A Ciência Não Poderia Ser Jamais Uma Criação Greco-Romana

Há uma coisa muito interessante a ser dita a respeito dos Apologistas. Uma das obras que eles produziram para defender a fé cristã ante à ameaça de violência por parte do Império Romano, a “Sátira Contra os Filósofos Gregos,” nos diz muito sobre o espírito da ciência ocidental. Pois, os iluministas, querendo livrar-se da herança cristã da ciência, negam com todas as forças que ela é produto exclusivo da civilização cristã, como ficou evidenciado pela palestra proferida pelo Dr. John Lenoxx, no II Simpósio Internacional Darwinismo Hoje (realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no mês de Abril/2009). E perante a realidade gritante de que a ciência é uma criação de nossa civilização, mais especificamente da Cristandade Protestante, como admitiu o premier holandês Abraham Kuyper em seu livro “Calvinismo,” os iluministas replicam que a ciência surgiu no seio da Cristandade porque ela apropriou-se da herança pagã greco-romana.

Ledo engano. Basta ler a engraçadíssima “Sátira Contra os Filósofos Gregos.” Além de hilária e bastante sucinta das idéias que os filósofos pagãos defenderam, podemos perceber uma coisa, se a lermos cuidadosamente: pela multiplicidade de crenças quanto a origem do Cosmos que os filósofos pagãos nutriam, seja seguindo Hesíodo, Platão ou Epicuro (inclusive deve-se a ele e não aos ateus modernos a fútil e fanática crença no Acaso), era impossível a noção de unicidade do Universo, conforme o próprio Taciano, o Sírio, percebeu. A unicidade do Univero, que só poderia ser fruto de um Deus Único, é o princípio-mestre da ciência. Portanto, a Ciência não poderia nascer sem ser respaldada primeiro por uma Religião monoteísta de acesso universal, tal como é o Cristianismo.

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