos dela para difamar os EUA; e usa das técnicas que ela oferece, para angariar simpatias à causa eurasiana, mas tais são inúteis para uma adequada compreensão da realidade.

d. Imbuído por uma luta política, Dugin, naturalmente, rotula Olavo com a pecha de defensor do americanismo. Assim, implicitamente, Dugin o estaria acusando de traição aos interesses do Brasil, para motivar hostilidades dos espectadores do debate contra ele. Dugin seria muito mais brasileiro que Olavo. Em resposta, Olavo repreende Dugin, dizendo que o anti-americanismo brasileiro, do mainstream esquerdista, não é sinônimo de patriotismo ao Brasil. Pois todas as mudanças institucionais do País que ocorreram recentemente são fruto direto da ação de globalistas, uma das forças contra os quais Olavo milita. Esse fato é uma prova de que o mainstream brasileiro percebe a diferença entre os globalistas, apoiados pela mídia esquerdista, e os EUA, detestados por ela. Dugin, por outro lado, não percebe. Outrossim, isso mostra que a influência eurasiana nas instituições do Brasil é nula, ou seja, Dugin estaria iludido ao dizer que o País é pró-eurasiano.
 
e. O fundador do nacional-bolchevismo, Eduard Limonov, morou nos EUA por mais tempo que Olavo e ele escreveu um romance cujo enredo se passa naquele País. Pelas palavras às quais Dugin acusa Olavo de ser pró-americano, seria igualmente justo usá-las para acusar Limonov, o guru de Dugin.

f. Olavo descreve o globalismo, uma das três forças que divide o mundo. Dugin a conheceria, mas não sendo tolo em prol de seu ativismo eurasiano, prefere discursar como se realmente acreditasse que o mundo fosse dividido entre o americanismo e o resto. O globalismo é uma organização centenária e dinástica formada pelas famílias mais ricas do mundo. Ele atua por meio de uma série de organizações que visam influenciar as instituições de diversos Estados do globo. Como os Estados são os agentes dessas influências, são eles, e nunca os globalistas, os responsáveis pelos malogros que eventualmente ocorram. Alguns exemplos dessa influência seriam a guerra do Vietnam, a recente intervenção militar na Líbia e o Plano Colômbia que trouxeram grandes danos aos EUA e favoreceram sobremaneira os seus inimigos. Outrossim, como essas famílias seriam de várias nacionalidades, ó óbvio que não se pode confundir os seus interesses com os interesses nacionais dos EUA.

g. As influências dos globalistas convergem a um fim: o Socialismo do tipo facista, que subjuga a propriedade privada, porém, pelos seus interesses a preserva como uma concessão de Estado. Duas vias estão disponíveis para os globalistas a fim de chegar ao Socialismo: a via cruenta e imediatista ou a via pacífica, por meio de mudanças graduais e persistentes nas instituições das nações. Os globalistas utilizaram-se das duas vias, conforme o local de suas ações.

h. O Socialismo do tipo fascista, sendo uma aliança entre o Estado que concede a propriedade e os seus beneficiários, os globalistas e os seus agentes de influência, resulta em uma situação onde essas famílias podem se proteger das flutuações do mercado e garantir indefinidamente o seu poder e riqueza sobre os demais. Por esse fim, os globalistas não conhecem fidelidades a não ser para consigo, e financiam obsessivamente todos os movimentos subversivos de esquerda, inclusive o eurasianismo, conforme a via e o local escolhidos. Os EUA tem sido a principal fonte financeira de seus inimigos jurados, contra os seus próprios interesses, conforme os propósitos e os objetivos dos globalistas.

i. Olavo, todavia, vê outros agentes alheios às três forças em disputa, mas que sofrem as consequências da refrega. A Cristandade, os judeus e os conservadores americanos. Esses agentes estão marcados para morrer nas mãos do globalismo. Eles eventualmente reagem à refrega globalista, mas de forma pontual e desconexa.

j. Olavo afirma que Dugin errou ao dizer que ele representa o individualismo ocidental. Ele é um indivíduo contra Dugin, mas não um individualista e tampouco um coletivista, que são meros rótulos de significado elástico que agentes políticos atribuem uns aos outros.

k. Olavo testifica que os americanos não são nem individualistas e nem coletivistas. Porém são indivíduos com um profundo senso cristão de comunidade, como se pode perceber por meio da suas generosas obras de caridade que não tem rivais sérios no mundo. Por outro lado, as sociedades holísticas de Dugin, só se propuseram a matar os seus semelhantes e as eventuais ações caritativas que fizeram nunca chegaram às dimensões das instituições de segurança que criaram para oprimir os seus próprios cidadãos. Além do mais, a sociedade holística é estimulada pelos governos, ao passo que toda bondade americana é voluntária.

l. Embora os EUA tenham tantas vantagens, a corrupção globalista contra o caráter cristão daquele país já se faz sentir. Pois a confiança negocial que é tradicional aos americanos está em franco declínio, como consequência de uma série de fraudes acarretados por agentes da esquerda internacional que Dugin preza.

m. Os EUA foram edificados, segundo Olavo, na cultura, nos valores morais e na fé dos americanos. Dugin não pode conceber outra organização social, senão a czarista teocrática que lhe ensinou a Igreja Ortodoxa. Mas toda organização social edificada pelo poder das armas do Estado, não faz outra coisa senão arruinar a moral da nação.

n. Olavo compara estatisticamente o assassínio promovido pelos EUA aos do sino-russa. É óbvio que os americanos estão muito abaixo dos russos e dos chineses, mesmo desconsiderando que a violência dos EUA foram cometidas num contexto de guerra legítima, enquanto que a sino-russa foi contra a própria população em época de paz.

o. Olavo diz que a geopolítica como uma ferramenta de análise por parte de Dugin é inconfiável. As fronteiras políticas mudam constantemente, em decorrência de outras forças frequentemente ignoradas pelos estudiosos. Os Estados são o palco da História e não os atores que atuam, que transcendem as nações no espaço e no tempo. Os atores, os agentes da História, são as religiões, as organizações esotéricas, as dinastias, os movimentos ideológicos e os agentes espirituais. Tudo o que acontece na história são ações individuais e/ou combinadas desses agentes, cujo resultado é imprevisível.

p. O agente histórico do eurasianismo não é a Rússia, um Estado. Mas a Igreja Ortodoxa Russa, pois concebeu a Rússia e sobreviveu ao Império Czarista e à União Soviética. Esse agente deixou uma marca indelével na mente de Dugin, resultando na visão holística que ele nutre, a qual não passa de uma projeção sua. Porque a Igreja formou o Império, Dugin não concebe outra organização social que não seja a Igreja e o Império unidos na pessoa do Czar. Nessa concepção unificada, a expansão do cristianismo ortodoxo implica em uma igual expansão militar do Império russo. Se o cristianismo ortodoxo quer ser a fé universal, o Czar terá de ser o governante universal de todos. O projeto eurasiano é nada mais que uma oportunidade por meio do qual esse agente pode se expandir.

Comentários

Olavo melhorou mui notavelmente a sua intervenção em relação à primeira réplica. Seus pensamentos estão mais claros, didáticos e sérios. Embora ele tenha sido excessivamente prolífico desta vez, ele ofereceu, sem considerarmos o mérito por ora, uma ampla refutação ao eurasianismo de Dugin. Alguns aspectos de sua réplica, contudo, ficaram em suspenso:

Ele, Olavo, citou alguns monarcas entre as famílias dinásticas que compõem o globalismo. Ocorre que os monarcas pertencem às dinastias protegidas pelos seus respectivos Estados. Se o globalismo quer destruir os Estados nacionais, como esses príncipes em especial sobreviveriam? Apenas pelo dinheiro e pelo poder que possuem? Mas renunciaram eles a seus títulos e benefícios reais que os seus Estados lhes conferem? Isso nos leva a um outro ponto: os Rothschild, os Warburg, os Schiff, os Agnelli não são famílias monárquicas, ou seja, elas são plebeias. Como, em contraste aos monarcas citados, aos quais é garantida a honra real à descendência deles por forças estatais, essas famílias plebeias sobrevivem ao longo do tempo? Só pelo dinheiro e influência? Essas questões mostram que Olavo possui, no final das contas, uma visão materialista da evolução dessas elites, ainda que se embrenhe em explicações rebuscadas como a sua tese dos agentes políticos supranacionais da História.

O que Olavo não enxergou

A grande tragédia do Olavo é que ele não “ligou os pontos” e por isso ele fez uma análise muito superficial, porém prolífica dos fatos levantados. Olavo apontou corretamente que essas famílias plebeias apoiaram o comunismo e os movimentos subversivos anti-cristãos por toda a parte. E disse, em última análise, que elas são motivadas a essas ações pela avareza. Porém, essa visão, não é nem de longe o entendimento daqueles que foram testemunhas oculares dessas subversões trágicas.

Essas famílias plebeias em especial são famílias judias [i]. Assim como nós cristãos somos condicionados em nossas ações pelo nosso cristianismo, essas famílias são condicionadas em suas ações pelo judaísmo delas. Tal como nós cristãos, que pensamos que somos o povo escolhido de nosso Senhor Deus, e além de nós não há outras pessoas; os judeus também pensam que são o povo escolhido de Deus, e além deles, não há outras pessoas. Em certo sentido, nós cristãos somos supremacistas. Porém, a supremacia judaica é muito mais pronunciada: nós “goyim” (uma palavra que significa “gado”) lhe somos servos pela vontade do deus tribal dos judeus. Esse deus não é o nosso Deus Trino, mas um ídolo do esoterismo talmúdico [ii], semelhante ao deus impessoal dos maometanos.

É do ponto de vista da supremacia judaica que podemos compreender as ações dessas famílias judias e de muitos dos ativistas judeus do século passado e do presente. O comunismo, tal como entendido por aqueles que o testemunharam [iv], foi um produto do milenarismo judaico. Moses Hess, Karl Marx e Trosky eram judeus. Lenin tinha ancestrais judeus do seu lado paterno e até mesmo Stalin casou com uma judia. Esses fatos explicam porque, por décadas, o aparato de segurança da União Soviética era desproporcionalmente formado por judeus [v]. Na verdade, o entendimento dos nacional-bolcheviques como Dugin, é a de que o grosso da violência soviética contra os russos em época de paz, ocorreu quando uma elite não-russa governava a URSS [vi]. Isso é um forte indicativo de que, pelo menos nas primeiras décadas do governo soviético, as minorias étnicas do Império da Rússia, que tomaram Moscou de assalto, tiveram o propósito muito claro e específico de se vingarem contra a toda a população russa pelas opressões que sofreram sob a dinastia dos Romanov.

No milenarismo judaico está profetizado que os goyim devem trazer a riqueza de suas nações aos pés dos judeus. O comunismo representou para os judeus essa esperança que, por meio do confisco da propriedade privada gentílica, uma elite judaica pudesse gerí-la e, por meio dela, viessem ao povo judeu as homenagens e os louvores dos gentios. Portanto, essas famílias plebeias não financiaram o comunismo por avareza, mas por solidariedade étnica. Em outras palavras, do ponto de vista talmúdico, essas famílias plebeias foram movidas por um senso profundamente moral nos seus esforços em elevar o povo judeu ao píncaro, ainda que, para nós cristãos, o comunismo seja intrinsicamente abominável. A moralidade judaica é dos judeus; e a moralidade cristã é dos cristãos. Existem muitas e profundas diferenças entre elas. É isso que precisamos ter em mente.

Enquanto Olavo oferece uma explicação materialista para o agir e a sobrevivência das principais famílias globalistas, isto é, aquelas que não possuem respaldo estatal para a sucessão, existe uma explicação muito mais simples e realista para eles: o seu respaldo está solidariedade étnica que é peculiar ao povo judeu.

O milenarismo judeu não morreu com o comunismo. Ele segue bem e forte e merece a designação olaviana de ser um agente histórico do globalismo. Mas as suas estratégias mudaram sutilmente, desta vez inspirados por ideólogos como Sigmund Freud, Herbert Marcuse, Walter Benjamin, Max Horkheimer e Theodor Adorno (todos judeus). Portanto, a nação judaica não está ameaçada pelos globalistas, como sugeriu Olavo, pelo simples fato de que muitos de seus agentes são judeus. Pelo contrário, o enfraquecimento das religiões rivais sob o globalismo, em especial do Cristianismo, é de seu interesse. Pois a faz se sentir segura de que não haverá rival forte o bastante para ameaçá-la com purgas, como em vários incidentes na História da Europa.

O Consórcio de Olavo

Não deixa de ser uma terrível ironia que Olavo cite a queda econômica da Rússia sob Yeltsin. Sabe-se que a liberalização pós-soviética beneficiou a máfia russa, à qual Olavo afirma ser um braço da ex-KGB. Esse é um outro ponto em que ele se equivoca razoavelmente. É óbvio que a Rússia é governada um regime estatizante e que a cúpula política do Kremlin é firmemente ligada ao aparato de segurança daquele país. O erro de Olavo, contudo, é considerar que esse regime em particular é uma continuação da máfia russa e não uma reação a ela.

Esse é um outro ponto que Olavo não ligou: Mikhail Khodorkovsky (da Petrolífera Yukos), Yegor Gaidar (premier russo sob Yetsin), Platon Lebedev (fundador da Yukos), Vladimir Gusinsky (ex-barão da imprensa russa) e Roman Abramovich (ex-dono da russa Sibneft) são exemplos de nomes pertencentes à chamada oligarquia russa. O que eles tem em comum? Eles são judeus. O fato é que grande parte da oligarquia russa é formada por judeus soviéticos. E pressionados pelo governo russo, muitos deles emigraram para Israel, sendo o caso de Leonid Nevlzin, associado da Yukos, o mais emblemático. O Estado israelense, tão defendido por Olavo, deve uma parte de sua riqueza a esses imigrantes que enriqueceram às custas dos russos.

Um outro aspecto muito interessante desses incidentes é que a solidariedade étnica dos judeus a esses perseguidos do governo russo é muitíssimo presente nos EUA. As vozes que lhes deram apoio foram desde a direita do neocon Richard Perle (que pediu a expulsão da Rússia do G-8) à extrema-esquerda de George Soros (que apoiou a Geórgia contra a Rússia). Esses fatos simples mostram como Olavo deixa-se enganar pelo seu sentimento anti-russo em relação às ações de Putin. O premier russo pode ser muitas coisas; mas não se pode dizer que ele não cuida dos interesses do seu Estado. Os russos padeceram um regime totalitário que foi dirigido em grande parte por judeus daquele país. E eles, naturalmente, são hostis à idéia de permitirem uma outra oligarquia étnica, desta vez capitalista, governar de novo os seus destinos.

Uma visão etnocêntrica da História

Se, por um lado, é correta a objeção de Olavo quanto ao uso irrestrito da geopolítica como uma ferramenta de análise, por outro lado, é non sequitur dizer que só porque as fronteiras políticas dos Estados mudam, uma análise geopolítica não pode ser criteriosamente usada, ainda que ela reflita os movimentos das nações. Como exemplo, a Espanha teve mudadas as suas fronteiras políticas ao longo do tempo. Mas nem por isso os espanhóis deixaram de ser da nação ibérica. A Rússia, idem. As mudanças em seu Império não privou os russos de sua nação eslava, etc. Por isso, uma análise geopolítica que se concentre nos movimentos das nações e não precisamente nos Estados é legítima. Obviamente, tanto a nação ibérica quanto a nação eslava são contínuas e milenares, merecendo a designação olaviana de agentes históricos.

Olavo também omite que o globalismo atua especificamente contra a etnia indo-européia. Ele não enxerga que a população caucasiana nativa da Europa é a que mais sofre com o multiculturalismo e com a redução de sua demografia. Tendo em vista a supremacia judaica e o seus interesses no globalismo, vê-se que o conflito entre os globalistas e os indo-europeus é essencialmente um conflito étnico.

Isso é um fato interessante, pois o Cristianismo é um produto europeu. O nosso Senhor predestinou os indo-europeus, ou seja, os filhos de Jafé, a substituírem os israelitas. Mas os indo-europeus são goyim do ponto de vista talmúdico. E é uma blasfêmia contra os judeus que os goyim cristãos ousadamente digam que receberam do Deus de Israel uma moralidade muitíssimo superior à ética judaica. Por isso a batalha cultural iniciada em vários fronts das artes, a começar por Picasso e seu o escandaloso cubismo; e posteriormente pela arquitetura e a pornografia [iii] de homens como Reuben Sturman, Steve Hirsch e Seth Warshavsky. Esses homens são judeus e eles odeiam a arte tradicional, consagrada na iconografia cristã. Essa batalha foi e continua sendo travada para destruir a outrora noção cristã e européia do belo e para lançar na vergonha a moralidade cristã. Ou seja, trata-se de mais um aspecto da reação instintiva provocada pelo profundo ciúme judaico contra o Cristianismo e os seus beneficiários, os indo-europeus. Através dos atos de ciúme violento, o ciumento tenta humilhar aquele que ele sabe, no âmago de sua alma, que o invejado é muito mais afortunado.

Os demais aspectos em suspenso

Por fim, Olavo precisa explicar como o agente histórico do Eurasianismo, a Igreja Ortodoxa, pode abarcar a China comunista e os estados islâmicos. Ou como os interesses de Dugin se coadunam com exatidão científica aos interesses desse agente ou mesmo quando e como esse agente autorizou-o a agir em seu nome. Ademais, Olavo não pode dizer que a América conservadora é um verdadeiro movimento de resistência ao globalismo. Ao contrário dos russos, como vimos, ela não processou os supostos traidores dos interesses nacionais dos EUA, e nada fez para privar de poder e de influência os globalistas, tendo várias oportunidades, a força estatal e a provisão constitucional para isso. Portanto, só podemos interpretar essa omissão como uma concordância tácita por parte desses conservadores de que eles de fato são beneficiários do globalismo, ainda que dele discordem pontualmente.

O que se pode aprender

Apesar dos pesares há algo muito importante que nós podemos aprender com a solidariedade judaica. Os judeus são primorosos em cuidar dos interesses dos seus. Isso é algo digno de ser imitado por nós em relação ao nosso próprio povo, pois o amor ao próximo nada mais é do que o amor ardente àquele que compartilha o nosso sangue.

Notas

[i] Mesmo os Rockefeller possuem uma ligação estreita com o povo judeu. Eileen Rockefeller Growald, por exemplo, casou com um judeu, Paul Growald. Isso é significativo, pois os Rockefeller costumam seguir uma tradição de casamentos endógenos – eles são conhecidos como “os primos”. Idem para a corporação dos Du Pont, cuja figura chave foi Irving Saul Shapiro, um judeu imigrante da Lituânia.

[ii] As Grandes Correntes da Mística Judaica, G.G.Scholem.

[iii] Al Goldstein, um outro pornógrafo judeu, disse a Luke Ford, escritor de um livro sobre a indústria pornográfica: “a única razão que os judeus estão na pornografia é porque nós pensamos que Cristo é uma porcaria. O Catolicismo é uma porcaria. Nós não acreditamos em autoritarismo”. Ou seja, a pornografia não era apenas rentável, como no caso do tráfico de mulheres ocorrido no final do século XIX e no início do século XX, que ficou conhecido como “Escravidão Branca”, um outro empreendimento criminoso desproporcionalmente comandado por judeus. Ela era também um meio adicional de subversão da cultura cristã ocidental.

[iv] O livro “Os Judeus” de Hilaire Belloc é uma excelente fonte de como a Europa encarava o peculiar patriotismo judaico. Outras testemunhas ilustres desses eventos são o premier Winston Churchill, o aviador Charles Lindbergh (cujo filho foi sequestrado e sacrificado ritualmente), o Pe. Charles Coughlin (assessor do Pres. F. Roosevelt), Aleksandr Solzhenitsyn, etc.

[v] The Jewish Century, Yuri Slezkine. Como exemplo, Genrikh Grigoryevich Yogoda foi um judeu que fundou a infame NKVD soviética.

[vi] “De acordo com dados fornecidos pela imprensa soviética, de funcionários importantes do Estado soviético… em 1918-19, haviam: 17 russos, 2 ucranianos, 11 armênios, 35 letões, 15 alemães, 1 húngaro, 10 georgianos, 3 poloneses, 3 filandeses, 1 checo, 1 karaíta e 457 judeus”. Robert Wilton, Last Days of The Romanov. Essa situação perdurou até os grandes expurgos de Stalin no final da década de 30 do século passado. O próprio Stalin, aliás, nasceu na Geórgia.

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